Volta ao mundo floral

Poderão a neurociência, a natureza e a cosmética ter algo em comum? A Dior foi ao fundo desta questão para desenvolver uma linha de rosto multifunções, com ingredientes recolhidos um pouco por todo o mundo.

Volta ao mundo floral
18 de agosto de 2014 às 06:00 Máxima

Num mundo cada vez mais globalizado, a procura de um cuidado de pele universal, adequado a todas as mulheres modernas, é um objetivo essencial para as marcas de cosmética. Com um ponto de partida baseado nas necessidades das consumidoras, a Dior levou a cabo um estudo à escala global, realizado em 800 mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos. Foi esta a base de um processo que culminou no lançamento da linha Dream Skin.

Pela primeira vez, o Centro de Pesquisa LVMH Helios, em Paris, abriu as suas portas à imprensa internacional. Foi lá que a Máxima ficou a conhecer a nova linha de rosto Dior Dream Skin.

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Esta investigação, onde 75% das mulheres revelaram que a beleza do rosto depende da qualidade da pele e da uniformidade da tez, levou a Dior a explorar novos territórios. Em colaboração com o Dr. Arnaut Aubert, especializado em neurociências comportamentais, a marca encontrou as respostas para alcançar esta busca pela perfeição. Utilizando tecnologias avançadas, a Ciência Dior identificou os mecanismos por detrás da perceção de beleza do rosto: a ausência de obstáculos. Quer isto dizer que, se a face não demonstra imperfeições de cor ou de textura, os olhos focam-se em identificar pontos de interesse do rosto, como os olhos, o nariz e os lábios, o chamado triângulo de ouro da cara, que lhe confere harmonia. Foi com isto em mente que a Dior se focou em dois campos de expertise – o efeito ótico e a pesquisa das células estaminais – para desenvolver um cuidado excecional capaz de agir à superfície e mais profundamente. Na superfície, um complexo de pós minerais biomiméticos reproduz as propriedades óticas da pele, enquanto nas camadas inferiores da pele o poder de ativos ingredientes florais dos jardins Dior trabalha sob o efeito a longo prazo. Dream Skin de Dior deve ser aplicado após o creme de rosto Cature Totale, e antes da base, para sublimar a beleza do rosto.

Discurso direto

Dr. Arnaut Aubert, professor de Neurociências e Psicologia

Disse-nos que as imperfeições da pele fazem diferença no modo como as pessoas nos veem. Quer isto dizer que uma pele irregular pode influenciar negativamente a primeira impressão que alguém tem de nós?

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Herbário Dior 

- Proveniente da floresta tropical de Madagáscar, a flor de Longoza – traduz-se “eterna”, o que revela a sua incrível capacidade de regeneração, já que é uma planta que volta a crescer, quando cortada – é colhida apenas uma vez ao ano. São as mais qualificadas mulheres daquela ilha que recolhem as sementes do fruto, garantindo assim a sua qualidade máxima. O extrato da Longoza, incorporado na fórmula de Dream Skin, desafia os efeitos do envelhecimento, ajudando a combater as rugas, a falta de firmeza e de radiância.

- Proveniente das savanas do Burkina Faso, o extrato de Opilia tem uma capacidade de penetrar na pele, transportando os ingredientes ativos da superfície para as camadas profundas da pele, garantindo uma ação duradoura ao nível das manchas e reduzindo as vermelhidões. 

Sim, sem dúvida. Porque a aparência física é o primeiro passo numa possível interação social e, geralmente, esta primeira impressão vai condicionar a ideia geral com que os outros ficam de nós. De facto, tendemos a acreditar que somos muito racionais, mas não somos. Depois de uma primeira impressão positiva, que é baseada nas aparências, o nosso cérebro é totalmente influenciado, já que automaticamente vai tentar confirmar esta ideia, estando mais atento aos sinais positivos, e vice-versa. Esta teoria tem sido testada em julgamentos, por exemplo. Quando a aparência do réu é boa, o resultado tende a ser positivo.

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Costuma testar essa teoria nos seus alunos?

Sim, por exemplo, se mostro uma fotografia de alguém aos meus alunos e pergunto se podem ou não confiar naquela pessoa, apenas com base na aparência, o mais interessante é que todos dão uma resposta, seja positiva ou negativa. Os julgamentos sociais fazem parte da nossa essência.

Além das imperfeições de pele, há algum consenso sobre outras características que influenciem esse julgamento social?

A perceção geral do cérebro é muito rápida e complexa. Em primeiro lugar, estão as características estéticas e a expressão. O sorriso induz uma opinião positiva, mas um sorriso falso também é percetível, apesar de nós não termos noção de que o nosso cérebro invalida um sorriso falso num milésimo de segundo ao captar a contração de determinado músculo do rosto. Isto é muito importante para os atores, por exemplo.

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Acha então que a maneira como nos maquilhamos pode influenciar essa primeira perceção?

Ainda não há nenhum estudo sobre isso, mas o que sabemos é que, em qualquer característica, se exagerarmos, há um excesso de estímulo que se torna negativo. Isto aplica-se a exageros em aumentos mamários ou excessos de maquilhagem, por exemplo, mas também em aperfeiçoamentos, como é o caso do Photoshop. Nada é simétrico a 100%, portanto o nosso cérebro considera mais bonita uma simetria menor.

Em relação ao tom da pele, apesar da globalização da ideia de beleza, o bronzeado da pele, por exemplo, é uma questão cultural, não é assim?

Sim, sem dúvida, cultural e temporal. Associa-se a padrões de hierarquia social, mas independentemente do bronzeado da pele, seja uma pessoa mais morena ou de pele mais clara, a homogeneidade sobrepõe-se sempre.

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Como é feita a aplicação de Dream Skin?

Deve usá-lo após o hidratante diário, para o efeito imediato ser mais óbvio, mas não deixa de penetrar na pele e ter resultados a longo prazo. Se esperar apenas meio minuto após a aplicação, verá uma diferença espetacular.

Os pós biomiméticos já existiam, mas nunca haviam sido integrados num cuidado Dior. Porquê?

Quando o iPhone foi lançado, o touchscreen já existia há 15 anos, mas ninguém sabia o que fazer com ele. No nosso caso, foi semelhante: os laboratórios já tinham estes pós, mas não sabiam onde incorporá-los. Acabou tudo por se associar, mas foi um desafio juntá-los a um cuidado de pele e manter a sensorialidade, combinar uma penetração profunda com um resultado imediato e à superfície.

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