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A Feira do Livro começa hoje

A 88.ª edição do evento literário decorre de 25 de maio a 13 de junho. A redação da Máxima dá-lhe sugestões de livros que não pode deixar escapar.

25 de maio de 2018 | Joana Maia Rodrigues

Começa hoje, dia 25, a Feira do Livro de Lisboa a ter lugar no Parque Eduardo VII. Vai já na 88.ª edição, aquele que é considerado o maior evento literário do país. Além de livros a preços mais acessíveis, o evento conta com diversas atividades. Haverá lançamentos e apresentações, sessões de autógrafos, sessões de leitura e de cinema, conferências e debates, desfiles, show cooking, workshops e a lista continua. Nesta edição, marcam presença nomes como António Lobo Antunes, Ricardo Araújo Pereira, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, Luis Sepúlveda, entre outros.

Mas as novidades não se ficam por aqui. Este ano, há ainda a possibilidade de doar livros que reverterão para as instituições Banco de Bens Doados e APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Para mais informações consulte http://feiradolivrodelisboa.pt/.

De forma a celebrar esta nova edição da Feira do Livro de Lisboa, a equipa da Máxima escolheu os livros que, de uma forma ou de outra, marcaram as suas vidas. Confira a fotogaleria e conheça os livros preferidos dos elementos da nossa redação.

Aline Fernandez | Quarto, Emma Donoghue | "A autora inspirou-se em várias histórias de sequestro prolongado para construir este romance. O livro já seria incrível se fosse escrito pelo ponto de vista da jovem presa no quarto, mas, na minha opinião, é ainda mais brilhante porque é contado através do olhar de Jack, de cinco anos e fruto dos abusos sexuais sofridos pela vítima dentro do cativeiro. É intenso, comovente, mas não tem um tom sentimental. A imaginação da autora e o estilo de linguagem me encantaram e foi um livro diferente de tudo o que já li. E o melhor, deixou-me a refletir sobre o amor e a resiliência durante e após a leitura. Mais do que indico."
1 de 12 Aline Fernandez | Quarto, Emma Donoghue | "A autora inspirou-se em várias histórias de sequestro prolongado para construir este romance. O livro já seria incrível se fosse escrito pelo ponto de vista da jovem presa no quarto, mas, na minha opinião, é ainda mais brilhante porque é contado através do olhar de Jack, de cinco anos e fruto dos abusos sexuais sofridos pela vítima dentro do cativeiro. É intenso, comovente, mas não tem um tom sentimental. A imaginação da autora e o estilo de linguagem me encantaram e foi um livro diferente de tudo o que já li. E o melhor, deixou-me a refletir sobre o amor e a resiliência durante e após a leitura. Mais do que indico."
António Sousa | O Nome da Rosa, Umberto Eco | "Um dos livros que mais gostei de ler foi O Nome da Rosa, de Umberto Eco. É uma espécie de policial passado na Idade Média que envolve sete mortes misteriosas em sete dias. Estão presentes vários elementos agitadores do enredo: a curiosidade pelo saber, as contradições da Igreja, a vida numa Abadia, as lutas pelo poder, o poder dos livros, o desenhos das personagens... Mas um dos livros que mais me acompanha é um livro feito de livros, uma autêntica biblioteca: A Bíblia. Este é um livro para toda a vida."
2 de 12 António Sousa | O Nome da Rosa, Umberto Eco | "Um dos livros que mais gostei de ler foi O Nome da Rosa, de Umberto Eco. É uma espécie de policial passado na Idade Média que envolve sete mortes misteriosas em sete dias. Estão presentes vários elementos agitadores do enredo: a curiosidade pelo saber, as contradições da Igreja, a vida numa Abadia, as lutas pelo poder, o poder dos livros, o desenhos das personagens... Mas um dos livros que mais me acompanha é um livro feito de livros, uma autêntica biblioteca: A Bíblia. Este é um livro para toda a vida."
Andreia Rodrigues | Brooklyn, Colm Tóibín | "Faz-nos refletir sobre a própria vida e questionar se devemos seguir o que vai na nossa cabeça, lutar pelo emprego de sonho ou ir viver na cidade com que sempre sonhámos, por exemplo; Ou se, por outro lado, devemos seguir o nosso coração, e ficar na cidade de sempre, escolhendo a família e os amigos que sempre estiveram do nosso lado. É uma escolha dura e uma história que nos inspira a dar o salto que precisamos para mudar a nossa vida."
