Feira do Livro de Lisboa: uma narrativa no feminino

Conversas, lançamentos e sessões de autógrafos com as mulheres que mais queremos conhecer.

Fizemos o roteiro perfeito para conhecer as mulheres mais importantes do mundo dos livros em Portugal Foto: getty images
29 de maio de 2026 às 12:30 Irina Chitas

Percorremos toda a programação da Feira do Livro de Lisboa (de 27 de maio a 14 de junho, no Parque Eduardo VII) à procura dos nomes femininos da literatura contemporânea que transformam a nossa forma de ser e estar no mundo.

Não utilizando esta amostra para extrapolações sem base científica, torna-se óbvio por este guia que as narrativas no feminino continuam, sem medo de incomodar, fazer barulho, reivindicar o seu lugar de fala numa sociedade em que a liberdade de escrever não se pode dar como garantida. Fala-se de género, opressão e colonialismo. Fala-se de envelhecimento, amor, racismo e desejo. Fala-se de tudo o que se escreve, sem censura, e connosco na plateia.

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29 de maio

19H, Praça LeYa - Lançamento do livro “Ao Fim do Dia”, de Inês Meneses e Tozé Brito, seguido de conversa com os autores sobre memória, intimidade e vida em comum.

Inês Maria Meneses, uma das vozes que mais acompanha as nossas vidas, construiu um raro espaço público de reflexão sobre amor, relações e vulnerabilidade, através de programascomo “Fala com Ela” e “O Amor É”. 

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30 de maio

15H, Praça LeYa - Sessão de autógrafos com Carla Pais, autora de “A Sombra das Árvores no Inverno”, vencedor do Prémio LeYa 2025.

A escrita de uma das autoras mais surpreendentes dos últimos anos é carregada de densidade emocional e pensamento sobre as margens sociais, trabalhando temas como migração, exclusão e precariedade através de personagens profundamente humanas. Às 18H30, realiza-se a cerimónia de entrega do prémio. A autora regressa à Feira no dia 31 de maio, às18H30, e no dia 6 de junho, às 17H.

17H, Pavilhão Tinta-da-China - Sessão de autógrafos com Dulce Maria Cardoso.

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Em livros como “O Retorno” ou “Eliete”, Dulce Maria Cardoso tornou-se um dedo na ferida da história que tem de continuar a incomodar-nos, ao abordar deslocação, identidade, classe e memória pós-colonial numa escrita simultaneamente íntima e politicamente incisiva. A autora regressa nos dias 7 e 14 de junho, às 15H.

17H, Espaço Bibliotecas de Lisboa|CML - Atuação do Colegas – Coro LGBTI+, um projeto coral que cruza música, expressão coletiva e ativismo em defesa de uma sociedade mais inclusiva, igualitária e diversa.

31 de maio

15H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Tinta-da-China sobre ficção em língua portuguesa, com Inês Bernardo, autora de “Agarrar a Faca Pelo Gume”, e Valério Romão, autor de “O Desfufador”.

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Sabemos que falamos de mulheres, mas é difícil os olhos não se prenderem quando lemos o nome de Valério Romão. Especialmente ao lado de Inês Bernardo, que treats de forma crua e inteligente desejo, violência, intimidade e fragilidade emocional nas relações contemporâneas. Às 15H45, realiza-se sessão de autógrafos no pavilhão da editora.

16H, Praça Clube do Autor - Sessão de autógrafos com Helena Sacadura Cabral, autora de “Talvez um dia…”.

Economista, cronista e autora de uma vasta obra autobiográfica e ensaística, Helena Sacadura Cabral tem muito para nos ensinar sobre envelhecimento, maternidade, autonomia e experiência feminina.

16H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Bertrand Editora com Francisco Louçã e Pilar del Río, a partir do ensaio “Imaginação – Cores, Deuses, Viagens e Amores”.

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Pilar del Río - jornalista, tradutora e presidente da Fundação José Saramago - é uma das maiores defensoras da literatura como ferramenta ética, política e profundamente humanista.

17H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Zigurate a propósito do livro “A Segunda Mulher”, de Murielle Jeudet, sobre envelhecimento, cinema e representação feminina, com Graça Castanheira, Aldina Duarte e Carlos Vaz Marques.

