Tendências

Como usar a bolsa de cintura em 2017?

O acessório dos anos 90 está de volta.
Por Carlota Morais Pires, 24.09.2017
Esta não é a primeira vez que a tendência mostra vontade de regressar. Em 2015, já Marc Jacobs tinha trazido as bolsas de cintura à passerelle na coleção de primavera da marca que assina em nome próprio e, no mesmo ano, Phoebe Philo criou para a Céline a sua reinterpretação do acessório – em pele, linhas geométricas e depuradas, o design absolutamente minimalista. Exatamente na mesma altura, Karl Lagerfeld imaginou-as em pele metalizada e tweed, a adornarem as cinturas de vestidos principescos na coleção de Alta-Costura da Chanel. Repetiu o conceito um ano mais tarde, também na coleção de haute couture, desta vez com mais experimentação nas formas, proporções e materiais. Nessa temporada, também as vimos em Elie Saab, coordenadas com tule e fantasia e, ainda em 2016, a dupla de designers à frente da Kenzo também as recriou num arco-íris de cores ácidas.

Agora, Alessandro Michele criou as bolsas de cintura que sempre quisemos usar (e ainda não sabíamos), em pele encarnada ou preta, com o logo da Gucci em dourado, e outras versões ainda ‘mais Gucci’, com insectos e borboletas. Melhor ainda: fez uma bolsa maior, sem género, em pele branca, que grita "Common sense is not that common" . Sim, estão em todo o lado na coleção da marca italiana e não precisávamos de vê-las em mais lugar nenhum (a aprovação de Alessandro Michele basta), mas também as descobrimos entre os acessórios de homem da Balenciaga, pela mão de Demna Gvasalia, ou na coleção de Stella McCartney, que trocou a Falabella pela bolsa de cintura (muito mais cool), em materiais inovadores e eco-friendly que surgem como opções sustentáveis à pele, ao pelo e ao PVC.

Estes e outros criadores parecem tê-las recuperado diretamente dos anos 90, ainda à boleia da obsessão pelo streetwear que está a engolir a indústria do luxo (é só olhar à volta: Supreme para a Louis Vuitton? Karl Lagerfeld e Vans?). Mas em 2017 as bolsas de cintura ganham novas formas, são reinterpretadas com criatividade e têm potencial para por de lado as carteiras maiores que, de repente, só parecem aborrecer-nos. Talvez por isso, já saltaram das semanas de moda para a rua e, claro, chegaram à indústria de fast fashion num piscar de olhos. Agora descobrimos as versões mais apetecíveis (e alcançáveis) nas coleção da Bimba & Lola (a linha de metalizados!), mas também na Zara, Uterqüe e COS.

Podemos usá-las com calças e camisolões de malha ou vestidos, e têm ainda mais graça se as atarmos ao peito, na diagonal, como se roubássemos inspiração às bandas de hip hop ou à cultura underground norte-americana – ainda que continue a ser boa ideia deixar de lado os tecidos acetinados e desportivos e o poliéster florescente. Se surgirem dúvidas de styling, há respostas imediatas na Internet - basta voltar aos videoclips e filmes dos nineties ou ver à lupa os 120 coordenados do desfile da Gucci para esta estação.
 
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