3 de 12 Andreia Rodrigues | Brooklyn, Colm Tóibín | "Faz-nos refletir sobre a própria vida e questionar se devemos seguir o que vai na nossa cabeça, lutar pelo emprego de sonho ou ir viver na cidade com que sempre sonhámos, por exemplo; Ou se, por outro lado, devemos seguir o nosso coração, e ficar na cidade de sempre, escolhendo a família e os amigos que sempre estiveram do nosso lado. É uma escolha dura e uma história que nos inspira a dar o salto que precisamos para mudar a nossa vida."
Carolina Carvalho | Os Romanov (1613 – 1825), Volume 1: Ascensão, Simon Sebag Montefiore | "A história dos Romanov é grande em tudo. Mais longa, mais brilhante, mais complexa, mais apaixonante, mais trágica. Volvidos 100 anos sobre a revolução russa de 1917 assinalados em outubro do ano passado muito se escreveu sobre o tema e parece continuar a haver sempre mais para contar. Escrito por um autor que bem conhece a Rússia e aplaudido pela exigente crítica de jornais internacionais de referência a obra promete um enredo complexo, que a história estudada na escola comprova. E ao fim das mais de 500 páginas há um segundo volume, que se chama Declínio, e conta o resto da história desta família até 1918. Dispensam-se os spoilers alerts porque é bem sabido como a história acaba, contudo o interesse não está no final, mas sim em tudo ao que a ele levou."
4 de 12 Carolina Carvalho | Os Romanov (1613 – 1825), Volume 1: Ascensão, Simon Sebag Montefiore | "A história dos Romanov é grande em tudo. Mais longa, mais brilhante, mais complexa, mais apaixonante, mais trágica. Volvidos 100 anos sobre a revolução russa de 1917 assinalados em outubro do ano passado muito se escreveu sobre o tema e parece continuar a haver sempre mais para contar. Escrito por um autor que bem conhece a Rússia e aplaudido pela exigente crítica de jornais internacionais de referência a obra promete um enredo complexo, que a história estudada na escola comprova. E ao fim das mais de 500 páginas há um segundo volume, que se chama Declínio, e conta o resto da história desta família até 1918. Dispensam-se os spoilers alerts porque é bem sabido como a história acaba, contudo o interesse não está no final, mas sim em tudo ao que a ele levou."
Carolina Silva | The Female Persuasion, Meg Wolitzer | Greer Kadetsky é uma tímida caloira quando conhece aquela que pensava ser a mulher que lhe mudaria a vida. Faith Frank, uma elegante mulher de 63 anos, desempenha um papel fundamental no movimento feminista durante décadas, inspirando aqueles que a rodeiam. Surpreendentemente, Greer recebe um convite de Faith, que a faz deixar para trás o namorado Cory e perseguir a vida com que sempre sonhou.
5 de 12 Carolina Silva | The Female Persuasion, Meg Wolitzer | Greer Kadetsky é uma tímida caloira quando conhece aquela que pensava ser a mulher que lhe mudaria a vida. Faith Frank, uma elegante mulher de 63 anos, desempenha um papel fundamental no movimento feminista durante décadas, inspirando aqueles que a rodeiam. Surpreendentemente, Greer recebe um convite de Faith, que a faz deixar para trás o namorado Cory e perseguir a vida com que sempre sonhou.
Joana Maia Rodrigues | A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Záfon | "Inserido numa saga, A Sombra do Vento é uma história incrível sobre Barcelona durante a Guerra Civil, o amor pelos livros e grandes amores. Tudo começa no Cemitério dos Livros Esquecidos, onde o jovem Daniel Sempere, se interessa por um autor e um livro de que ninguém tem memória. A partir daqui, a vida de Daniel nunca mais será a mesma. Aventura, mistério, romance, Záfon reuniu os ingredientes perfeitos, no que é - até agora - o livro da minha vida."