Grande parte do trabalho crítico e ensaístico de Murielle Jeudet centra-se na forma como o cinema constrói imagens da feminilidade, do desejo e da passagem do tempo. Aqui, ganha nova dimensão com a presença da cineasta Graça Castanheira e a monumental fadista Aldina Duarte.

18H, Praça LeYa - Lídia Jorge conversa com Bernardo Mendonça a propósito do lançamento de “O Céu Cairá sobre Nós – 30 Crónicas e 1 Discurso”.

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Lídia Jorge tem sido cada vez mais decisiva para pensar democracia, colonialismo, memória e condição feminina em Portugal e, felizmente, as suas palavras reverberam na sociedade alimentando o pensamento crítico como quase nada consegue. A autora estará também em sessão de autógrafos no mesmo dia, bem como a 30 de maio e 7 de junho, sempre às 16H.

19H, Praça LeYa - Apresentação da novela gráfica “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo e Júlia Barata, seguida de conversa entre Isabela Figueiredo e Alice Geirinhas.

Isabela Figueiredo tornou-se uma voz incontornável, para uns, e incomodativa, para outros, no confronto frontal de temas como racismo, colonialismo e violência patriarcal.

19H, Espaço Bibliotecas de Lisboa|CML - Atuação do Coro Alarido, coro feminista e LGBT dedicado a arranjos acappella de canções pop, numa celebração coletiva da música enquanto forma de ativismo.

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1 de junho 

8H, Praça Azul - Conversa organizada pelo Espaço Pequenos Editores com o coletivo Escreva, Garota! sobre escrita, publicação e resistência, a partir do tema “Do Manuscrito à Resistência Publicada”.

19H, Praça Laranja - Conversa organizada pela editora Urutau, com Fernanda Ávila, Carla Mühlhaus e Beatriz Gusmão sobre memória, perda e finitude, a partir dos seus romances mais recentes.

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Nos seus diferentes percursos literários, as três autoras têm explorado relações entre corpo e identidade, criando novos espaços seguros para a experiência feminina.

4 de junho

18H, Espaço Bibliotecas de Lisboa - Conversa “Destransição, baby: leituras transfemininas”, organizada pela ILGA Portugal, CDOC e Arquivo Sáfico, com Juno Calado, Sarah Barreto e Fátima Sofia, a partir do livro “Destransição, baby”, de Torrey Peters.

O romance tornou-se uma referência da literatura contemporânea pela forma complexa, irónica e humana como aborda género, maternidade, desejo e identidade.

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19H, Auditório Lusíadas Saúde - Conversa organizada pela Bertrand Editora com Camila Sosa Villada, a propósito do livro “A Viagem Inútil”.

Escritora, atriz e ativista trans argentina, Camila Sosa Villada é uma das vozes mais importantes da literatura latino-americana contemporânea. Aliás, esta afimação pode até parecer redutora para quem leu “As Malditas”, e percorreu páginas sobre sobre marginalização, violência, sobrevivência e comunidade queer a partir da experiência da própria autora.

20H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Tinta-da-China sob o tema “Revolução, Nome Feminino”, com Cecília Honório e Rita Calvário, autoras de “Mulheres, Terra e Revolução”, e Rita Rato, coordenadora de “Mulheres e Resistência”.

O trabalho das três investigadoras e ensaístas tem sido fundamental para recuperar o papel histórico das mulheres nos movimentos políticos, laborais e sociais portugueses. Às 20H45, realiza-se sessão de autógrafos no pavilhão da editora. 

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5 de junho

18H, Relvado - Conversa organized pela Antígona com Layla Martínez e o clube de leitura Leia Mulheres Lisboa, em torno do romance “Caruncho”.

A autora espanhola tornou-se uma referência recente da literatura feminista e do horror social ao cruzar violência familiar, desigualdade de classes e memória numa escrita politicamente carregada.

18H, Auditório Lusíadas Saúde - Conversa organizada pelo Vilarejo Clube de Leitura sob o tema “Clubes de Leitura nas Prisões Femininas em Portugal: o poder transformador dos livros”.

