O nosso website armazena cookies no seu equipamento que são utilizados para assegurar funcionalidades que lhe permitem uma melhor experiência de navegação e utilização. Ao prosseguir com a navegação está a consentir a sua utilização. Para saber mais sobre cookies ou para os desativar consulte a Politica de Cookies Medialivre

Máxima

Escolha a Máxima como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte
Atual

Emigração de portugueses regista os valores mais baixos dos últimos anos

Em 2016, 100 mil portugueses saíram do país. O valor não era tão baixo desde 2012.

Foto: pexels
20 de dezembro de 2017 às 12:51 Marta Carvalho

Segundo o Observatório da Emigração, a emigração nacional em 2016 atingiu o valor mais baixo dos últimos cinco anos. Os valores começaram a aumentar em 2012, altura em que emigraram 105 mil portugueses (em 2011 tinham deixado o país 85 mil), e a partir desse ano os valores continuaram a subir. Em 2013 registaram-se 120 mil casos de emigração e em 2014 ocorreu uma ligeira descida (115 mil), que se repetiria no ano seguinte (110 mil).

Embora a tendência de decréscimo já não seja de agora, em 2016 os valores desceram consideravelmente. Nesse ano, 100 mil portugueses emigraram, o valor mais baixo desde 2012.

Rui Pena Pires, responsável pelo Observatório da Emigração, declarou ao jornal Público que embora o decréscimo seja significativo, "vamos demorar a retomar os níveis de antes da crise" e que é normal que a emigração continue nos próximos anos. "Portugal ainda não está num processo de expansão económica muito forte" e "quando a emigração cresce mais, a certa altura, fica menos sensível aos incentivos económicos", pelo que o único fator que pode reduzir consideravelmente a emigração será a crise nos países de destino.

Esta redução do número de emigrantes em Portugal deve-se "à diminuição, pela primeira vez, da emigração para o Reino Unido e para Angola, que eram dois dos principais países de destino e que se mantinham estáveis apesar dos outros já estarem a descer". O decréscimo de imigrantes portugueses no Reino Unido foi de 5%, mas em Angola desceu para quase metade. Espanha, no entanto, teve uma subida de entradas de imigrantes portugueses, mas os valores mesmo assim não compensam a diminuição da emigração para outros destinos.

Surpreendentemente, e apesar da nova vaga de emigrantes licenciados, "a emigração continua a ser maioritariamente de mão-de-obra mesmo muito pouco qualificada". No Reino Unido, apenas um terço dos emigrantes portugueses têm cursos superiores, enquanto noutros países o número de licenciados é igual ou inferior a 10%.

 

Leia também

Os 12 momentos que marcaram o ano

De discursos políticos a mudanças constitucionais, das marchas pela igualdade às conquistas no desporto, estes são os momentos a lembrar quando se falar em 2017.

As Mais Lidas