Cidade a ponto luz bordada: um roteiro popular dos Santos
Se fazia mesmo falta um guia quando há apps intuitivas e documentos de Excel virais? Quando já sabem o quem e o quando e o onde? Sim. É que nós trazemos o porquê.
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“Eu não sabia que íamos estar sozinhos. Fiquei bastante constrangido com a situação." Todos os sábados, a Máxima publica um conto sobre o amor no século XXI, a partir de um caso real.
Uma mulher de 58 anos foi assassinada pelo companheiro, no Porto, num caso descrito por alguns meios como “crime passional”. A expressão, frequentemente utilizada para enquadrar homicídios de mulheres em contexto de violência de género, volta a levantar questões sobre a forma como a linguagem pode romantizar e desresponsabilizar crimes.
Sim e não. Só se tiverem aprendido empatia.
Apontado como um dos filmes mais perturbadores de 2026, o verdadeiro desconforto surge quando percebemos o quão familiar esta história pode ser para tantas mulheres.
Quem o afirma é Francisca Dias, do Esteva, uma das chefs, em Portugal, que tem visto o seu trabalho ser mais reconhecido. A mais recente gala de prémios do Guia Repsol distinguiu, enfim, o mérito de mais mulheres que lideram projetos de cozinha de autor.
Bom, talvez também tenha um bocadinho.
Numa manhã de sol intenso à beira do Tejo, fomos mudando de lugar ao ritmo da luz, sempre com Maria João Pires à procura de um ângulo mais quente, mais aberto, como quem não abdica de continuar em busca de qualquer coisa.