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19H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Tinta-da-China sob o tema “Habitação e Cidade”, com Ana Drago e Mariana Mortágua, autoras de “Oportunidade ou Maldição”, José António Bandeirinha, autor de “A Beleza de Um Corpo Nu”, e Ricardo Santos, coordenador da coleção SAAL.

Tanto Ana Drago como Mariana Mortágua têm desenvolvido um trabalho político e ensaístico determinante para pensar desigualdade, habitação e justiça social. Às 19H45, realiza-se sessão de autógrafos no pavilhão da editora.

6 de junho

14H, Praça LeYa - Conversa do Clube de Mulheres Escritoras sobre “Literatura como lugar de resistência”, com Catarina Rodrigues, Filipa Motta Nesbit, Sara Rodi e Valentina Silva Ferreira.

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Pertencentes a uma nova geração de autoras portuguesas, as quatro escritoras têm explorado identidade, precariedade e intimidade através de linguagens literárias muito distintas, mas conscientes do lugar político da escrita feminina.

15H, Espaço Porto Editora|Bertrand Editora - Sessão de autógrafos com Rosa Montero, autora de “História do Rei Transparente” e “Animais Difíceis”.

Entre jornalismo, ficção e ensaio, Rosa Montero construiu uma das obras mais relevantes da literatura espanhola contemporânea, marcada pela defesa da liberdade feminina, da imaginação e da recusa de papéis sociais rígidos atribuídos às mulheres. Atenção: ler “A Louca da Casa” pode mudar vidas. A autora regressa no dia seguinte, à mesma hora.

17H, Espaço Porto Editora|Bertrand Editora - Sessão de autógrafos com Oyinkan Braithwaite, autora de “A Minha Irmã É Uma Serial Killer” e “Maldição de Família”.

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A escritora nigeriana destacou-se internacionalmente pela forma mordaz e original como cruza humor, violência, família e pressão social sobre as mulheres. Às 21H, participa na segunda conversa do Clube de Leitura Bertrand, com Álvaro Cúria e Ludgero Cardoso.

19H, Praça Laranja - Apresentação organizada pela Tinta-da-China dos livros “Postes de Luz Para Cães Vadios”, de Raquel Nobre Guerra, e “Recurso e Pobreza”, de Tatiana Faia, numa conversa com as autoras e Pedro Mexia.

Duas das poetas mais interessantes, inteligentes e exigentes da poesia contemporânea portuguesa, juntas no mesmo palco. Às 19H45, realiza-se sessão de autógrafos no pavilhão da editora.

19H30, Praça Rocha - Lançamento do livro “As Vacas Não Me Olham Mais na Cara”, de Dora Freind, numa sessão organizada pela Editora Nós, com apresentação de Valter Hugo Mãe.

A já icónica autora brasileira tem desenvolvido uma escrita marcada pela observação sensível das relações familiares e afetivas.

7 de junho

14H30, Praça Roxa - Lançamento do livro “Como Clarice Lispector Pode Mudar Sua Vida”, de Simone Paulino, numa sessão organizada pela Editora Nós, com apresentação de Gonçalo M. Tavares.

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A escritora e investigadora brasileira tem desempenhado um papel essencial na divulgação e interpretação da obra de Clarice Lispector junto de novas gerações de leitoras.

15H, Espaço Porto Editora|Bertrand Editora - Sessão de autógrafos com Patrícia Reis, autora de “A Última Lição de Álvaro Siza Vieira”, e Isabel Rio Novo.

Duas das grandes biógrafas da literatura feminina portuguesa no mesmo dia: Patrícia Reis, autora de “A Desobediente”, sobre Maria Teresa Horta; e Isabel Rio Novo, de “O Poço e a Estrada”, que relata a vida de Agustina Bessa-Luís.

17H, Praça Amarela - Conversa organizada pelo Grupo Porto Editora sobre o Líbano, com Catarina Maldonado Vasconcelos, autora de “A Mais Breve História do Líbano”, e Safaa Dib, autora de “Líbano: uma biografia”.

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Numa altura em que é essencial conversar e entender território, unem-se obras que têm contribuído para uma leitura mais próxima e humanizada das experiências de migração, identidade e memória cultural ligadas ao Médio Oriente contemporâneo. Às 18H, realiza-se sessão de autógrafos no Espaço Porto Editora.