6 de 12 Joana Maia Rodrigues | A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Záfon | "Inserido numa saga, A Sombra do Vento é uma história incrível sobre Barcelona durante a Guerra Civil, o amor pelos livros e grandes amores. Tudo começa no Cemitério dos Livros Esquecidos, onde o jovem Daniel Sempere, se interessa por um autor e um livro de que ninguém tem memória. A partir daqui, a vida de Daniel nunca mais será a mesma. Aventura, mistério, romance, Záfon reuniu os ingredientes perfeitos, no que é - até agora - o livro da minha vida."
Lurdes Miranda | As Praias de Portugal, Ramalho Ortigão | Este é um guia da costa portuguesa, em que Ramalho Ortigão explora as características naturais das praias e suas águas, e fornece preciosa informação social, cultural e histórica. A escrita é tão versátil e envolvente que num mesmo capítulo se fala de carapaus e d’Os Lusíadas, de pianos e mulheres gordas, da toilette e do pinhal, dos piqueniques, das tribos, das casas e dos hotéis. 
Ainda que o universo balnear de hoje seja muito diferente do de então - feito de toldos brancos, véus enfunados e leques de senhoras (o livro tem a primeira publicação em 1876) -, este é um guia enriquecedor que nos proporciona tudo aquilo que constitui umas férias retemperadoras: a frescura marítima, a observação da paisagem, o descanso e a deambulação, o contacto e conhecimento com habitantes locais, a comida e a diversão mundana.
7 de 12 Lurdes Miranda | As Praias de Portugal, Ramalho Ortigão | Este é um guia da costa portuguesa, em que Ramalho Ortigão explora as características naturais das praias e suas águas, e fornece preciosa informação social, cultural e histórica. A escrita é tão versátil e envolvente que num mesmo capítulo se fala de carapaus e d’Os Lusíadas, de pianos e mulheres gordas, da toilette e do pinhal, dos piqueniques, das tribos, das casas e dos hotéis. Ainda que o universo balnear de hoje seja muito diferente do de então - feito de toldos brancos, véus enfunados e leques de senhoras (o livro tem a primeira publicação em 1876) -, este é um guia enriquecedor que nos proporciona tudo aquilo que constitui umas férias retemperadoras: a frescura marítima, a observação da paisagem, o descanso e a deambulação, o contacto e conhecimento com habitantes locais, a comida e a diversão mundana.
Manuel Dias Coelho | O Labirinto da Saudade, Eduardo Lourenço | Segundo o autor: "Somos, enfim, quem sempre quisémos ser. E todavia, não estando já na África, nem na Europa, onde nunca seremos o que sonhámos, emigrámos todos, colectivamente, para Timor. É lá que brilha, segundo a nova ideologia nacional veiculada noite e dia pela nossa televisão, o último raio do império que durante séculos nos deu a ilusão de estarmos no centro do mundo. E, se calhar, é verdade."
8 de 12 Manuel Dias Coelho | O Labirinto da Saudade, Eduardo Lourenço | Segundo o autor: "Somos, enfim, quem sempre quisémos ser. E todavia, não estando já na África, nem na Europa, onde nunca seremos o que sonhámos, emigrámos todos, colectivamente, para Timor. É lá que brilha, segundo a nova ideologia nacional veiculada noite e dia pela nossa televisão, o último raio do império que durante séculos nos deu a ilusão de estarmos no centro do mundo. E, se calhar, é verdade."
Marina Sousa | Um Dia, David Nicholls | Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente. Dexter Mayhew e Emma Morley conhecem-se em 1988, na noite em que terminam o curso, sabendo que as suas vidas seguirão caminhos distintos. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um dia! E um acerto de contas com a essência do amor e da própria vida.
9 de 12 Marina Sousa | Um Dia, David Nicholls | Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente. Dexter Mayhew e Emma Morley conhecem-se em 1988, na noite em que terminam o curso, sabendo que as suas vidas seguirão caminhos distintos. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um dia! E um acerto de contas com a essência do amor e da própria vida.
Rita Lúcio Martins | O Pintassilgo, Donna Tartt | "São quase novecentas páginas que se lêem quase uma assentada e sem quebras de ritmo ou de entusiasmo. Distinguido com o Prémio Pulitzer para a ficção em 2014, o livro centra-se em Theo Decker, um adolescente de 13 anos que sobrevive a um acidente, no Metropolitan Museum de Nova Iorque, no qual perde a sua mãe, que tinha acabado de o apresentar a uma pintura misteriosa (O Pintassilgo que dá o título ao romance). O quadro transforma-se numa obsessão de Theo, que cresce espartilhado entre as saudades da mãe e uma sensação de inadaptação, que o empurra para uma certa marginalidade e uma verdadeira solidão. O Pintassilgo é um livro sobre o amor e a perda, sobre crescimento e desilusão, sobre a vida e a arte, tudo minuciosamente desenhado sobre as paisagens sociais dos Estados Unidos."
