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Máxima

Beleza

Em nome da rosa

Por ser símbolo da feminilidade e essência suprema da perfumaria, a rosa foi adoptada como imagem de Lancôme que celebra agora 75 anos.

Em nome da rosa
Em nome da rosa
27 de março de 2012 às 16:31 Máxima

Armand Petitjean

A grande paixão por perfumes e a forte determinação em divulgar o espírito e a cultura francesa pelo mundo inspiraram o francês Armand Petitjean a lançar a marca Lancôme em Fevereiro de 1935. Anteriormente trabalhara com François Coty, reconhecido como “pai da perfumaria moderna”. Atraiu para esta aventura George Delhomme, o grande artista que viria a dar forma aos mais belos e exclusivos frascos de perfume.

Pioneiro e arrojado, Armand Petitjean fez a apresentação internacional de Lancôme, nesse mesmo ano, na Exposição Universal de Bruxelas, com cinco fragrâncias impactantes: Tropiques, a sua favorita, Kypre, Conquête, Tendres Nuits e Bocages. Representavam como que uma alegoria à conquista dos cinco continentes, que Petitjean ansiava. Este sonho premonitório de conquistar o mundo fez-se realidade quatro anos depois, em 1939. Nem a II Guerra Mundial foi capaz de interrompê-lo. Como sabia que não era altura para se expandir, Petitjean criou a Escola Lancôme. Aí, dava formação a um batalhão de embaixadoras peritas em perfumes, massagens, maquilhagem e nutrição, que difundiam o espírito da marca por toda a parte. E a ambição concretizou-se: 75 anos depois da sua criação, a marca está presente em 135 países, vende cerca de quatro produtos por segundo, tem 20 mil conselheiras de beleza e 16 centros de investigação espalhados pelo mundo.

Lancôme Parfumeur

A história de Lancôme Parfumeur soma mais de 50 fragrâncias criadas desde 1935. Desta riqueza, onde a paixão se mistura com a criatividade, dois grandes perfumes históricos destacaram-se particularmente e mantêm-se ainda hoje na sua reinterpretação contemporânea: Magie e Trésor.

O primeiro foi lançado em 1950, sendo concebido por Georges Leplieux. O luxuoso frasco em espiral, da autoria de Georges Delhomme, director Artístico da Lancôme durante mais de 30 anos, foi inspirado pela silhueta de uma chinesa envolta num quimono. A magia do perfume fez sem dúvida o resto: um aroma que se dizia ser capaz de enfeitiçar e que lega hoje ao Hypnôse o segredo do seu prodigioso frasco.

Em 1952, Armand Petitjean cria Trésor. A primeira edição é um perfume almiscarado ao estilo oriental apresentado num requintado frasco-diamante. Em 1990, o nome Trésor ressurge desta memória inspiradora para uma fragrância inteiramente nova, em nada comparável à primeira edição. Jóia dos perfumes Lancôme, o novo Trésor passa a fazer parte do património dos grandes perfumes franceses. Como todos os mitos, Trésor desafia as modas, reinventa-se e redescobre-se incansavelmente. Incarnado por Isabella Rossellini, depois por Inès Sastre, a sua embaixadora é hoje a actriz inglesa Kate Winslet.

Youcef Nabi, actual presidente da Lancôme International, acentua a importância da marca: “Lancôme ocupa um lugar especial na história da Alta Perfumaria francesa. Em 75 anos, a marca criou vários perfumes míticos, desde o Magie ao Trésor. Perfumes de luz que resistem às modas e permanecem grandes clássicos.”

MARCOS DE UMA MARCA

1935 Kypre, Conquête, Bocages, Tropiques, Tendres Nuits

1938 Flèches

1950 Magie

1952 Trésor (edição original)

1967 Climat

1968 Balafre

1969 Ô de Lancôme

1971 Sikkim

1978 Magie noire

1985 Sagamore

1990 Trésor

1995 Poême

2000 Miracle

2005 Mille et une roses

2005 Hypnôse

2007 Hypnôse Homme

2008 Magnifique

2009 Hypnôse Senses

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