Joy Stick

A nova colecção de bâtons Chanel, Rouge Coco, reconcilia as mulheres com o gesto feminino de aplicar bâton. Gesto que o seu autor, Peter Phillips, considera extremamente sedutor!

Joy Stick
27 de março de 2012 às 16:05 Máxima

No mítico edifício Chanel da Place Vendôme, em Paris, o director criativo de Maquilhagem, Peter Philips, apresentou o seu primeiro grande projecto desde que ocupou o cargo: a nova colecção de bâtons Rouge Coco. A paleta é constituída por 20 tons, divididos em quatro grupos principais: Rosas, Beges, Castanhos e Vermelhos.

A Máxima esteve presente no lançamento e recolheu o depoimento do criador.

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Já há mais de um ano que trabalha como director criativo para a Chanel. Esta colaboração continua a ser uma paixão?

Oficialmente já desempenho essas funções há dois anos. Há que acrescentar mais dois anos que estive em formação com Heidi Morawetz e Dominique Moncourtois, a dupla inseparável que durante 25 anos ocupou este cargo. Estou com a Chanel há quatro anos e é um trabalho que me apaixona cada vez mais. Rouge Coco começou a ser pensado há dois anos e meio, quando eu ainda estava a treinar. Definir os tons, experimentar as texturas e testar as fórmulas foi um trabalho estimulante.

Qual a importância do bâton?

O bâton é um instrumento que valoriza a boca. É com a boca que falamos, comemos, sorrimos e exprimimos sentimentos. O próprio gesto de aplicar bâton é extremamente feminino, luxuoso e sedutor. É esse gesto, que as mulheres foram abandonando, que nos propomos recriar. Gostaria que as mulheres da geração gloss se voltassem a reconciliar com a aplicação do bâton, através de Rouge Coco.

Participa directamente na criação dos produtos de maquilhagem?

Com certeza. Não sei combinar os ingredientes, para isso existem os técnicos. Mas enquanto maquilhador, sei exactamente o que pretendo de um produto. Explico, em detalhe, aos laboratórios o que desejo. E como existe uma enorme interacção entre nós, conseguimos sempre alcançar a solução perfeita.

E os golpes de génio vêm mais de si ou dos técnicos?

Surgem no meu estúdio. Mas por vezes, durante os ensaios de misturas, eles conseguem um efeito de cor surpreendente, ou uma nova textura, e mostram-me. Posso até aproveitar a novidade para um projecto diferente. De facto, há uma troca constante de conhecimentos.

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Quais são actualmente as suas fontes de inspiração?

São diferentes para cada projecto. Para o bâton, inspirei-me nas raparigas que começam agora a usá-lo, e a pensar o que é que elas querem. Paralelamente, pensei nas preferências de Mademoiselle Chanel. Justapus amostras de cores e inspirei-me nas tecnologias mais avançadas do mundo da impressão. Rouge Coco concilia, com sucesso, a subtileza e o brilho da cor com o conforto dos lábios. A sua textura hidratante e untuosa é de aplicação ultra-suave, oferecendo um acabamento acetinado.

O que significa, para si, beleza?

Penso que a beleza vem do interior e é muito subjectiva. Foi por isso que escolhemos Vanessa Paradis como imagem de Rouge Coco. Ela é uma beleza única, não é uma beleza clássica. Encarna a beleza de grande parte das mulheres. Não tem uma boca especial para ilustrar um bâton, mas sabe usá-lo muito bem. Não é uma rapariga, é uma mulher de 38 anos, com dois filhos e com uma boa dose de autoconfiança. É daí que emana uma beleza radiosa. Usa bâton com segurança. E a maquilhagem faz sobressair a beleza.

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