Beyoncé em Portugal
Como que numa ode à emancipação, Beyoncé dirigiu todo o seu concerto à volta do poder feminino e do amor.
No palco, a banda composta exclusivamente por elementos do sexo feminino e cerca de uma dezena de dançarinas encantaram o público com muita sensualidade.
Com a voz impecável em todo o concerto, a cantora de Houston trouxe-nos uma set list muito variada: do novo álbum escutámos temas como Drunk In Love, Partition e XO, passando por clássicos como Run The World ou Crazy in Love, havendo ainda tempo para uma homenagem à música de Dolly Patron, I Will Always Love You.
Num guarda-roupa, que parecia ter sido tirado de uma passadeira vermelha (a incluir Tom Ford, Balmain, Givenchy, Versace, Emilio Pucci, Michael Costello, The Blondes e David Koma) nenhum detalhe foi deixado ao acaso. As iluminações e o fogo, coordenados com as roupas e os movimentos em palco, criaram uma assombrosa explosão visual de criatividade.
Num concerto extramente fluído, sem um minuto de aborrecimento, em cada intervalo para mudança de roupa era possível observar citações de Chimamanda Ngozi Adichie, que apelavam pela igualdade de género, Les Twins (única presença masculina em palco) a saltar do chão com coreografias surpreendentes e vídeos sobre a vida da cantora.
Um espectáculo digno de um Óscar do princípio ao fim, não fosse ela a Queen B.
(Imagens cedidas pela Everything is New)
