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Máxima

Celebridades

You’ve Got the Power!

Anualmente, a revista Forbes distingue as mulheres mais poderosas do planeta. Conheça algumas delas!

You’ve Got the Power!
You’ve Got the Power!
23 de maio de 2013 às 11:48 Máxima

A chanceler Angela Merkel, sete vezes a número um da Lista, árbitro de uma Europa rebocada pela economia alemã, sem surpresas, mantém-se no lugar cimeiro. Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente de um país que pretende estar entre as cinco maiores economias do mundo, ascende ao top. Michelle Obama, a primeira-dama que conhece como ninguém o homem mais poderoso do mundo, também. Quem são elas? Como exercem o poder? Como influenciam o mundo em que vivemos?

 

ANGELA

Quem é o marido de Angela Merkel? Herr Merkel é o primeiro marido de Angela. A primeira chanceler da história da Alemanha não adotou o nome do segundo marido. Em todo o caso, neste casamento, quem vai à frente é ela. É até surpreendente que tenha prescindido do apelido de família e mantido o do primeiro casamento. Angela Dorothea Kasner sempre teve existência própria.

Nasceu em Hamburgo em 1954. Filha de um pastor luterano cresceu numa pequena localidade da Alemanha Oriental. Foi uma adolescente tímida, cumpridora, discreta. Doutorou-se em Física na universidade de Leipzig. Trabalhou como química.

Os biógrafos dizem que nunca aprendeu a vestir porque nunca houve muito dinheiro em casa. Mas não a subestimem apesar do seu aspeto provinciano e burocrata. Os casacos cor de sorvete e o penteado de menina bem comportada não abalam o seu carisma. Ela é pragmática e inspira confiança. Não é suposto que seja bem vestida, é suposto que seja competente – estamos na Alemanha.

Na sua página pessoal, podem escrever-se veleidades poéticas – como o gosto pelos passeios no campo ou as idas ao supermercado. Mas francamente, alguém acredita que Merkel hesita entre um detergente e outro enquanto Sarkozy e Durão Barroso discutem políticas europeias?

Angela escolheu estar à mesa das grandes decisões. Não tem filhos – pode ser uma vantagem, no sentido em que não há surtos de febre para resolver ou sentimentos de culpa porque não se esteve presente.

Podemos olhar para ela como um produto do comunismo, mesmo que a estética e a sua rigidez sejam consentâneas com as imagens estereotipadas que temos da Alemanha Oriental? Os registos garantem que nunca colaborou com a Stasi (a polícia secreta) nem fez parte do Partido Socialista Unificado (nome do partido único, comunista, da RDA). É uma conservadora que lida com moderação com questões como o aborto ou a homossexualidade.

Protegée de Helmut Kohl, começou por ser Ministra da Mulher e da Juventude, em 1990. Conquistou protagonismo no partido, a CDU (União Democrata Cristã), desde que se empenhou nas questões da reunificação das duas Alemanhas. No final dos anos 90 assume a liderança. É chanceler desde 2005. Os cozinhados que tanto gosta de fazer para os amigos podem esperar. Ou a jardinagem. Será sempre uma rapariga do campo, mas para já é uma das mulheres mais poderosas do mundo, que lidera a maior economia europeia.

 

DILMA >>


DILMA

“Você está achando que Dilma é babaca?” Esta era uma pergunta corrente meses antes de Dilma Rousseff ter sido eleita a primeira mulher presidente do Brasil e depois de já ter sido anunciado que Lula a tinha escolhido para lhe suceder. Dominava a desconfiança, especulava-se sobre o carisma (ou a falta dele) desta técnica que se afirmou como política, determinada e corajosa, mas pouco empática. Demasiado burguesa para chegar com a facilidade de Marina Silva (sua antagonista nas eleições) ao povão. Nunca disputara uma eleição, não conhecera a situação de estar no terreno, apertar a mão e saudar infatigavelmente. Mas Dilma não é babaca.

A primeira imagem que surge, nas biografias que circulam, é a da jovem estudante que se envolve na luta contra a ditadura. Óculos de massa preta, um cabelo encrespado, pose intelectual, vagamente desafiadora. Era uma mulher de vanguarda, popular e revolucionária (não por acaso, o nome de um dos partidos a que esteve ligada). Presa aos 22 anos, foi torturada na prisão. Os militares chamavam-lhe “papisa da subversão”. Em 2003, sobre o seu período na cadeia, disse numa entrevista: “Você passa a ter mais tolerância com o outro e aprende sobretudo a conhecer seus próprios limites e suas fragilidades.”

