As mulheres que estão a fazer história nos Jogos Olímpicos de Inverno
Entre gelo, neve e pressão máxima, são elas que estão a definir estes Jogos com momentos que já pertencem ao legado olímpico.
Os Jogos Olímpicos de Inverno têm uma magia própria. Entre neve, gelo e temperaturas extremas, há algo de profundamente humano nas histórias que se contam: carreiras feitas de sacrifício, quedas que doem mais do que o frio, regressos improváveis e vitórias que ficam para sempre. Nesta edição, as mulheres voltaram a ser protagonistas absolutas - não apenas pelas medalhas, como também pela forma como competiram, falaram e sentiram cada momento. Estes são alguns dos nossos momentos preferidos, protagonizados por seis atletas que nos fizeram vibrar, emocionar e acreditar, mais uma vez, no poder do desporto.
A patinagem artística feminina viveu uma noite verdadeiramente especial com Alysa Liu. A norte-americana conquistou a medalha de ouro olímpica, tornando-se a primeira americana a vencer a prova em 20 anos - um feito que a coloca ao lado de nomes históricos da modalidade.
Com a melhor pontuação da patinagem livre (150,20), Liu apresentou uma atuação segura, expressiva e tecnicamente irrepreensível, superando a japonesa Kaori Sakamoto, que ficou com a prata, e Mone Chiba, que levou o bronze. Mais do que números, o que ficou foi a sensação de estarmos a assistir a um momento que marca uma geração: uma combinação rara de talento precoce, maturidade competitiva e nervos de aço.
Falar de Eileen Gu é falar de alguém que transcende o desporto. Aos 22 anos, estudante de física na Universidade de Stanford, a esquiadora nasceu em São Francisco e representa a China desde 2022 - uma decisão que a tornou uma superestrela global. Nos Jogos, voltou a mostrar porquê. Com cinco medalhas olímpicas no freeskiing, é já a atleta mais condecorada da história da modalidade.
Campeã olímpica em big air e halfpipe, e medalhada também em slopestyle, Gu não compete apenas para ganhar - compete para elevar o próprio desporto. E fá-lo com um sorriso, inteligência e uma clareza impressionante.
Na patinagem de velocidade, há corridas que ficam para a história. Jutta Leerdam protagonizou uma delas ao vencer o ouro olímpico nos 1000 metros femininos, estabelecendo um novo recorde olímpico com o tempo de 1:12,31.
A neerlandesa de 27 anos liderou um histórico primeiro e segundo lugar neerlandês, superando a compatriota Femke Kok e deixando para trás a japonesa Miho Takagi. Bicampeã mundial e tricampeã europeia nesta distância, Leerdam confirmou no maior palco aquilo que há muito vinha a construir. Para lá do gelo, tornou-se também uma das atletas mais reconhecidas dos desportos de inverno, com milhões de seguidores nas redes sociais . Uma prova de que o alto rendimento e o carisma podem, sim, andar de mãos dadas.
Doze anos depois de se ter apresentado ao mundo olímpico como uma adolescente prodígio, Mikaela Shiffrin voltou a vencer o slalom - e fê-lo de forma esmagadora. Com uma vantagem de 1,50 segundos, uma das maiores margens de sempre na prova feminina, quebrou finalmente um longo jejum de medalhas olímpicas.
Entre as montanhas das Dolomitas, Shiffrin mostrou porque é considerada por muitos a melhor esquiadora alpina de todos os tempos. As emoções no final, partilhadas com Camille Rast e Anna Swenn Larsson no pódio, revelaram o peso daquele momento. Não foi apenas uma vitória, foi o culminar de uma jornada olímpica intensa, exigente e profundamente humana.
Há medalhas que carregam mais do que metal. Para Danielle Scott, a prata conquistada no esqui acrobático foi a recompensa de uma vida inteira de perseverança. Aos 35 anos e na quarta participação olímpica, a australiana viveu finalmente o dia com que sempre sonhou.
Depois de anos de frustração, apesar dos sucessos na Taça do Mundo e em Campeonatos do Mundo, Scott deu tudo na final. Sem grande parte da família nas bancadas, descreveu o momento como “o melhor dia da sua vida”. E percebe-se porquê: foi a prova de que nunca é tarde para acreditar.
Com chapéus cor-de-rosa nas bancadas e lágrimas nos olhos, Josie Baff fez história ao vencer o ouro no snowboard cross feminino. Aos 23 anos, tornou-se a primeira mulher australiana a conquistar uma medalha olímpica nesta disciplina. A vitória teve ainda um peso simbólico enorme: ajudou a duplicar o número de ouros da Austrália nestes Jogos e marcou o dia mais bem-sucedido do país desde Vancouver 2010. A alegria contagiante de Baff no pódio foi um daqueles momentos que explicam, sem palavras, porque é que os Jogos Olímpicos continuam a importar.
Estas atletas deram-nos vitórias, recordes e momentos inesquecíveis, mas deram-nos, sobretudo, histórias. Histórias de confiança, de resiliência, de identidade e de paixão pelo que fazem. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, o frio é intenso, mas são estas mulheres que aquecem o coração de quem assiste.
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