Pode uma cidade mudar-nos a vida? Salvar-nos quando mais nada parece importar? Veneza foi para Gabrielle Chanel o porto de abrigo e o cais de embarque para uma nova vida. Com o novo perfume da casa, Coco Noir, é também uma nova era que começa.
Negro, como um perfume
05 de novembro de 2012 às 07:57 Máxima
A primeira vez que Gabrielle Chanel saiu de França foi para descobrir Veneza. Afundada num desgosto imenso, Chanel chorava a morte de Boy Capel, seu grande amor. Veneza chegou assim como uma viagem de salvação e iniciática, onde, sob a proteção do casal de amigos José-Maria e Misia Sert, ela voltou a encontrar de novo o gosto e a força de viver.
Porta de entrada para o Oriente, cidade global, de mercadores, do comércio, do ouro, das artes, cidade de confluências, entre o céu e a terra, o mar e o céu, mosaico do Oriente e do Ocidente, Veneza abre um novo horizonte a Coco que aqui ganha um gosto pela opulência do barroco, pelas cores que contrastam com o rigor e o depuramento do seu preto e branco habitual.
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Nada a preparou para o impacto que tal viagem iria ter na sua vida.
Veneza é uma cidade de múltiplos símbolos. Símbolos esses que encontraram eco no coração e no espírito de Mademoiselle Chanel. Ela que nasceu a 19 de agosto, signo de Leão, supersticiosa e que acreditava no destino, encontrou na cidade o local perfeito para os reunir a todos fazendo seu o emblema da cidade. O Leão, emblema protetor, figura simbólica do poder, da coragem e da liberdade, presente por toda a Veneza, é a partir de agora o seu talismã.
É esta mulher, nesta cidade, que Coco Noir evoca. E todas aquelas que escolhem viver a intensidade contra as normas, o verdadeiro luxo contra a vulgaridade.
Como um palácio veneziano que só a transposição das portas nos faz descobrir a sua imensa riqueza, também o frasco de Coco Noir esconde uma vida tumultuosa e secreta atrás da sua fachada aristocrática. Negro e liso traz consigo os reflexos de ouro da Lagoa, uma opulência barroca, um lado noturno que anuncia o mistério olfativo que encerra, a noite de Veneza que nunca se deixa desvendar de uma só vez e que é um convite à descoberta.
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Coco Noir, a fragrância que Jacques Polge criou para a Casa, é um perfume oriental mas fresco, transparente, doce mas forte, luz e sombra, um magnetismo que não nos deixa reféns mas que ao contrário nos impele à evasão. Sândalo, vetiver, incenso, patchouli, baunilha, fava Tonka… uma profusão numa fórmula perfeita. Uma outra viagem nos passos de Gabrielle Chanel, que fez sua a magia de Veneza, incorporando-a nas suas futuras criações e na sua vida.
E, tal como ela, a cada um cabe descobrir os caminhos da aventura: que podem estar num local longínquo, na força de uma cidade ou mesmo na gota de um perfume.
1 de 6 /Negro, como um perfume
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2 de 6 /Gabrielle Chanel em Veneza, cidade que mudou a vida da estilista.
3 de 6 /A cidade de Veneza é conhecida sobretudo pelos seus canais.
4 de 6 /O Leão protetor, figura simbólica do poder, da coragem e da liberdade é o emblema da cidade de Veneza e era também o signo de Gabrielle Chanel.
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5 de 6 /A Catedral de São Marcos, em Veneza, chama a atenção pela sua imponência e exotismo.
6 de 6 /Negro e liso, o perfume Coco Noir traz consigo os reflexos de ouro da Lagoa, uma opulência barroca, um lado noturno que anuncia o mistério olfativo que encerra a noite de Veneza.