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Portugal escala 11 lugares na lista dos países mais felizes do mundo

Portugal volta a subir no ranking de felicidade das Nações Unidas, à boleia do bom momento económico. A corrupção é, contudo, um dos fatores em que o país se volta a distinguir negativamente.

Imagem do Chiado
Imagem do Chiado Foto: Pedro Catarino/Correio da Manhã
20 de março de 2019 às 12:29 Ana Batalha Oliveira

Portugal subiu dez lugares entre os países que ocupam a metade "mais feliz" do Ranking de Felicidade das Nações Unidas que se debruça sobre os anos entre 2016 e 2018, lançado esta quarta-feira, dia 20 de março.

Portugal está agora na 66.ª posição entre os 156 países que concorrem para o mais feliz. De acordo com os dados apontados pelo estudo, grande parte da felicidade sentida em Portugal está relacionada com a perceção ao nível do apoio social e da economia, mais concretamente no que toca ao PIB.

Contudo, o elemento que consegue um ranking mais elevado – 22 – em relação aos restantes países é a expectativa de os cidadãos se manterem saudáveis até ao fim da vida. Segue-se a liberdade para fazer escolhas de vida, critério no qual Portugal alcança o 37.º lugar.

O pior desempenho vai para a corrupção: Portugal está no 135.º lugar, sendo que quanto mais abaixo na tabela, mais frequente é considerado este fenómeno em cada país. Os dados espelhados neste relatório são da OCDE (Organização para o Desenvolvimento Económico), a mesma entidade que em fevereiro lançou um estudo polémico sobre Portugal, onde a corrupção era um tema em destaque. Nesse documento, a organização defendia que a corrupção distorce a atividade económica, reduzindo a eficiência e criando mais desigualdade, sugerindo ao Governo a criação de tribunais especializados no tema.

Outra vertente na qual os portugueses não se distinguem é a generosidade. Além de o país descer ao 122.º lugar do ranking, o estudo aponta ainda que menos de um quarto dos inquiridos disse ter feito qualquer doação monetária, com fins solidários, nos 30 dias que antecederam o inquérito e foram menos de 15% aqueles que se voluntariaram no mesmo período.

No último ranking de felicidade, o qual dizia respeito aos anos entre 2015 e 2017, Portugal, Espanha, Grécia e Itália ganharam protagonismo por abandonarem a trajetória de quedas acentuadas que se verificaram durante os anos em que a crise financeira se revelou mais premente. Portugal conquistou, nessa tabela, a 77.ª posição. Espanha, que estava em 36.º lugar, passou agora para o 30.º, Itália passou do 47.º para o 36.º e a Grécia foi a única nação do sul a descer, de 79.º para 82.º. 

Nórdicos mantêm dianteira                 

Finlândia, Dinamarca e Noruega: estes são os países que se continuam a distinguir como os mais felizes do mundo. Este ano, houve uma pequena alteração, com a Dinamarca e a Noruega a trocarem de lugar. A Islândia também se mantém firme no quarto lugar e este ano é seguida dos Países Baixos, em vez da Suíça, que cai para sexto. A Europa fecha as primeiras sete posições com a Suécia, e deixa apenas espaço para a Nova Zelândia e o Canadá nas posições seguintes, acomodando a Áustria em 10.º.

As duas maiores economias do mundo, os Estados Unidos e a China, veem uma grande divisão neste ranking: o gigante ocidental caiu uma posição para a 19.ª e o oriental está na 93.ª.

Já o país mais infeliz do mundo é o Sudão do Sul, precedido pela República Africana Central, Afeganistão, Tanzânia e Ruanda.

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