17H, Auditório Lusíadas Saúde - Atuação do Coro de Leitoras em Voz Alta de Oeiras, um conjunto dirigido pela Andante Associação Artística que explora leituras poéticas, críticas, irónicas e subversivas a muitas vozes, com apoio da Câmara Municipal de Oeiras. 

9 de junho

19H, Praça Verde - Conversa organizada pelo El Corte Inglés para assinalar os 35 anos de percurso literário de Inês Pedrosa, com participação de Rui Zink.

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Escritora, cronista e antiga diretora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa é um dos nomes-maiores da literatura portuguesa, sem qualquer medo ou pudor de se debruçar sobre a complexidade da emancipação feminina na sua obra. Às 20H, realiza-se sessão de autógrafos no pavilhão da editora.

10 de junho

16H, Praça LeYa - Leitura de poemas por Ana Paula Tavares, vencedora do Prémio Camões 2025.

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A escrita de Ana Paula Tavares recupera histórias, símbolos e tradições angolanas frequentemente apagadas da narrativa oficial, dando centralidade às vozes e experiências das mulheres africanas.

17H, Praça LeYa - Conversa com Patrícia Portela sobre o livro “Hoje, 3 de Maio”, em diálogo com Cláudia Lucas Chéu.

Entre literatura, performance e experimentação tecnológica, Patrícia Portela desenvolveu um dos percursos mais inovadores da criação contemporânea portuguesa, questionando continuamente formas de narrativa, linguagem e relação com o público. A autora estará também em sessão de autógrafos a 30 de maio e 6 de junho, às 16H.

19H, Praça Vermelha - Apresentação organizada pela Imprensa Nacional do livro “Arte Bruta em Portugal”, da coleção Alta para Ensaio, com Catarina Gomes e Cláudia Sampaio.

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O trabalho jornalístico de Catarina Gomes tem sido essencial para discutir memória colonial, racismo e violência histórica em Portugal, enquanto Cláudia Sampaio se afirmou como uma das vozes poéticas mais intensas e singulares da literatura portuguesa contemporânea.

12 de junho

19H, Praça Roxa - Sessão organizada pela editora Urutau com apresentações de livros, leituras performativas e conversa sobre latinidade, com Bruna Castro, Luciana Soares e As Contentes.

As artistas e autoras participantes têm desenvolvido trabalho em torno de migração, oralidade, identidade e experiência feminina latino-americana, cruzando literatura, performance e criação coletiva.

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13 de junho

16H30, Praça Penguin Random House - Sessão de autógrafos com Susana Moreira Marques.

Nos livros “Agora e na Hora da Nossa Morte” e “Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro”, a jornalista e escritora trabalha de forma delicada e profundamente humana o luto, envelhecimento, cuidado e isolamento, cruzando reportagem, memória e observação íntima da vida quotidiana.

19H, Praça Laranja - Conversa organizada pela Penguin Random House com Sophie Gilbert, autora de Girl on Girl, sob o tema “A Cultura Pop traiu as mulheres que a sustentaram”.

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Enquanto crítica cultural da revista The Atlantic, Sophie Gilbert tornou-se uma das vozes mais influentes da análise feminista da cultura pop contemporânea, refletindo sobre misoginia, representação e indústria mediática.

14 de junho

17H, Espaço Porto Editora|Bertrand Editora - Conversa com Anabela Mota Ribeiro e Filipa Martins, autoras da Quetzal, a partir dos livros “Na Casa da Minha Mãe” e “No Meu Fim Está o Meu Começo”.

Ao longo de décadas de entrevistas, televisão e jornalismo cultural, Anabela Mota Ribeiro construiu um arquivo singular da vida intelectual portuguesa. Ao longo do seu percurso entre literatura, televisão e cinema documental, Filipa Martins tem recuperado e reinterpretado figuras centrais do feminismo e da cultura portuguesa, como Natália Correia, contribuindo para manter vivas discussões sobre liberdade, criação, sexualidade e participação política das mulheres na sociedade portuguesa contemporânea. Anabela Mota Ribeiro estará também emsessões de autógrafos nos dias 30 de maio, 7 e 14 de junho, às 17H. Filipa Martins regressa nos dias 10 e 14 de junho, também às 17H.

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