Kit de sobrevivência em cinco pontos-chave para receber com mais frequência, sem stress e sem perder meio dia nas compras.
A rainha do jantar... é você!
20 de fevereiro de 2012 às 15:10 Máxima
COMO CONVIDAR MAIS DO QUE UMA VEZ POR MÊS (OU MAIS)?
A síndroma “um jantar quase perfeito” acrescido do efeito MasterChef podem revelar-se inibidores. Se é necessário fazer linhas de balsâmico por todo o lado, desistimos... Assim, dizemos não à “perfeccionite” (que já dura há muito tempo)!
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O improviso para 4 ou 6
Convida os seus amigos por SMS (telefonar? Um desperdício de tempo) na segunda-feira para sexta-feira, o que evita que pense no assunto mais do que o necessário. Para além disso, com um pequeno número de convidados, é possível ter uma verdadeira conversa. E não aquele chinfrim enganador no qual 12 pessoas gritam para não dizerem nada.
Ementa única
Nos jantares, como no resto, quanto melhor os prepararmos, melhor correm. Não devemos hesitar em apresentar com frequência o nosso prato com maior sucesso, aquele que já preparamos de olhos fechados, ninguém se sentirá frustrado com essa total ausência de criatividade.
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Garantir os mínimos
Afinal, se saltamos a entrada (já ninguém a faz) e compramos a sobremesa, isso deixa-nos tempo livre para tomar um banho... O objectivo não é surpreender os seus amigos, mas sim aproveitar a sua companhia.
A decoração descontraída
Assumamos as imperfeições da casa! As velas disfarçam os vestígios de pó, fazem brilhar os talheres que não foram necessariamente polidos e alisam a toalha que não foi passada a ferro por um profissional.
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O todo participativo
Não recusamos a boa-vontade por um orgulho deslocado. Se a Luísa quer fazer o seu famoso tiramisu, aceitamos de bom grado. E se o João trouxer a sua célebre focaccia com alecrim, melhor ainda! É o género de práticas descontraídas que nos permitimos em férias. Porque não fazê-lo também na cidade?
CONVIDAMOS QUEM?
Escolha a sua opção...
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O jantar familiar
Sempre os mesmos convidados, combinados em conjunto. Reconfortante como um par de pantufas, mas muito monótono. Veja bem, são 22h44m, a hora de recordar aquele cruzeiro em 1995... Simpático, mas muito enjoativo!
O jantar mundano
Salvo para os verdadeiros profissionais do género, é evidente que também não é uma opção. Ninguém se conhece nem à chegada, nem à partida e, no intervalo, divertimo-nos tanto como num casamento em que somos sentados na mesa errada.
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O jantar que propomos delicadamente...
Num impulso, sem colocar demasiadas questões... Porque conhecemos pessoas simpáticas na reunião de pais (também elas acharam que quase quatro horas de reunião é muito tempo) ou porque é pena cruzarmo-nos todos os dias apenas por breves instantes com os vizinhos do andar de cima (tão sexy). Geralmente, funciona. Toda a gente, velhos amigos habituais incluídos, assume o papel sedutor, em vez de comportar-se como habitualmente. Efeito amigável, charme geral...
FALAMOS DO QUÊ?
Neste regresso ainda recente...
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Evitamos totalmente
A escola, os adolescentes, o crash, a dívida, os bancos e todos os assuntos igualmente deprimentes, sobre os quais não temos nada de novo a dizer. Acresce que três quartos dos convivas já falam sobre esses assuntos durante todo o dia.
Podemos falar sobre...
O último livro de Jonathan Franzen
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Trocas de ideias apaixonadas entre aqueles que o acham formidável (e que vão na página 178) e aqueles que o acham um bocado maçador (e que pararam na página 502).
Os empregos
Partindo do princípio de que todos os têm, terão ou tiveram, é um assunto de interesse geral. E um pretexto para histórias tragico-cómicas que envolvem diversas profissões (como ser um canalizador genial).
Os processos para a Universidade de McGill
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A super universidade de Montreal para a qual inúmeros jovens de todo o mundo querem ir. “É de loucos! Tive de arranjar um orientador para escrever a carta de motivação.” “A sério?” Etc.
