Festa do Cinema Italiano propõe uma reflexão sobre o papel do corpo feminino
Nesta 19.ª edição, que começa hoje, o protagonismo é feminino, mas está longe dos clichés. Há tensão, há escolha e há histórias que deixam marca.
Nesta 19.ª edição, que começa hoje, o protagonismo é feminino, mas está longe dos clichés. Há tensão, há escolha e há histórias que deixam marca.
A atriz espanhola que o mundo conheceu em "Elite" chega agora a Lisboa com "Lisbon Noir", onde interpreta uma inspetora marcada por tensão e deslocação. Numa conversa com a Máxima, reflete sobre identidade, estereótipos, vulnerabilidade e a necessidade de escolher papéis que a desafiem - dentro e fora do ecrã.
Esta última temporada de entregas de prémios parece ter seguido um padrão estético. Não falamos de color block ou rendas, mas de silhuetas esguias que dominaram o red carpet e os nossos pensamentos: afinal, quem define o que é desejável no cinema e por que quase sempre passa por corpos magros?
"Maria Vitória" chega ao cinema. Entre disciplina, força e descobertas, a atriz encontra na personagem uma coragem que nem sabia ter - e nós, um reflexo do que sempre vimos nela.
O que é um ícone? "São aquelas pessoas que, quando morrem, há qualquer coisa que morre com elas", responde a atriz, e lembra-se de David Bowie, que nunca deixou de mudar. Kelly Bailey, que há mais de 10 anos vemos nos ecrãs, também mudou, está mais crescida, é mãe. Mas há coisas que permanecem, como aquela luz que vem de dentro e faz qualquer coisa a quem a recebe.
É a primeira atriz negra portuguesa e cabo-verdiana no Shooting Stars, o programa de talentos em Berlim que liga jovens atores europeus aos grandes nomes da indústria, depois de ter sido distinguida no Festival de Cannes. À Máxima, revela como a moda a ajuda a contar a sua história.
Entre o que se sente e o que não pode ser dito, constrói-se a relação que está no centro da peça que estreia a 19 de fevereiro no Teatro da Trindade. Em vésperas de subir ao palco, os atores falam com a Máxima sobre os temas que atravessam esta narrativa.
No Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Máxima foi ouvir Fatumata Djau Baldé, ativista e antiga Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau. Mutilada aos nove anos, explica como se tornou numa figura maior da luta pela erradicação da prática que lhe deixou marcas para a vida.