Júpiter entrou em Leão no dia 30 de junho e, assim que o fez, reencontrou o velho amigo Quíron a 90º de distância. Touro, Leão, Escorpião e Aquário são os que mais serão desafiados à transformação quirónica, impulsionada por Júpiter em Leão, principalmente de 1 a 13 de julho. Memórias de traumas, lembranças da infância, podem ser combustível para algumas metamorfoses que se querem…agora. Com Quíron, estamos em processo de cura e sabemos bem que só começamos a curar quando a dor se faz sentir. Com Júpiter em quadratura a Quíron, vamos acordar para o que em nós precisa de cura, através de alguma dor até mesmo de algum talento que desperta ou que gostaríamos de ter, mas que não conseguimos concretizar.
Com Touro e Leão, falamos da vitalidade física e da força do coração e estas devem estar sincronizadas. Os astros lembram assim a importância de cultivar o que dá vitalidade e não o oposto! Por outro lado, estes signos fixos enfrentarão questões de saúde e referentes à sexualidade, mas também as relacionadas com o tema da criação mais pura: os filhos. A relação com os filhos e até, metaforicamente com a criança interna, serão igualmente centrais. Esta criança que quer ser vista traz a relevância da expressão dos nossos talentos no mundo: seremos capazes de desenvolver o amor próprio necessário para mostrar os nossos dons, apesar da rejeição e das adversidades externas? Seremos nós capazes de ensinar essa mesma resiliência aos nossos filhos? É que essa será a necessária para chegar e vencer.
Para finalizar, Leão representa também o amor romântico. Esta conjetura astral irá mostrar que se formos demasiado centrados nas nossas necessidades, podemos acordar e ver que o nosso parceiro/a encontrou amor noutro lugar. Se estivermos demasiado alheios às nossas próprias necessidades, podemos acordar e perceber que esse outro parceiro não quer saber daquilo que precisamos e andar a olhar para o lado. Encontrar o equilíbrio será o mais desafiante. Mas não só quem está em relação sentirá os efeitos deste trânsito, pois Touro, representando a solidão, pode também tornar insustentável quem escolhe o isolamento. A atitude afeta igualmente a questão da sobrevivência quando nos recusamos a partilhar os nossos dons para além das quatro paredes.