Celebridades

Os maiores escândalos que agitaram Cannes

As histórias mais controversas que marcaram as 72ª edições do festival de Cinema.
Por Camila Lamartine, 22.05.2019

'La Dolce Vitta' ofende a Igreja Católica

Considerado um clássico do cinema, La Dolce Vitta (1960) nunca foi consensual. Quando Federico Fellini apresentou o filme em Cannes, em 1960, a Igreja Católica condenou a desmoralização da história de Cristo. Mesmo tendo vencido a Palma de Ouro, a longa-metragem foi censurada em muitos países.

Armageddon, com Bruce Willis, causa gargalhadas

Em 1998, a organização do festival decidiu estrear algumas cenas do filme Armageddon (1998), de Michael Bay. O filme que conta a história de  um asteróide que ameaça colidir com a Terra e destruir todas as formas de vida não teve a reacção que se esperava. Ao invés de ficar impressionado, o público riu dos diálogos mal escritos.

Colar de mais de 100 mil euros desaparece em Cannes

Durante uma festa no Hotel du Cap-Eden-Roc, que fica a poucos quilómetros de Cannes, um colar no valor de aproximadamente 135 mil euros simplesmente desapareceu. O furto aconteceu em 2013 sob os olhares não tão atentos de uma equipa de mais de oitenta seguranças.

Críticas da família a 'Grace de Mónaco'

Prometia ser um dos melhores filmes de Cannes, mas Grace de Mónaco (2014) não cumpriu, angariando comentários negativos dos críticos e também da família real do Mónaco, que descreveu a obra como uma "farsa" e rejeitou o convite para ir à cerimónia.

Pessoas saem da sala durante a exibição de 'Irreversível'

Irreversível (2002), de Gaspar Noé, com Monica Bellucci e Vicent Cassell, apresenta imagens de violência sexual que muitos espectadores não conseguiram ver. Na apresentação em Cannes, centenas de pessoas precisaram de sair da sala para respirar, alegando que se sentiram mal.

‘Fahrenheit 9/11’ – filme ganha Palma de Ouro mas é criticado nos EUA

Repleto de críticas ao governo de George W. Bush, o documentário de Michael Moore causou grande impacto político na sua estreia no Festival de Cannes. Fahrenheit 9/11 (2004) garantiu a estatueta da Palma de Ouro, provocando uma forte reação nos EUA e levando ao afastamento da Disney.

Festival termina mais cedo por protestos do Maio de 1968

As manifestações estudantis do Maio de 68, em França, levaram a que o festival de Cannes terminasse mais cedo. Um grupo de realizadores, como Claude Lelouch, Jean-Luc Godard, François Truffaut e Roman Polanski, lideraram protestos em solidariedade com o movimento, indignando-se com a falta de ação da organização do festival. O festival só terminou após Carlos Saura se ter recusado a exibir seu filme Peppermint Frappé (1967) em 18 de maio, fechando as cortinas diante da tela.

Filme Antichrist’ choca devido a sexo explícito

Em 2009, Lars von Trier apresentou Antichrist (2009), em que Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg interpretam um casal que procura recuperar da morte do filho, chocando tudo e todos com cenas de sexo, tortura e mutilação genital. A crítica de Cannes é sempre muito reativa, mas este filme do realizador foi um dos mais vaiados.

Lars von Trier "entende" Hitler

O dinamarquês Lars von Trier voltou a ser polémico nas suas declarações. Contudo, em 2011, durante a promoção do filme Melancolia (2011) afirmou ser simpatizante de Hitler e disse até "entender" o ditador. A organização de Cannes baniu o realizador do festival, declarando-o persona non grata.

Protesto na estreia de Aquarius

Protagonizado pela atriz Sônia Braga, o filme do realizador Kleber Mendonça Filho estreou em Cannes entre protestos do elenco na passadeira vermelha. Os atores levantaram cartazes contra ao momento político que se vivia no Brasil com o impeachment da então presidente, Dilma Rousseff.

Maurice Pialat vaiado 

Durante a exibição do filme Sob o Sol de Satã (1987), o público vaiou o realizador Maurice Pialat. O polémico francês disse não se importar com o ocorrido e declarou: "se não gostam de mim, não gosto de vocês". 

Sacha Baron Cohen usa "manquini"

O comediante britânico Sacha Baron Cohen é bastante conhecido pelas suas polémicas na promoção dos seus filmes. Em 2006 não foi diferente. O ator apareceu na praia de Cannes usando um pequeno "manquini" de forma a promover Borat (2006) e foi notícia em todo o mundo.

Viridiana choca a Igreja Católica

O filme que narra o despertar sexual de uma freira recebeu diversas críticas da Igreja Católica. O drama Viridiana (1961) do realizador Luis Buñuel, tinha também cenas de violação, incesto e ainda uma releitura muito própria da Última Ceia.

Saltos altos ou pés descalços

O dress code em Cannes sempre foi rígido e foi justamente por isso que a atriz Kristen Stewart decidiu fazer um protesto na passadeira vermelha descalçando-se em frente de todos em 2015. Apesar de não estar formalmente escrito, muitas atrizes já tinham reportado que a organização do festival incentiva o uso dos saltos altos –  um grupo de mulheres terão sido mesmo impedidas de entrar na estreia do filme Carol (2015) porque não estavam "adequadamente" vestidas.

Jornalista americana é proibida de entrar em Cannes

No dia 17 de maio deste ano, a jornalista da publicação americana Variety,  Claudia Eller, teve o acesso negado ao Festival de Cannes porque usava sapatos baixos. A editora publicou em seu Twitter um vídeo da cena com o segurança, e escreveu “Ontem à noite eu fui parada na passadeira vermelha de Cannes por esse segurança idiota que disse-me não poder entrar porque eu estava usando flats. Eu ameacei postar este vídeo no site da Variety. Eu entrei.”

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