Celebridades

Casais de Hollywood que não se suportavam na vida real

Formaram os pares mais românticos e credíveis (ou não) em frente às câmaras, mas atrás das mesmas a história era bem diferente. Conheça que estrelas de Hollywood estiveram de costas voltadas, apesar de contracenarem bem juntos.
Por Marta Vieira, 05.09.2019

Não acharia estranho se um amigo lhe falasse de um colega de trabalho com quem não se relaciona bem, provocando um ambiente de fugir lá no escritório? A história é um clássico recorrente, e Hollywood também não escapa a esses desencontros de empatia.

Falamos das celebridades que são confrontadas com o desafio de trabalhar com pessoas de quem, digamos, pouco ou nada gostam, mas que são levadas a ensaiar uma química sem precedentes dentro do ecrã, elevando a sua ética profissional e técnica irrepreensível a um outro nível. Se alguns conseguem dominar esta arte e fazê-lo na perfeição, outros têm de se esforçar mais, e os fãs, sempre atentos, muitas vezes desconfiam.

Um desses exemplos é o filme Cinquenta Sombras de Grey (2015), cuja história de sedução e bondage pouco convincente deixou muitos amantes da sétima arte na dúvida. Neste filme, os atores Dakota Johnson e Jamie Dornan não conseguiram convencer o público devido à pouca empatia que demonstraram à frente das câmaras. O mesmo se aplicou a Angelina Jolie e Johnny Deep (duas das celebridades mais notáveis e poderosas no cinema dos últimos trinta anos) que juntos protagonizaram um Turista (2010) pouco credível e rapidamente arrasado pela crítica. Também ninguém suspeitaria da química entre Leonardo DiCaprio e Claire Danes no filme Romeu + Julieta (1996) de Baz Luhrmann ou do não menos icónico e triunfante romance a que Ryan Gosling a Rachel McAdams deram vida em Diário da Nossa Paixão (2004), o filme que surgiu de uma adaptação do livro de Nicolas Sparks. Mas são muitas mais as celebridades que o podem surpreender pela pouca química que conseguiram encontrar nos sets dos filmes. Percorra a fotogaleria e descubra quais são as arrebatadoras paixões do grande ecrã que ficaram por aí mesmo.

Patrick Swayze e Jennifer Grey | Dirty Dancing, 1987
O icónico musical que teve uma repercussão mundial sem precedentes no final dos anos oitenta juntou um Patrick Swayze (Johnny) exigente a uma muito jovem Jennifer Grey (Baby). Na sua autobiografia Swayze, The Time of My Life, publicada em 2009, o ator refere os atritos que teve com a colega de trabalho no set de filmagens: "Ela adotou um humor idiota, fez-nos repetir cenas atrás de cenas, quando começava a rir". Apesar de lhe reconhecer talento, Swayze crítica o seu profissionalismo.

Ryan Gosling e Rachel McAdams | O Diário da nossa Paixão, 2004
Uma das histórias de amor da ficção mais elogiadas de sempre, o filme O Diário da nossa Paixão teve os seus percalços. O ator, que desempenhou o papel de Noah, chegou a pedir uma substituta para Rachel McAdams (Allie). Os rumores de desavença foram mais tarde confirmados pelo realizador Nick Cassavetes, numa entrevista dada ao VH1 por ocasião do 10º aniversário do filme. No final tudo se resolveu e o "casal" superou expetativas, demostrando o seu profissionalismo.

Claire Danes e Leonardo DiCaprio | Romeu + Julieta, 1996
Quando fez este filme, Claire Danes tinha 16 anos, enquanto Leonardo DiCaprio tinha 22 anos. Alegadamente, a jovem atriz considerava o seu colega "muito imaturo", não suportando as suas partidas ao elenco e equipa técnica. Fora das filmagens, evitavam-se. Mais tarde, Danes foi convidada a participar num filme de Clint Eastwood ao lado de DiCaprio e recusou.

Anthony Hopkins e Shirley McLaine | A Aluna e o Professor, 1980
Anthony Hopkins e Shirley McLaine, duas das maiores estrelas da sétima arte de sempre, teriam tudo para tornar esta comédia dramática num êxito. Mas aconteceu exatamente o contrário. Os atores zangaram-se e Hopkins referiu-se mesmo à colega como "a atriz mais desagradável com quem trabalhei". Outros viriam também a criticá-la pela sua personalidade difícil. A verdade é que o filme foi mesmo nomeado para os Golden Raspberry Awards (Razzies) pela sua falta de qualidade.

Dakota Johnson e Jamie Dornan | As Cinquenta Sombras de Grey, 2015
Num filme que se esperava ser sedutor e magnetizante, o filme de Sam Taylor-Johnson ficou muito aquém do esperado e os fãs rapidamente apontaram a falta de química entre Anastasia Steele e Christian Grey, ou melhor dizendo, entre Dakota Johnson e Jamie Dornan. Os vários desentendimentos entre os dois atrás das câmaras prejudicaram mesmo a promoção do filme.

Sharon Stone e William Baldwin | Silver, 1993
Ter estes atores juntos deveria ser o suficiente para um filme marcado pelo sex appeal. A verdade é que o clima de tensão entre os dois foi muito grande no thriller Silver, mas não pelas melhores razões. Segundo um artigo do The Telegraph, Sharon "passava a vida a torturar Baldwin por puro divertimento". Entre as peripécias, surgiram rumores de que a atriz teria mordido, inclusivamente, a língua do colega, numa cena de beijo, algo que este não gostou nada. Algumas das cenas foram mesmo planeadas de raiz para que os dois passassem o menos tempo possível juntos.

Marylin Monroe e Toni Curtis | Quanto mais quente melhor, 1959
Antes de contracenarem neste clássico, estas celebridades já haviam tido um relacionamento. No entanto, parece que o fim da relação foi atribulado, o que complicaria o ambiente no set de filmagens, mais tarde. Aparentemente, Curtis detestava trabalhar com Monroe, o que não deixa de fazer deste um dos maiores filmes clássicos de comédia romântica de todos os tempos.

Woody Allen e Mia Farrow | Maridos e Mulheres, 1992
Woody Allen e Mia Farrow, o casal que deu vida a Gabby e Judy Ruth no filme Maridos e Mulheres, escrito e realizado por Allen, enfrentou um turbilhão de emoções durante a rodagem deste drama. A verdade é que Allen e Farrow estavam juntos quando surgiu o escândalo entre o ator e a filha adoptada da atriz, Soon Yi Previn, com quem este mantinha um caso. O filme estreou mas a imprensa não poupou Allen com acusações de incesto, pedofilia e abuso emocional, que até hoje ecoam no "currículo" do realizador.

Angelina Jolie e Johnny Depp | O Turista, 2010
A aposta era grande e Hollywood esperava nada menos que a excelência ao juntar Angelina Jolie e Johnny Depp como par romântico, num mesmo filme. No auge das suas carreiras, com um charme e beleza inconfundíveis e milhões de fãs em todo o mundo, este filme foi um completo desastre, segundo o a publicação americana In Touch Weekly

Humphrey Bogart e Audrey Hepburn | Sabrina, 1954
Este clássico da era de ouro de Hollywood não escapou à conturbada relação entre estes dois ícones consagrados na sétima arte. Humphrey não gostou de trabalhar com a atriz, que ainda se encontrava em início de carreira. Este preferia que fosse a sua mulher, Lauren Bacall a interpretar o papel dado a Hepburn, considerando-a uma atriz sem talento e com falta de capacidade para a representação.

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