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Sabia que o período e a gravidez podem ser gatilhos para a anemia?

Com sintomas discretos e facilmente confundíveis, a anemia torna-se uma doença silenciosa mas que pode atacar nas alturas mais vulneráveis. Descubra os principais sinais.
Por Máxima, 17.12.2019

Cansaço. Palidez. Fadiga física. Fadiga mental. Unhas quebradiças. Insónias. Sensação de desmaio. Provavelmente já sentiu algum destes sintomas. Provavelmente também, já os associou ao stress ou ao excesso de trabalho. É um erro comum ignorar estes sintomas, por parecerem pouco graves, mas todos eles podem ser sinais  de alerta do seu corpo. Todos eles são sintomas de anemia. O Anemia Working Group Portugal desmistifica as principais causas da anemia, nomeadamente no sexo feminino, em que a prevalência é maior.

O Dr. João Mairos, especialista em ginecologia-obstetrícia, especifica: "Na população portuguesa, 20,8% das mulheres sofrem de anemia; nos homens, a prevalência é de 18,9%." Algumas situações específicas, como a menstruação ou a gravidez, podem desencadear ou agravar a anemia.

Adolescentes: acompanhamento médico é crucial

Na adolescência, as raparigas passam por várias mudanças corporais que poderão ser potenciadoras de anemia. O ginecologista explica que "a perda de sangue é uma das principais causas da anemia, e o período é uma perda regular durante a idade fértil das mulheres", motivo pelo qual ficam mais predispostas.

A principal recomendação do Dr. João Mairos é "incentivar as adolescentes a efetuar uma alimentação correta". Se se verificar uma predisposição para anemia, "a utilização de uma pílula contracetiva pode ser uma solução a ponderar". Estas decisões devem, contudo, ser debatidas e validadas com o médico de família ou com o ginecologista, que poderá também recomendar medicação com ferro.

Futuras mães: prevenir, mesmo antes da conceção!

Uma das situações em que a prevalência da anemia aumenta na mulher é durante a gravidez. Nesta fase, a mãe tem necessidades aumentadas por ter de fornecer ferro a si própria, ao feto e à placenta; o feto, por estar em crescimento, também tem grandes necessidades. Os sintomas de anemia podem ser confundidos com sintomas da própria gravidez. É essencial a despistagem de anemia prévia à gravidez ou de causa genética.

Em casos de anemia durante a gestação, os principais riscos são de parto pré-termo (antes das 37 semanas), a restrição do crescimento fetal ou mesmo a morte fetal, alerta o Dr. João Mairos. Para a mãe, a anemia está associada "a um aumento de risco de transfusão associada ao parto, risco aumentado de pré-eclâmpsia, descolamento da placenta, falência cardíaca e até morte materna", alerta.

É, por isso, crucial o acompanhamento materno-fetal. O especialista em ginecologia-obstetrícia defende que "idealmente, as mulheres devem procurar o médico dois meses antes de iniciarem as tentativas de gravidez", e devem ser acompanhadas durante toda a gestação.

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