Cresceu numa família de origem búlgara onde se aprende o francês e o piano. Estudou nas melhores escolas de Belo Horizonte, onde nasceu em 1947.

Representou Sófocles na universidade, leu os clássicos russos na adolescência. Os colegas descrevem-na como uma menina recatada que acorda para a política com o golpe militar de 1964.

Casou duas vezes com homens ligados à guerrilha e que, como ela, viveram na clandestinidade. Mudou-se para Porto Alegre.

Retomou a universidade, estudou Economia. Voltou à política no final dos anos 70. Ocupou cargos em administrações estaduais e federais. Filiou-se no partido de Lula, o PT, em 2000.

E aí, foi uma ascensão meteórica. Responsável pela pasta do Ministério de Minas e Energia desde 2003, chefe da Casa Civil do Presidente desde 2005, foi “a mãe do PAC”, o Programa de Aceleração do Crescimento, cognome atribuído por Lula.

Escapou incólume a escândalos de corrupção que minaram os que estavam próximo.

Operou-se a um linfoma em 2009. Fez quimio e radioterapia, usou peruca. Superou. Tem uma filha e um neto. Quando foi eleita disse: “Sim, a mulher pode.”

 

MICHELLE >>


MICHELLE

A mulher pode. Mas a ambiciosa Michelle, que nasceu num bairro pobre de Chicago em 1964, que frequentou as prestigiadas universidades de Princeton e Harvard, que tinha um salário anual de 300 mil dólares, não pode. Não pode completamente. Não pode realizar um destino no qual investiu arduamente.

Quando se fala de Michelle Obama, talvez se fale, mais do que tudo, de uma questão essencial: quantos egos e quantas carreiras cabem num casamento.

É verdade que Barack se referiu a ela como “o seu rochedo”. É verdade que ele é um homem como os outros – Michelle contou, cúmplice, piscando o olho ao eleitorado feminino, que o marido “ressona, tem mau hálito matinal, nunca guarda a manteiga no frigorífico e espalha as meias pela casa!”. Mas a verdade nua e crua é que ela é que teve de refrear a ambição e a carreira para que ele pudesse ascender politicamente e tornar-se no homem mais poderoso do mundo. É preciso alguém que olhe pelas crianças, right?

Eis-nos então no que os americanos chamam “the mommification of Michelle Obama”. Na equação dificílima “família versus carreira” com que as mulheres do século XXI se confrontam, Michelle escolheu ser a mom. (No site da Casa Branca, Michelle assume-se, mais do que tudo, como mãe da Sasha e da Malia). Não tentou conciliar. Não prosseguiu a sua carreira. Analistas políticos argumentam que a América ainda não está pronta para ter uma primeira-dama que vai para o escritório todos os dias. Tradução: que compete no espaço de afirmação pública com o marido.

Michelle nunca quis ser a belle. Mas os seus bíceps são os mais famosos do planeta. Michelle nunca cozinhou em casa. Mas a sua horta de produtos biológicos pretende ser uma inspiração e exprimir o seu empenhamento na luta contra a obesidade.

Foi uma aluna de quadro de honra no secundário. Estudou Sociologia e Direito. Fez uma tese na universidade sobre a divisão racial (nem essa “especialização” foi usada durante a campanha, apesar de se estar na iminência de se eleger o primeiro presidente afro-americano da história dos Estados Unidos). Soube entre os brancos e os ricos o que era o preconceito racial. Afirmou-se chocada “por ver estudantes universitários que conduzem BMWs. Eu nunca conheci pais que conduzem BMWs”. Conheceu Barack no escritório de advogados em que trabalhavam – ela foi sua superior hierárquica.

Como primeira-dama, fica na retaguarda (combinando peças da J. Crew com peças de designers) e confirma o velho ditado que diz que por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher. E porque não ao lado? Ou à frente? Mas isso seria muito à frente.

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Barack e Michelle Obama
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Michelle Obama
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Michelle Obama
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Angela Merkel
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