Parece mentira, mas não é: houve apenas 0,3% de modelos "plus-size" nas últimas passerelles internacionais
Mais do que uma tendência, a inclusão exige continuidade.
Mais do que uma tendência, a inclusão exige continuidade.
Bastou Matthieu Blazy apresentar saias plissadas de cintura baixa no último desfile Chanel - uma réplica das originais lançadas por Mademoiselle 100 anos antes -, para (re)validar a tese de que a moda tem uma capacidade de se reinventar incomparável. 2026 pode ou não ser um revival de 1926. Ainda assim, vale a pena vestir de novo.
Numa temporada que explora os contrastes entre minimalismo e maximalismo, a atriz navega ambos com intuição, provando que a verdadeira assinatura não está só no que se usa, mas na forma como se escolhe existir dentro da roupa.
Há coleções que se vestem. E há coleções que se sentem. A nova proposta SS26 da Massimo Dutti pertence, sem dúvida, à segunda categoria, uma ode subtil àquilo que permanece quando tudo o resto se desvanece: a essência.
Num momento em que as fronteiras entre luxo e mass market se tornam cada vez mais porosas, esta colaboração não surge apenas como mais uma parceria estratégica, mas como um ponto de inflexão cultural.
Esta última temporada de entregas de prémios parece ter seguido um padrão estético. Não falamos de color block ou rendas, mas de silhuetas esguias que dominaram o red carpet e os nossos pensamentos: afinal, quem define o que é desejável no cinema e por que quase sempre passa por corpos magros?
Associado há décadas às clássicas bandanas, este motivo ornamental atravessou séculos, culturas e movimentos estéticos - e regressa agora à moda contemporânea com uma nova relevância.
Se esteve demasiado ocupado para acompanhar as semandas de moda, este é o guia de sobrevivência para uma fashionista em apuros.