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Maternidade, estilo, autenticidade. Uma manhã com Andreia Gomes

Desafiámos quatro influencers a combinar os seus looks preferidos da coleção de primavera/verão da H&M com peças antigas dos seus closets. Uma colaboração que é um incentivo ao consumo ponderado, mas nem por isso menos criativo, como nos mostrou Andreia Gomes, ou Dri, que também nos contou como a maternidade mudou a sua visão do mundo.

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12 de abril de 2021

É enfermeira, mãe, e adora o estilo minimalista com um toque masculino, conseguido com a simplicidade das peças oversized. Mãe de Caetana e em breve de Joaquim, Andreia Gomes passou a dar mais valor à sustentabilidade à medida que foi crescendo, mas confessa que nem sempre foi assim. Adepta de monocromáticos, mostra-nos como usar as novas peças da coleção da H&M combinando-as com outras que já tem no armário e que usa com frequência, de forma cool e edgy. 

É enfermeira. Cuidar dos outros sempre foi uma vontade? Como é conjugar essa profissão como a criação de conteúdos digitais?

Quando tirei a licenciatura não pensei muito nisso, mas agora olhando para trás acho que o cuidar dos outros sempre fez um bocadinho parte de mim. Eu já sou enfermeira há treze anos, o digital surgiu muito depois. Para mim não há misturas; no hospital já tenho o meu lugar bem definido e ali sou só enfermeira. E como trabalho por turnos acabo por ter mais tempo livre para a outra parte. 

O que a fez criar um domínio no digital?

Criei o blogue em 2013 depois de tirar os cursos de Consultoria de Imagem e o de Styling e Produção de Moda, para reunir alguns trabalhos que fiz nessa altura e partilhar alguns looks meus do dia a dia. Para mim moda e estilo nada têm a ver com regras e medidas de supermodelos, e por isso achei que poderia trazer alguma inspiração a mais pessoas. 

A relação com a moda é evidente, até porque já fez várias colaborações com marcas portuguesas. É importante para si apoiar a moda nacional?

É muito importante mesmo. Inevitavelmente (e felizmente) acabei por conhecer as pessoas por trás de várias marcas nacionais e é impossível ficar indiferente à dedicação, ao empenho, ao esforço e às dificuldades que vão tendo. E é muito bom saber que posso fazer parte do crescimento de algumas delas. 

Quando eras pequena já queria escolher as suas roupas? Se sim, há algum episódio que recorde com carinho? 

Não me lembro honestamente, tenho a sensação que foi algo que sempre gostei. A minha prima conta que quando éramos pequenas eu lhe dizia ‘não podes deixar a tua mãe vestir-te com a mesma cor da cabeça aos pés’. 

Como definiria o seu estilo? Há alguma peça que nunca usaria?

Tenho um estilo descontraído, prático mas ao mesmo tempo feminino. Não gosto de roupa justa. Habitualmente compro o tamanho acima do meu.  

O que mais gostas de fazer a par do trabalho?

Correr, ir ao cinema, viajar e ultimamente dedico horas à decoração da nossa nova casa, que é uma área que eu também adoro. 

Ser mãe pôs tudo em perspetiva? Quais são os maiores desafios da maternidade?

Ser mãe fez-me questionar muitas coisas e muitas ‘certezas’. Tornou-me melhor pessoa, mais atenta às necessidades dos outros. 

Depois dos meses iniciais (que são uma autêntica missão de sobrevivência), o maior desafio para mim foi ter que aceitar que não consigo controlar tudo. E nesta fase agora é a imposição de limites, não saber se estou a ser rígida demais ou o contrário. 

Como feminista que é, tenta passar-lhe esses valores? 

Sempre. Para mim é super importante mostrar-lhe que ela é capaz de tudo. Ela brinca com bonecas, joga à bola e anda de skate. Pede para se mascarar de princesa ou de homem aranha. Eu acho mesmo que na cabeça dela não há actividades para meninas e outras para meninos. 

A Caetana já gosta de escolher a sua própria roupa? Como é que descreve o estilo dela, um espelho do seu? 

Sem dúvida, eu acho que ela é uma mini Dri até a vestir, mas com muito mais estilo! Só agora é que ela começou a opinar sobre roupa; na verdade não liga muito.

Estar grávida é muitas vezes definido como um estado de graça. É mesmo assim, agora que volta a estar grávida do Joaquim? 

É incrível estarmos a gerar uma vida e de facto na primeira gravidez sentia-me a última batata do pacote. Agora grávida do Joaquim já não é bem assim, porque o corpo mudou mais depressa que a minha cabeça. Há meses que não consigo vestir-me com a mesma pinta e confesso que por vezes isso me incomoda. Mas no fundo é só mesmo isso. Não tenho limitações nenhumas, continuo com imensa energia e o bebé está ótimo.