O azul é a cor da safira por excelência. É também a cor preferida de mais de metade das pessoas, quer homens quer mulheres. Associamos esta cor a sentimentos de simpatia e harmonia, amizade e lealdade.
A safira azul
05 de fevereiro de 2013 às 07:55 Máxima
Sentimentos que correspondem a qualidades que provam o seu valor no longo prazo, que valorizam a compreensão mútua e a confiança indestrutível em detrimento da paixão efervescente. Esta é uma das razões porque as mulheres de muitos países desejam uma safira no seu anel de noivado.
A sua beleza, as suas cores magníficas, a sua transparência, mas também a sua constância e durabilidade, são qualidades associadas à safira, quer por apreciadores quer por especialistas na área. A safira pertence ao grupo dos corindos, constituído por pedras caracterizadas pela sua excecional dureza (9 na escala de Mohs). De facto, a sua dureza é apenas excedida pela do diamante, o mais duro mineral existente. Graças a esta dureza, as safiras não são difíceis de usar, não exigindo mais do que o cuidado habitual.
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As safiras de altíssima qualidade são raras
As safiras, também conhecidas por pedras preciosas do céu, estão bem escondidas em poucos lugares, na Índia, Myanmar, Sri Lanka, Tailândia, Vietname, Austrália, Brasil e alguns países de África, como Madagáscar. Das minas de safiras, as matérias-primas são transportadas para centros de corte e lapidação, onde são transformadas em brilhantes pedras preciosas. Este processo manual requer uma precisão e uma competência a toda prova, já que, para além da sua dureza, a safira, dependendo do ângulo de visão, apresenta cores e intensidades de cor distintas. Cabe ao lapidador a difícil tarefa de cortar e lapidar de forma a tirar o máximo de cada pedra, em termos de brilho, intensidade e tom de cor.
Especialistas e conhecedores têm a cor Caxemira com o seu brilho aveludado como a mais bela e valiosa safira azul. Estas magníficas pedras, descobertas em 1880 a uma altitude de quase 5.000 metros e exploradas de forma intensiva durante um período de 8 anos, são o melhor exemplo de uma safira de primeira classe. A safira de Caxemira apresenta um azul puro e intenso com uma tonalidade violeta muito subtil, cor que não se altera à luz artificial. Também a cor birmanesa é considerada muito valiosa. Varia de um rico azul real a um profundo azul violáceo. As mais antigas safiras foram descobertas no Ceilão, hoje Sri Lanka. Os especialistas reconhecem a safira do Ceilão pela luminosidade do seu azul.
Para além do azul, podem ser encontradas safiras nas cores rosa, amarela, verde e até multicolores. Embora também sejam pedras preciosas de qualidade, elas não são tão valorizadas como as azuis referidas atrás.
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Locais excecionais em Caxemira, Myanmar e Sri Lanka
Fizemos uma seleção de alguns locais de exceção, que não dispensam uma visita, nos três destinos de onde provêm as mais valiosas safiras.
CAXEMIRA
Dal Lake é um lago em Srinagar, a capital de Verão de Caxemira. Este lago urbano, o segundo maior do estado, é inteiramente dedicado ao turismo, e curiosamente conhecido por “Joia da Coroa de Caxemira” ou simplesmente “Joia de Srinagar”. Dal Lake tem também uma importante atividade de pesca e de plantas aquáticas.
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MYANMAR
The Sule Pagoda está localizado no coração da baixa de Yangon (Rangoon), antiga capital da Birmânia. É um espaço importante, dedicado a atividades da política e da geografia. De acordo com a lenda, foi construído em tempo de vida do Buddha, há mais de 2500 anos.
O Sule Pagoda tornou-se o centro de Yangon pelo Lt. Alexander Fraser, da Bengal Engineers, responsável pelo atual layout urbano da cidade, aquando da ocupação inglesa do país, em meados do séc. XIX.
SRI LANKA
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Sigiriya, que significa a Pedra do Leão, é uma antiga fortaleza de rocha e um palácio em ruínas no centro do país. É habitado desde tempos pré-históricos. Foi usado como mosteiro desde o séc. V A.C., com grutas preparadas e doadas pelos devotos ao budista Sangha. De acordo com as crónicas, o complexo total foi construído pelo rei Kasshiapa e após a sua morte, continuou a ser usado como mosteiro até ao séc. XIV.
Um dos oito locais do Sri Lanka designados Património da Humanidade pela Unesco, é também conhecido pelos antigos frescos representando belas figuras de mulheres com gracioso contorno e cor, “As donzelas douradas”.
Este artigo foi integralmente cedido pela Revista Anselmo 1910