Os próximos fins-de-semana prolongados e as próximas mini-férias
Saiba que as capitais e as cidades míticas estão um pouco fora de moda. Liverpool, Lyon, Gotemburgo, Düsseldorf são mais tendência (mas é um vexame para aqueles que vão a Nova Iorque por altura dos feriados de Dezembro)...
As pessoas completamente “refeitas” com cirurgias plásticas
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Assunto consensual ao qual se volta sempre (para concluir: “Ela teria sido uma mulher velha muito bonita.”).
QUAIS SÃO AS TENDÊNCIAS DE CONVÍVIO DO MOMENTO?
Todas elas são regressos com provas dadas, mas que nós recusávamos estupidamente... Assim, a grande novidade do Inverno é receber sem cozinhar (ou fazê-lo a muito custo). Alegramo-nos com o grande regresso...
O aperitivo ajantarado
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Ousamos mesmo designá-lo assim. A sua versão Inverno 2011 subentende forçosamente cocktails de prosecco (Bellini, Spritz) e montes de coisas deliciosas e snobs (sardinhas da Galiza, tapenades de alcaparras da Pantelária, toucinho de Colonnata...).
O buffet campesino
A boa charcutaria e o bom pão bastam-se a si próprios. Com a condição de poder fazer referência a marcas e origens de excelência. “O pão foi comprado na Eric Kaiser, o chouriço vem da Deli Delux, o bacon vem do Club del Gourmet e os pepinos em conserva são da quinta da minha avó...” De notar que o pâté en croûte foi totalmente reabilitado desde que seja artesanal e de primeira qualidade.
O serão de pizza
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Não consiste em encomendar uma Pepperoni Lovers gigante na Pizza Hut, mas antes em apresentar orgulhosamente uma obra de arte fumegante, com cogumelos e creme de trufas. Ou com pastinacas, beterrabas, amêndoas. O recente livro de Laura Zavan, Pizza (Ed. Marabout), é uma mina (31 variedades) no que toca ao tema... Um bluff total e zero de trabalheira quando comparado com um jantar clássico.
COMO AQUECER O AMBIENTE?
Será que vamos cair no espectro do jantar monótono?
Evitamos os assuntos com demasiadas conotações (as Jornadas Mundiais da Juventude ou o eterno regresso de Dominique Strauss-Kahn...). E relembramos o provérbio, a música suaviza os costumes. Evocar um concerto à moda antiga a que assistimos recentemente, faz com que todos participem na conversa (sob a imagem do banqueiro convencional é frequente encontrarmos adormecido um antigo fã dos Clash, dos Nirvana, dos Xutos & Pontapés...). Podemos também puxar do Shabadabada, o pequeno jogo de tabuleiro (à venda na Amazon, na Fnac, etc.) para acertar na resposta, com todos os estereótipos sociais baralhados. Uma espécie de karaoke light. Constituem-se equipas e cada uma tira um cartão que tem uma palavra escrita. Quando um dos jogadores começa a cantar uma canção que contenha a palavra que consta no cartão que a sua equipa tirou, a equipa adversária tem de encontrar uma outra canção que inclua a palavra em questão. A equipa que não se recordar de nenhuma canção perde.
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*Exclusivo Madame Figaro
1 de 8 /A rainha do jantar
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2 de 8 /A baronesa Hélène de Rothschild, na imagem com Michel Delore, e o marido deram jantares e as festas temáticas mais fabulosas.
3 de 8 /Ronald e Nancy Reagan foram os grandes anfitriões da Casa Branca, reunindo todos os que realmente importavam na época.
4 de 8 /Agnelli e a mulher, Marella, deram festas inesquecíveis.
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5 de 8 /A portuguesa Maria da Conceição Schulemberger foi a última grande anfitriã de Paris.
6 de 8 /Máxima
7 de 8 /Ténis Airstep, p.s.c.
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8 de 8 /Coroa entrançada
1 de 8 /A rainha do jantar
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2 de 8 /A baronesa Hélène de Rothschild, na imagem com Michel Delore, e o marido deram jantares e as festas temáticas mais fabulosas.
3 de 8 /Ronald e Nancy Reagan foram os grandes anfitriões da Casa Branca, reunindo todos os que realmente importavam na época.
4 de 8 /Agnelli e a mulher, Marella, deram festas inesquecíveis.
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5 de 8 /A portuguesa Maria da Conceição Schulemberger foi a última grande anfitriã de Paris.