Conheça as propostas dos sete designers da Escola de Moda do Porto.
14 de outubro de 2016 às 16:44 Máxima
LAYER BY GISELA SOARES LAYER: é o resultado da fusão entre uma abordagem pela arquitetura moderna conjuntamente com o conceito minimalista, que visa integrar no vestuário da coleção formas de corte reto, volumes largos, acabamentos e detalhes geométricos. As cores respeitam uma trilogia, envolvendo apenas preto, branco e cinzento. Maioritariamente as peças apresentam a sobreposição de camadas de iguais materiais e ainda diferentes, respeitando assim uma lógica de contrastes entre textura, peso e volume. Fazendo denotar as diferenciações entre volumes, as peças são caracterizadas pela conjunção de elementos geométricos confecionados de forma a reproduzir espaços aleatórios de forma lógica, como se de um puzzle se tratasse. Acabamentos e alguns detalhes assumem o papel secundário desta coleção.
WOOLEN BY INÊS ASSUNÇÃO WOOLEN WIGS é inspirada na passagem do tempo - diretamente associada à irreversibilidade das situações e do próprio tempo -, mas também na forma como o tempo pode ou não ajudar em situações da vida. Tal constatação é refletida no material usado para a coleção (tela de esmirna e lã 100% acrílica)
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BODDING BY LEONOR DIAS: a afirmação mais conhecida da artista contemporânea Helena Almeida, "A minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra", serviu de mote para esta coleção. Utilizando a fotografia apenas como registo, a artista plástica é reconhecida por aplicar elementos auxiliares como o fio de crina nas imagens, dando-lhes assim um efeito a três dimensões.
DRIPPING BY NINA VALE DRIPPING foi inspirada no trabalho do pintor Jackson Pollock que foi uma referência no movimento do expressionismo abstrato. Esta técnica de pintura foi criada por Max Ernst e, mais tarde, desenvolvida por Pollock. Para este projeto a jovem designer inspirou-se nesta técnica usando os seus próprios materiais de pintura.
URBAN CAMOUFLAGE BY TÂNIA VIEGAS: a coleção URBAN CAMOUFLAGE tem como inspiração as texturas das cidades, em conjunto com as ações do ser humano perante cada obstáculo/rotina diária, transmitindo um instinto de "sobrevivência urbano". Com o objetivo de transmitir uma tentativa de inserção neste meio por parte do humano, são usado vários utensílios para representar as várias texturas urbanas. Em termos de formas existe uma fusão de streetwear com referências de vestuário clássico, volumes oversized, cortes retos e largos.