Beleza: Ecoluxo

A Máxima esteve no Mónaco para conhecer um projeto que combina luxo e ecologia.

Beleza: Ecoluxo
10 de setembro de 2012 às 07:31 Máxima

ENTREVISTA

Quinta-essência do luxo e da indulgência, a La Prairie não se limita ao vanguardismo na ciência e a criar os mais avançados produtos de cuidado de pele. Apaixonada pelos oceanos, a marca suíça tem vindo a desenvolver projetos de preservação do ecossistema marítimo, usando nas suas fórmulas apenas substâncias de base marinha, cultivadas em ambientes terrestres, cuidadosamente controlados. É este o pilar da nova extensão da linha Advanced Marine Biology, elaborada para cuidar da pele de jovens com um estilo de vida ativo. A esta linha junta-se um projeto que resulta de uma excecional colaboração, que premeia esforços direcionados à preservação da flora marinha. O La Prairie Award junta a Fundação Príncipe Alberto II do Mónaco e um júri internacional presidido por Céline Cousteau. De entre os 185 projetos apoiados pela fundação, três foram selecionados e o vencedor receberá um prémio de 100 mil euros. No Mónaco, falámos com Vanessa Berlowitz.

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Como surgiu a oportunidade de ser membro deste júri?

Calculo que a La Prairie me tenha encontrado através dos meus mais recentes trabalhos e sentiu que eu tinha uma grande preocupação ligação com o futuro do planeta. Além disso, em entrevistas, já me perguntaram várias vezes quais são os produtos que uso. Inicialmente, nunca admitia que usava La Prairie, porque [risos] sabia que os meus colegas, maioritariamente homens, iriam gozar comigo. Agora já confesso, porque é um dos poucos luxos nos quais invisto. Além do protetor solar, claro.

Há quanto tempo usa La Prairie?

Há oito anos! É a minha única indulgência. Tenho um filho de três anos e pouco tempo para tratamentos [risos].

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Que conselhos dá ao seu filho em relação ao ambiente?

A minha grande paixão é inspirar as pessoas a amar o mundo natural. É o que tento alcançar com os meus documentários, cujas histórias fantásticas e imagens extraordinárias estabelecem uma ligação com as crianças. Digo-lhes sempre para fazerem perguntas. E, de repente, temos cidadãos apaixonados e comprometidos.

Como surgiu esta sua paixão?

Fui muito inspirada por David Attenborough. Ele é o melhor comunicador sobre o mundo animal. Mas quando era criança ouvia histórias sobre leões e elefantes em vez dos contos sobre o lado campestre inglês de Beatrix Potter [risos]. E sempre sonhei que um dia iria lá.

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O que aprendeu sobre os oceanos?

Ao filmar Frozen Planet ganhei consciência sobre o quão interligados estão os oceanos. Pode-se pensar que um pequeno mar como o Mediterrâneo não faz a diferença, mas este está ligado a todo um sistema, o que muda tudo.

Deve ter vivido experiências assustadoras…

Sim. Na Gronelândia, todos os verões a superfície da única calota polar do Hemisfério Norte derrete, transformando-se em rios de água que caem sobre o gelo. Eu queria uma filmagem daquelas quedas de água gigantes, mas enquanto pairávamos, apercebemo-nos que havia uma corrente de ar frio que nos sugava para aquele enorme abismo. Conseguimos tirar o helicóptero de lá, mas foi assustador.

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Mas momentos divertidos também?

Sim, sim! Os pinguins, por exemplo, são comediantes naturais e recentemente, a filmar com o David (Attenborough), tivemos um dia hilariante.

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