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Máxima

Beleza

Rir é o melhor cosmético

E que o digam as gémeas Jean e Jane Ford, que construíram um império de beleza alicerçado no sentido de humor. Fomos conhecê-lo melhor em São Francisco e falámos com as herdeiras da Benefit, Maggie e Annie Ford Danielson. 

Rir é o melhor cosmético
Rir é o melhor cosmético
19 de agosto de 2014 às 06:00 Máxima

Aterrámos em São Francisco com um misto de entusiasmo e curiosidade. A Benefit é conhecida por surpreender e, nas semanas anteriores, fora deixando alguns teasers sobre o que antecipámos ser a maior apresentação global da marca. O que seria lançado era ainda uma incógnita, mas as pistas faziam adivinhar algo memorável, como aliás é tudo o que as gémeas que criaram a Benefit fazem, desde o início da marca. E como não há duas sem três (e nesta família tudo parece vir aos pares), o duo tornou-se um quarteto quando as filhas de Jean, Maggie e Annie, se juntaram à equipa Benefit, em 2008. Foram estas irmãs que desvendaram o mistério em dois eventos que não poderiam caracterizar melhor a marca. Numa Bene-Fair carnavalesca, tivemos oportunidade de conhecer detalhadamente cada um dos grandes lançamentos da marca. Foi entre malabaristas e máquinas de algodão doce que percorremos o passado da Benefit... Mas foi preciso ir até à ilha de Alcatraz para espreitar o futuro da marca.

 

Um pouco de história 

Recém-formadas, as gémeas do Indiana, Jean e Jane Ford, desafiaram o percurso tradicional dos anos 70 e aventuraram-se naquela que acabaria por ser uma bem-sucedida mas curta carreira como modelos. Decididas de que o destino lhes reservava outro percurso, e com a autonomia financeira necessária para abrir um negócio, mudaram-se para São Francisco e lançaram-se numa abordagem completamente diferente da maquilhagem, depois de uma moeda ao ar ter decidido a área a seguir. Em 1976, abriram o The Face Place, uma loja de beleza que se tornou o palco das excêntricas irmãs, onde puderam dar asas à imaginação e resolver os dilemas de beleza das clientes. Entre risos e conversas de balcão, surgiu o primeiro grande êxito, o Benetint, ainda hoje um dos maiores best-sellers da marca. A expansão não tardou, e levantou voo após a entrada em armazéns de luxo, altura em que passou a chamar-se Benefit.

Em 1996, a internacionalização aconteceu do outro lado do Atlântico, no Harrods de Londres, onde as gémeas foram surpreendidas com a presença da princesa Diana. Poucos anos depois, o gigante de marcas de luxo Louis Vuitton Moët Hennessy adquire a Benefit, munindo as gémeas com mais armas para lançamentos inesquecíveis como o Dr. Feelgood, o Porefessional e a máscara They’re Real!, entre outros. Ao longo de toda esta jornada, os valores da marca mantiveram-se intactos: proporcionar soluções de beleza para problemas do dia a dia, sempre com muito sentido de humor.

O evento encerrou oficialmente cinco anos de investigação, dos quais resultou o They’re Real Push-Up Liner. Aquela que é uma das maiores dificuldades de maquilhagem das consumidoras – a aplicação do eyeliner – levou a equipa da Benefit a lançar-se numa pesquisa profunda sobre a evolução dos eyeliners ao longo dos tempos e, em colaborações com laboratórios de engenharia, procuraram chegar à fórmula perfeita. A inovação foi alcançada numa fórmula mate, de longa duração e à prova de água, na textura gel em caneta, e na ponta AccuFlex de borracha que facilita a aplicação perfeita do eyeliner, mesmo para as mãos menos firmes e precisas. Na Beauty Central da Benefit, sentámo-nos no sofá cor-de-rosa para uma conversa descontraída com Maggie e Annie.

 

Este é o lançamento de maior dimensão da marca dos últimos anos. Porque escolheram este produto e não outros lançados anteriormente?

 

Maggie – Bem, antes de mais é preciso voltar um pouco atrás, ao momento em que nos lembrámos de criar este eyeliner. Baseamos todos os nossos lançamentos numa necessidade da consumidora e, neste caso, olhámos à volta e pensámos: qual é o produto de que as mulheres sentem falta ou qual é o problema que ainda não resolvemos? Vimos que, universalmente, todas as mulheres de todas as etnias, com diversos formatos de olhos, precisam e usam um eyeliner. Adoram-no e muitas não sabem como usá-lo. Se for procurar os tutoriais de beleza no Google, o mais procurado é como usar eyeliner, como fazer o cat eye, como delinear ou fazer esfumados…

 

Annie – Portanto, basicamente ninguém sabe o que está a fazer! [risos]

 

Maggie – Sabíamos que tínhamos de fazer algo especial porque há muitas marcas que lançam ótimos eyeliners, portanto demorámos muito tempo para chegar à fórmula perfeita, com a cor ideal e a ponta da caneta mais precisa. Mas é claro que o timing foi perfeito porque a marca estava no sítio certo para um lançamento global, e as necessidades da consumidora eram enormes nesta área.

