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A determinação non stop de Patrícia Mamona

A melhor atleta portuguesa de triplo salto feminino começou a preparar-se para os Jogos de Tóquio assim que os do Rio terminaram. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus — e o adiamento das Olimpíadas — os treinos não pararam.

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19 de junho de 2020 | Aline Fernandez

Por causa da pandemia do novo coronavírus, os Jogos Olímpicos de Verão de 2020, em Tóquio, foram adiados para julho e agosto de 2021. Mas estes meses de confinamento não significaram tempo livre para Patrícia Mamona, finalista de triplo salto olímpica, campeã europeia e recordista nacional na mesma categoria. "A minha rotina é ter treinos diários", conta à Máxima. E conseguimos comprová-lo com algumas dos vídeos que a atleta partilha no seu perfil do Instagram.

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Patrícia continua a empenhar-se em saltar mais além. "A minha preparação para os Jogos de Tóquio começou desde o momento que acabaram os Jogos Olímpicos do Rio, isto porque como atleta eu nunca estou satisfeita com a minha performance", confessa a lisboeta de 31 anos. "Fiz um sexto lugar, bati o recorde nacional, estava supercontente, mas no dia seguinte penso: ‘OK, o que faço a seguir?’"

Bateu o recorde no dia 10 de julho de 2016, no Campeonato Europeu de Atletismo, em Amesterdão, quando saltou 14,58 metros e conquistou a medalha de ouro, além de ter estabelecido um novo recorde nacional de triplo salto feminino. Depois, voou para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A diferença entre o sexto lugar de Patrícia nas Olimpíadas do Rio de Janeiro para o terceiro — que garante a medalha de bronze — foram exatamente nove centímetros. Mesmo sem medalha, esta foi a melhor classificação de sempre do triplo salto feminino português, com 14,65 metros. "Mas também tenho a noção que melhorar esses poucos centímetros requer muito trabalho", diz.

"Também percebi que a nível mental há muito trabalho a fazer. Andei à procura — não só com a ajuda do meu treinador e da equipa médica da Federação, do Comité — de métodos para melhorar a minha recuperação para todos os dias conseguir estar no meu melhor e treinar", explicou-nos com um ar tranquilo, de quem reage com grande naturalidade frente à constante busca por desempenho cada vez melhor. "Assim vou descansada para casa porque sei que dei tudo", conta com um sorriso no rosto.

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"Uma das coisas que aprendi é que eu não estava a dormir como deve ser", confessa. "Eu dormia as oito horas, mas havia dias que sentia que, mesmo dormindo as oitos horas, estava cansada." Descobriu mais tarde com o psicólogo e com o professor que trabalha com Patrícia na área do comportamento desportivo que o mais importante é conseguir fazer ciclos de sono completos — que duram por volta de uma hora e meia. "Eu interrompia o ciclo de sono. Isso foi uma dica bastante importante para mim."

Mesmo sem os Jogos Olímpicos este ano, veremos o lado positivo: Patrícia ganhou mais 365 dias para treinar. "Ficámos quatro anos à espera daquele momento então queremos mesmo, no meu caso, saltar muito." E não temos dúvidas de que vai chegar ainda mais longe.

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