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Sabe quais são os melhores exercícios para o controlo da obesidade?

Um novo estudo identifica seis atividades de exercício físico para o controlo do peso, independentemente do fator genético.

14 de agosto de 2019 | Marta Vieira

Que a obesidade é uma condição médica classificada como problema de saúde a nível global é bem sabido. E que a prática regular de exercício físico tem uma influência extremamente positiva no bem estar físico e mental, também. O que um novo estudo da Universidade de Taiwan veio revelar são quais as atividades mais eficientes no combate a esta doença crónica.

A investigação foi levada a cabo com 18.000 participantes, com idades entre os 30 e os 70 anos, pertencentes a uma base de dados de investigação biomédica chinesa. A publicação foi feita na revista PLoS Genetics e conclui que a melhor forma de exercer controlo através do exercício físico será, em primeiro lugar, com atividades como o jogging, seguido de ciclismo de montanha, hiking/trecking, marcha atlética, certas modalidades de dança e, por fim, ioga.

De acordo com os autores do estudo, para indivíduos cuja genética os leva a ter excesso de peso, estes desportos reduzem significativamente o índice de massa corporal. No entanto, a sua prática deve ser regular: cerca de três vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos. O principal investigador deste estudo conclui ainda que outras atividades, como por exemplo ciclismo e natação, não previnem os efeitos da genética na obesidade.

A problemática da obesidade é complexa e deriva da interação de fatores genéticos e ambientais. O que este estudo vem trazer de novo, é que alinha uma recomendação específica de quais as atividades físicas mais indicadas para quem sofre de obesidade. Os números nacionais são alarmantes: segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em Portugal quase metade da população tem excesso de peso e cerca de um milhão de adultos sofre de obesidade. A Organização Mundial de Saúde considera-a mesmo uma "epidemia". Sabe-se que esta doença crónica afeta a longevidade e qualidade de vida e pode favorecer o aparecimento de doenças como a diabetes tipo II, a hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, a dislipidemia (condição em que ocorrem níveis anómalos de lípidos no sangue) ou mesmo o cancro.
Foto: Pexels
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