 

Consideram-se Global Beauty Authorities…

 

Annie – Sim! [Risos] O que quer que seja que isso significa…

 

Era precisamente essa a minha pergunta…

 

Maggie – [Risos] Fazemos tudo! Bem, basicamente quer dizer que falamos com editoras e consumidoras de todo o mundo para explicar a história da Benefit. O que é a marca, a nossa missão, os nossos valores, a história… mas também falamos sobre os produtos. Crescemos com esta marca, por isso conhecemos todos os pormenores e queremos transmitir isso. Tem a ver com expressar o sentimento da marca.

 

Annie – Além disso, não somos maquilhadoras treinadas tradicionalmente, ou seja, numa marca tradicional há uma arte, e a Benefit não tem tanto a ver com isso. Mais do que a arte, tem a ver com beleza, e a beleza é um sentimento, um estado de espírito: como nos sentimos quando nos vestimos, quando nos perfumamos, quando nos maquilhamos.

 

Benefit em números 

- 41 boutiques Benefit em todo o mundo

Mais de 1000 Brow Bars 

- 3000 balcões Benefit 

- Presente em 45 países 

- É vendida uma máscara They’re Real! a cada 10,5 segundos.

- Aumentou as vendas de 400 milhões de dólares em 2009 para mais do dobro em 2013 e aponta para uma faturação de mil milhões até ao final do ano.

 

- É vendida uma máscara They’re Real! a cada 10,5 segundos.

- Aumentou as vendas de 400 milhões de dólares em 2009 para mais do dobro em 2013 e aponta para uma faturação de mil milhões até ao final do ano.

A Jean representava o lado criativo da Benefit e a Jane o lado mais empresarial. No vosso caso, quem faz o quê?

 

Maggie – Acho que sou um pouco mais ligada aos números. A Annie é boa a pensar ao nível de topo e a expressar o ADN e todos os atributos da marca. Ela consegue transmitir tudo o que é feito, desde a escolha das embalagens ao conceito do produto. Eu faço o trabalho mais quotidiano.

 

Como foi crescer com duas mulheres tão bem-sucedidas em casa? Tinham noção do sucesso da marca?

 

Maggie – É tão interessante porque, quando somos mais novas, os nossos pais são iguais a todos os outros: envergonham-nos, chateiam-nos, dão-nos ordens… e com a nossa mãe e a tia não era diferente. Geriam o negócio delas e divertiam-se a fazê-lo. Acho que só me apercebi da dimensão da Benefit quando comecei a trabalhar aqui, mas lembro-me de estar a crescer e de saber que a minha mãe e a tia não eram normais [risos], mas no melhor sentido da palavra: são selvagens, excêntricas, divertidas e nunca faziam nada que não a 110 por cento. Nunca as víamos no escritório, no dia a dia eram assim.

 

Annie – Oh sim! Eram superdramáticas!

 

Maggie – Sim, entravam numa sala e eram o centro das atenções. São espetaculares e honestas. Ainda hoje são capazes de nos dizer sem rodeios que aquelas calças de ganga fazem-nos mais gordas. E só nos apercebemos do quão maravilhosas eram quando nos tornamos adultas. É normal os filhos só se aperceberem disto depois de crescerem, mas a verdade é que a marca transmite a personalidade delas.

 

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E enquanto raparigas, uma marca de maquilhagem como esta seria o recreio perfeito?

 

Maggie – Sim, era o máximo, e temos tanto orgulho na Benefit. Não vamos tentar mudar nada, mas queremos que todo o trabalho árduo que elas tiveram nestes 35 anos continue a dar os seus frutos. A Benefit está a tornar-se cada vez maior tão rapidamente e, às vezes, quando as marcas crescem perdem a identidade e o fator especial. Não queremos que isso aconteça. É a nossa responsabilidade mantê-la com o mesmo caráter.

 

Essenciais de São Francisco

Esta cidade ensolarada de múltiplas colinas tem muito para ver e para fazer. Selecionamos os essenciais.

A NÃO PERDER 

Alamo Square No topo de uma colina, este parque serve de pano de fundo às famosas Painted Ladies, uma fileira colorida de casas vitorianas que merecem uma visita.

Fisherman’s Wharf e Pier 39 Este popular quarteirão frente ao mar tem atrações diárias, movimento e muito para explorar, desde as colónias de leões-marinhos aos restaurantes de marisco perfeitos para um almoço descontraído.