10 de 12 Rita Lúcio Martins | O Pintassilgo, Donna Tartt | "São quase novecentas páginas que se lêem quase uma assentada e sem quebras de ritmo ou de entusiasmo. Distinguido com o Prémio Pulitzer para a ficção em 2014, o livro centra-se em Theo Decker, um adolescente de 13 anos que sobrevive a um acidente, no Metropolitan Museum de Nova Iorque, no qual perde a sua mãe, que tinha acabado de o apresentar a uma pintura misteriosa (O Pintassilgo que dá o título ao romance). O quadro transforma-se numa obsessão de Theo, que cresce espartilhado entre as saudades da mãe e uma sensação de inadaptação, que o empurra para uma certa marginalidade e uma verdadeira solidão. O Pintassilgo é um livro sobre o amor e a perda, sobre crescimento e desilusão, sobre a vida e a arte, tudo minuciosamente desenhado sobre as paisagens sociais dos Estados Unidos."
Rita Silva Avelar | Três Filhas de Eva, Elif Shafak | "Contado a vários tempos e épocas e entre as cidades de Istambul e Oxford, o romance "Três Filhas de Eva", da escritora turca Elif Şafak conta a história de Peri, uma mulher da classe alta turca. Numa noite em que vários atentados terroristas abalam a capital turca e em que Peri está a dar um jantar em casa com amigos da classe poderosa e rica, decorrem uma série de atentados terroristas à capital turca. É este o ponto de viragem que leva a autora contar a história de Peri em duas fases da sua vida: a temporada como estudante em Oxford, altura em que mantinha discussões com duas amigas, Shirin e Mona, sobre a dificuldade de ser mulher e muçulmana; e os anos 80 da infância de Peri (os da infância de Peri). Pelo meio, há um segredo na eminência de ser revelado que pode mudar toda a história da protagonista."
11 de 12 Rita Silva Avelar | Três Filhas de Eva, Elif Shafak | "Contado a vários tempos e épocas e entre as cidades de Istambul e Oxford, o romance "Três Filhas de Eva", da escritora turca Elif Şafak conta a história de Peri, uma mulher da classe alta turca. Numa noite em que vários atentados terroristas abalam a capital turca e em que Peri está a dar um jantar em casa com amigos da classe poderosa e rica, decorrem uma série de atentados terroristas à capital turca. É este o ponto de viragem que leva a autora contar a história de Peri em duas fases da sua vida: a temporada como estudante em Oxford, altura em que mantinha discussões com duas amigas, Shirin e Mona, sobre a dificuldade de ser mulher e muçulmana; e os anos 80 da infância de Peri (os da infância de Peri). Pelo meio, há um segredo na eminência de ser revelado que pode mudar toda a história da protagonista."
Pureza Fleming | Ensina-me a voar sobre os telhados, João Tordo | "Começou a escrevê-lo em janeiro de 2016 e não era para ser um livro, mas um conto que acabou por não ser publicado. Ensina-me a Voar Sobre os Telhados debruça-se sobre a relação entre pais e filhos, um tema que não é sensível para o escritor que considera ter tido uma infância protegida e saudável (confidenciou-me numa entrevista). Esta última obra de Tordo é, provavelmente, a que mais se aproxima do tema que povoa o trabalho de grandes escritores: a melancolia perante a vida e como forma de vida."
12 de 12 Pureza Fleming | Ensina-me a voar sobre os telhados, João Tordo | "Começou a escrevê-lo em janeiro de 2016 e não era para ser um livro, mas um conto que acabou por não ser publicado. Ensina-me a Voar Sobre os Telhados debruça-se sobre a relação entre pais e filhos, um tema que não é sensível para o escritor que considera ter tido uma infância protegida e saudável (confidenciou-me numa entrevista). Esta última obra de Tordo é, provavelmente, a que mais se aproxima do tema que povoa o trabalho de grandes escritores: a melancolia perante a vida e como forma de vida."
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