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Os looks, as escolhas e os hábitos ecológicos de Mafalda Beirão

Desafiámos quatro influencers a combinar os seus looks preferidos da coleção de primavera/verão da H&M com peças antigas dos seus closets. Uma colaboração que é um incentivo ao consumo ponderado, mas nem por isso menos criativo, como nos mostrou Mafalda Beirão durante uma tarde em sua casa.

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10 de abril de 2021
Mafalda Beirão recebeu-nos em sua casa para mostrar como combina peças antigas do seu armário com as novidades da H&M, ponto de partida para uma conversa sobre moda, sustentabilidade e escolhas conscientes, palavras que entraram no seu dicionário e são agora um hábito constante. Mafalda criou um blogue para evidenciar o seu gosto pela moda, fundou um podcast - o Sobremesa - e não vive sem comida asiática. Nem sem a sua gata, a Maria da Glória.

Trabalha como Social Media & Community Manager. Há momentos em que quer estar fora deste mundo digital? Ou é um mindset que a acompanha sempre?

Há momentos em que quero estar fora deste mundo digital, sim. A verdade é que trabalho sempre em digital, seja no meu trabalho das 9 às 5, como nos conteúdos que crio para mim e para outras marcas em formato de freelancer. E embora seja muito feliz no que faço, há momentos em que quero estar fora do digital por uma questão de sanidade mental e também porque não quero entrar num loop que me ocupa demasiado tempo. Quero garantir que tenho tempo (e vida) para estar também na minha vida offline — nos livros, nos amigos, nas séries, na música.

Porque decidiu criar um domínio na internet? Recorda-se?

Recordo-me, e gostava que a história fosse mais bonita e mais romântica, mas surgiu num momento de tédio num trabalho que eu tinha aos 18 anos. Sempre gostei de escrever num formato em jeito de diário e de reunir imagens que me inspiravam. Criar o blogue foi a solução quase orgânica de tudo isso.

Hoje em dia o blogue está meio abandonado (a tentar voltar!) e num formato muito longe do inicial, que era diário, mas creio que cresceu para um sítio muito melhor e deu origem a vários projetos que me deixam muito feliz e grata.

Como surgiu a ideia de criar o podcast Sobremesa e em que consiste?

O Sobremesa começou no meu núcleo de amigos. Com o passar dos anos sinto que me rodeei de pessoas com quem tenho conversas bastante úteis e produtivas, onde discutimos das maiores futilidades às questões que, para nós, são mais fulcrais. E dei por mim a pensar que algumas dessas conversas deveriam ter audiência, que podiam de alguma forma ser úteis para mais alguém. Et voilà, surge o Sobremesa, onde convido os meus amigos (sejam internet famous ou não, não importa) para falarmos sobre os temas que habitualmente falamos no meu sofá — mas com dois microfones entre nós.

O que a continua a deslumbrar no mundo das redes sociais? Como vê o futuro da moda e da beleza através destas plataformas?

Sem dúvida, a constante inspiração. O facto de ser um espaço livre onde podemos criar o que queremos, como queremos e com as ferramentas que quase todos temos ao nosso dispor, é fascinante. Com mais ou menos qualidade, com mais ou menos relevância, há espaço para tudo e para todos — e com isso, há de todo o tipo de inspirações possíveis.

Tanto na moda como na beleza acho que o futuro no digital passa muito pela identificação pessoal. Sinto cada vez mais que, mais do que tendências, existe esse espaço para se ser único e se usar tudo ao nosso gosto — o que nos dá um sem fim de possibilidades. Já conseguimos encontrar pessoas com diferentes tipos de corpo, que adoram batons gloss (quando toda gente ainda adorava os batons mate), que arriscam tendências, etc... E mesmo fora do mundo de criação de conteúdos, a oferta é cada vez maior, mais ampla e com uma entrega mais imediata.

O que a apaixona, de forma geral? E o que a tira do sério?

De uma forma geral, as minhas relações. Com as minhas pessoas, com o trabalho, com os hobbies. Sou uma geminiana nata que é entusiasta com tudo aquilo em que se envolve — e apaixono-me facilmente por tudo à minha volta.

O que me tira do sério, hoje em dia, é a falta de tolerância e de empatia. E sinto que a internet está cheia disso mesmo. Precisamos de compreender mais e julgar menos. Educar (e ouvir) mais e cancelar menos — muito menos.

Como define o seu estilo? Há alguma peça que nunca vestiria?

Não sei definir o meu estilo, confesso. Acima de tudo, uso o que me faça sentir confortável, mas bonita. Gosto muito de vestidos românticos, de botas pretas, (muitas) t-shirts brancas, calças de ganga e de casacos — sempre sem arriscar muito, mas fiel ao que me faz sentir bem e confortável.

Mas acho que nunca vestiria qualquer peça em vinil. Não porque não goste — porque até gosto. Mas sei que não me iria sentir confortável, mesmo sabendo que não preciso de vestir um tamanho pequeno para poder usar uma peça de vinil (se assim o quisesse).

Tem um sentido estético próprio. É inato ou foi sendo desenvolvido ao longo dos anos?

Tenho? Obrigada! Sinto sempre que ainda tenho muito que treinar e que ainda está longe de ser "o" sentido estético que eu gostava que fosse, mas acho que é aí que está o segredo: sinto que estou sempre a beber inspiração. Mas também sinto que é algo recente, algo dos últimos anos. Explorar sites como o Pinterest, mas também séries, filmes e música. Artistas, músicos, criadores. Influenciadoras com quem me identifico e até os meus amigos — que são muito da minha inspiração.

Neste momento tem saudades de….

... receber os meus amigos em casa. A minha love language é, sem dúvida, acts of service e morro de saudades de cozinhar para os meus amigos e de os receber todos à volta da minha mesa de jantar.

Qual é a lição que tira destes últimos meses de pandemia?

De uma forma global, que o mundo precisa de uma dose gigante de empatia. Estamos todos irritados, frustrados e com pouca tolerância para a educação e para a diferença. E, na verdade, nunca foi tão importante.

A nível pessoal, que não posso ser tão exigente comigo mesma. Estamos todos a viver uma situação estranha e para a qual ninguém nos preparou e é ok se houver dias em que estou mais desmotivada, sem que tenha de estar sempre a cobrar-me.