Ferry Building Marketplace Um edifício de trânsito férreo histórico transformado em meca para amantes de comida.

Chinatown É a maior fora da Ásia e a mais antiga da América do Norte. Passando por lá encontra ruas apinhadas de lojas, mercados e restaurantes de autêntica comida chinesa. 

Golden Gate Park Maior do que o Central Park nova-iorquino, inclui um deslumbrante jardim japonês, o Museu De Young e a Academia das Ciências.  

Coit Tower Situada no topo de Telegraph Hill, oferece vistas espetaculares da cidade e fantásticos murais da altura do presidente Roosevelt. 

Haight-Ashbury Foi onde o movimento hippie de 1967 desabrochou em São Francisco, o que ainda podemos ver pelas casas coloridas, restaurantes e bares boémios e diversidade cultural. 

E agora com a entrada do grupo LVMH já não se trata apenas de um negócio de família. Deve ser mais difícil manter as características iniciais…

 

Maggie – É sem dúvida desafiante, mas também é excitante termos entrado na LVMH.

 

Annie – E eles têm sido ótimos parceiros. Normalmente, as grandes empresas dominam tudo, e perde-se a autenticidade e a conexão que tornou aquela marca tão especial. Mas a LVMH não é assim. Além disso, eles acham que nós somos tão estranhas que nem sabem bem o que fazer connosco. Disseram ao Jean-André Rougeot, CEO da Benefit: “Fiquem em São Francisco e continuem a fazer o que estão a fazer porque nós não vos percebemos.” Sentimo-nos como as filhas adotivas, as rebeldes [risos]. Mas é muito boa esta atitude deles porque apoiam-nos a 100 por cento.

 

Quando é que se aperceberam que iriam trabalhar aqui?

 

Maggie – Só começámos há cerca de seis anos porque sentimos que tínhamos de seguir os nossos próprios caminhos primeiro, e acho que foi uma ótima opção porque quando entrámos na empresa, fizemo-lo a 100 por cento. A minha mãe e a tia nunca nos pressionaram ou sequer falaram no assunto. O que exigiam de nós era que o merecêssemos. Não nos iam dar nada. Mas acho que secretamente, no fundo, sabiam que viríamos aqui parar.

 

Annie – Há cerca de dois anos, numa entrevista com as quatro, perguntaram-lhes o que sentiram quando nós começámos e elas responderam que foi o melhor dia da vida delas. Ficámos espantadas! Nunca nos disseram nada. Portanto, percebemos que elas estavam à espera…

 

A Maggie foi mãe há pouco tempo. Que valores e princípios incutidos pela sua mãe e pela sua tia gostaria de passar à sua filha?

 

Maggie – A ter confiança em nós próprios. Elas incutiram imensa força e confiança e insistiram em fazer-nos perceber que tínhamos muita sorte. Somos afortunadas pela família e pelo trabalho e não nos podemos esquecer de que é preciso trabalhar muito. Hoje mesmo, enquanto mudava a fralda à minha filha, pensei nisso. Espero que ela trabalhe aqui. Queremos continuar a Benefit também pelos nossos filhos.

 

Annie – Isso, e saber retribuir. A minha mãe e a tia olham para o que fazem e refletem sobre isso. Nunca tomam nada por garantido. Os meus amigos dizem-me que nunca me queixo apesar de trabalhar muito, mas a verdade é que eu adoro o que faço.

 

Então divertem-se tanto como parece?

 

Annie – Imenso! Ontem quando cheguei a casa estava exausta e mal falei com o meu marido de tão cansada que estava. Mas adorei o dia e diverti-me muito.

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Estão a pensar em expandir ainda mais a marca?

 

Annie – Sempre, sempre! Nós nunca paramos [risos]. 

 

Uma palavra dos profissionais

 

Em São Francisco aproveitamos para falar com alguns dos mais célebres maquilhadores internacionais, que nos deixaram algumas dicas de beleza:

- Lisa Eldridge, maquilhadora britânica de celebridades como Kate Winslet, Demi Moore e Cate Blanchett, já fez capas internacionais das mais importantes revistas de moda e tem mais de 50 milhões de seguidores nos seus tutoriais do YouTube: No verão torna-se essencial alterar a maquilhagem para adaptar-se ao calor, por isso recomendo começar por utilizar um hidratante leve sem óleo e com protecção solar, e adicionar um pouco de matificante no nariz, queixo e testa, sem exagerar na quantidade pois o que pretendemos é um visual natural, o que só se consegue com camadas finas. Opte por uma base de longa duração, sem ser demasiado pesada, e aplique-a com um pincel para fundir-se com a pele. Faça o mesmo com o corretor de olheiras, mas se tiver a pele muito seca, misture-o com um hidratante para não secar demasiado a pele. Para os olhos, escolha uma cor de longa duração e não terá de utilizar um primer. Prefiro cores claras no verão para não pesar demasiado o olhar e gosto de lilás para os olhos castanhos e de bronze para os olhos azuis. Pode ainda intensificar o olhar com um lápis à prova de água castanho. Com um pincel aplico suavemente o bronzeador nas maçãs do rosto, ao longo da linha do cabelo, têmporas, centro do nariz e pescoço e adiciono o blush, também com um pincel, em forma de C apenas nas maçãs do rosto.

