Moda

Porque é que a Victoria’s Secret não é para toda a gente?

O mais falado desfile de roupa interior defende que “ninguém tem interesse em ver modelos plus size a desfilar”, ao que várias modelos responderam.

Foto: Instagram @tessholliday
12 de novembro de 2018 | Sara Nascimento

A marca de lingerie norte-americana Victoria’s Secret foi acusada de marginalizar modelos plus size, transgénero ou com capacidades mentais reduzidas. Após uma declaração de um dos diretores criativos da marca, Edward Razek, afirmando que ninguém teria interesse nos desfiles caso incluísse esse tipo de modelos, este viu-se na obrigação de emitir um pedido de desculpas pelas suas palavras.

A esta situação foram várias as modelos que reagiram. Leyna Bloom, modelo transgénero, mobilizou todo o seu público no Instagram ao pegar nas declarações de Ed Razek e afirmar que a marca não representa as mulheres de hoje, dizendo ainda que, se alguém apoiasse a VS e os seus princípios, estariam também a apoiar a transfobia.

Já Cora Harrington, autora do livro In Intimate Detail, um guia inclusivo sobre lingerie, publicou no seu Twitter um comentário onde acusava a marca de pertencer a um homem de 80 anos e ser gerida por um de 70, insinuando que a isto se deviam as perspetivas arcaicas dos mesmos em relação à lingerie e à marca, salientando a discriminação que é feita às mulheres. Cora termina o seu tweet acusando os responsáveis de estar a denegrir a marca de dia para dia.

Já em 2015, a Victoria’s Secret tinha sido posta em causa pela modelo plus size Tess Holliday, que colocou uma fotografia de roupa interior no seu Instagram com a legenda "Se a Victoria’s Secret precisar de um anjo plus size, que me ligue. (P.S.: Nós, mulheres grandes, também gostamos de vestir lingerie e sentirmo-nos sexy com ela. Lidem com isso)." A marca nunca respondeu.

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