"Fintar" o poder das hormonas é possível, mas não espere pela pré-menopausa
A saúde física e o bem-estar emocional da mulher são altamente influenciados pela atividade das hormonas. viver bem com essas alterações, ou nem sentir algumas delas, é possível e também está nas suas mãos.
As hormonas têm uma influência transversal na saúde da mulher. Do humor à fertilidade, passando pela saúde da pele ou pelo peso… a saúde hormonal pode influenciar cada um destes pontos. E, não podendo mudar o inevitável, podemos sim contribuir para reduzir ou ampliar o efeito de cada alteração, seja com pequenos gestos no dia a dia, ou prestando atenção aos sinais, para poder responder da forma certa.
Se acredita que o tema das hormonas só deve merecer a sua atenção durante a gravidez ou antes da menopausa, saiba que não é assim. É nos primeiros anos de idade fértil que podem surgir sintomas de eventuais problemas hormonais, que mais tarde vão ter impacto na fertilidade. Vigiar ciclos menstruais com dores fortes e grandes perdas de sangue é importante.
Nesta fase, o estilo de vida também já contribui para intensificar ou atenuar os efeitos das variações hormonais que acontecem antes de cada menstruação, a conhecida TPM - Tensão Pré-Menstrual. Noites de sono mal dormidas, uma alimentação desregulada e rica em gorduras e ultraprocessados são boas receitas para aumentar a intensidade dos sintomas.
Mudanças silenciosas começam a partir dos 30
A partir dos 30, o corpo começa a sofrer alterações hormonais mais profundas, mesmo que de forma silenciosa. Elas contribuem, por exemplo, para a redução progressiva da produção de colagénio, que não se traduz apenas na perda progressiva de firmeza e elasticidade da pele, também contribui para enfraquecer a resistência de tendões, ligamentos e de outros tecidos. Já as alterações na produção de estrogénio influenciam diretamente o humor, o sono e a regulação do cortisol (hormona do stress).
Incluir o exercício físico na rotina e começar a levar a sério a gestão do stress, com atividades como o mindfulness ou a ioga, são bons hábitos que podem fazer a diferença na forma como o corpo se vai adaptando às mudanças.
O papel da alimentação na saúde hormonal torna-se ainda mais importante, também nesta fase da vida. Se nos anos anteriores já era de grande benefício tentar evitar carências nutricionais que afetam a produção de energia e prejudicam o bom funcionamento do sistema imunitário, como a falta de magnésio, de ferro ou de vitamina B6, a partir desta idade é importante juntar mais algumas notas à lista.
Uma alimentação rica em proteína (aminoácidos), vitamina C, ferro, zinco e cobre vai ajudar o corpo a produzir colagénio e a compensar o abrandamento natural na produção da hormona. Acrescente-se a importância das vitaminas A e E e dos ácidos gordos ómega-3, que têm um papel complementar na produção de colagénio.
Antecipe-se aos primeiros efeitos visíveis na pele
A perimenopausa, ou pré-menopausa, acentua os efeitos da redução da atividade hormonal, à medida que o fim do ciclo fértil da mulher se aproxima. Se antes de lá chegar já tiver adotado hábitos de alimentação e exercício físico corretos, já vai estar a tirar partido desse investimento pessoal. Se não o fez, não adie mais e acrescente à lista mais alguns cuidados. À medida que o corpo reduz a produção de estrogénio, a saúde óssea também fica mais vulnerável, e o cuidado com os níveis de cálcio e de vitamina D (que favorece a absorção de cálcio pelo organismo) devem ser reforçados. Atenção redobrada também à saúde cardiovascular que, mais uma vez, depende em larga medida de uma alimentação saudável e de uma vida ativa. A receita repete-se, o mais importante para que resulte também: consistência e persistência.
O importante é também perceber que muitas mudanças começam a acontecer silenciosamente, antes de serem percetíveis, mas que podemos realmente ter um papel ativo a atenuá-las.
Longevidade: o mapa confirmado pela ciência
O mesmo acontece durante a menopausa, na qual as alterações hormonais trazem mais mudanças e impactos para o corpo da mulher, umas com efeitos físicos, outras mais sentidas a nível emocional, mas para as quais também existem recursos que facilitam uma transição mais suave e a manutenção de uma vida plena, a todos os níveis.
Este é um dos temas que pode encontrar desenvolvido na edição de fevereiro da revista A Minha Saúde & Bem-Estar da Auchan, na qual também pode descobrir as quatro áreas que a ciência tem vindo a confirmar como as mais importantes para a longevidade.
Uma vida longa e com saúde depende de muitos fatores, mas estes quatro pontos, da alimentação à socialização, têm um peso destacado e, mais uma vez, dependem em larga medida das ações e decisões de cada pessoa. Nesta edição pode ainda descobrir o que traz de novo a versão light dos suplementos de proteína, ou o que diz realmente a ciência sobre o GLP-1. A hormona tem sido replicada em medicamentos para a diabetes tipo 2, também usados no tratamento da obesidade, e começa agora a ser trabalhada em suplementos que prometem ajudar a perder peso. Será que resultam? A edição de fevereiro da Saúde & Bem-Estar inclui ainda um especial sobre higiene oral.