- Kim Seung Won, um dos mais célebres artistas asiáticos desta área, é maquilhador das estrelas no Festival de Cannes e conhecido pelos seus tutoriais de automaquilhagem: “A aplicação do eyeliner é um dos maiores problemas das mulheres asiáticas, por terem as pálpebras descaídas, os olhos inchados e olheiras e um eyeliner que seca imediatamente após a aplicação resolve todos estes problemas. Segure na caneta como se fosse escrever, levante o dedo mindinho e coloque-o na cara e trace o risco junto às pestanas sempre na mesma direção.”

 

 - Jeannia Robinette, maquilhadora dos anjos da Victoria’s Secret e de estrelas de Hollywood: “Para uma maquilhagem infalível e rápida, sigo alguns passos simples: depois de aplicar hidratante e base, gosto de começar pelo eyeliner e, ao contrário do que a maior parte das mulheres faz, a linha fica melhor delineada se mantiver o olho aberto. Depois, aplico uma sombra clara com algum brilho em toda a pálpebra, e coloco máscara apenas nas pestanas superiores. O segredo do bronzeador é não exagerar e aplicá-lo com um pincel suave em zonas estratégicas do rosto. Termine com um batom rosa nude e está pronta.”

 

- Carole Lasnier, maquilhadora francesa, fez parte das míticas sessões fotográficas de Irving Penn e de Helmut Newton e continua a colaborar com variadas casas de moda: “Para as mais ousadas, que pretendem fugir ao tradicional olho esfumado, podemos criar um look mais dramático e original na pálpebra superior, traçando o risco preto junto às sobrancelhas e fazendo outro traço inacabado do canto exterior do olho até meio da pálpebra móvel. Repita desde o canto interior do olho até meio da pálpebra, não deixando que os traços se unam.” 

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 SÃO FRANCISCO

 

Passeios

Ferry Apanhe o ferry no Pier 33 e desfrute das vistas até chegar à ilha de Alcatraz, cerca de 15 minutos depois. Utilizada como prisão federal por mais de 30 anos, o “Rochedo” impressiona pela história daquela época e pelas deslumbrantes vistas de São Francisco (cerca de €21).

Bicicleta Alugue uma bicicleta na Blazzing Saddles e percorra o caminho indicado pela área da Marina e do parque Presidio. Pare para apreciar as vistas no Warming Hut Café, antes de atravessar a ponte de 2,7 km. Desça até Sausalite e aproveite para passear pelas ruas pitorescas antes de regressar no último ferry para São Francisco (cerca de €21 por 4 horas).

A pé Desça de Chinatown até ao Fisherman’s Wharf pela Colombus Avenue e aprecie a cultura borbulhante de North Beach, onde poderá respirar e comer o melhor que Itália tem para oferecer.

Elétrico (Cable Car) Apanhe o elétrico no Ferry Building e percorra a Market St. até ao Castro no mais icónico meio de transporte da cidade (€4,30 por viagem).

 

ONDE FICAR

- The Ritz-Carlton Um marco histórico neoclássico de luxo.

600 Stockton Street

- The St. Regis San Francisco Um sofisticado hotel moderno de luxo.

125 3rd Street

- Clift Hotel Um boutique hotel de charme.

495 Geary Street

 

ONDE COMER

- Tony’s Pizza Napoletana Em North Beach, onde as pizzas são tão boas como as originais de Nápoles.

1570 Stockton Street

- Mama’s Em Washington Square, o lugar ideal para um brunch reforçado, mas conte com uma longa fila à porta.

1701 Stockton Street

 - Delfina No bairro The Mission, é um dos restaurantes mais cool do momento e não é preciso pagar mais por isso.

3621 18th Street

- Foreign Cinema Num ambiente descontraído, industrial chic e simultaneamente romântico, neste restaurante serve-se comida excecional e filmes estrangeiros e independentes.

2534 Mission Street

 

COMPRAS

- Painted Bi Uma espetacular loja com roupa em segunda mão vintage, desde a década de 20 até os anos 90.

1360 Valencia Street

- City Lights Booksellers Um marco histórico da literatura e uma das melhores livrarias independentes dos EUA.

261 Columbus Avenue

- Benefit Cosmetics Chestnut Boutique Numa rua de lojas a explorar, é um retiro citadino de beleza.

2219 Chestnut Street

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