O nosso website armazena cookies no seu equipamento que são utilizados para assegurar funcionalidades que lhe permitem uma melhor experiência de navegação e utilização. Ao prosseguir com a navegação está a consentir a sua utilização. Para saber mais sobre cookies ou para os desativar consulte a Politica de Cookies Medialivre

Máxima

Celebridades

Portuguesas nos Jogos Olímpicos

Eis as atletas que vão defender o país em Londres, de 27 de julho a 12 de agosto, na mais célebre das provas de alta competição. Distribuídas por diferentes modalidades, estas mulheres partilham o mesmo objetivo: dar o melhor por Portugal.

Portuguesas nos Jogos Olímpicos
Portuguesas nos Jogos Olímpicos
27 de julho de 2012 às 07:00 Máxima

VELA

Equipa Tacking to London

Match racing É uma disciplina de vela considerada espetáculo, uma vez que as suas regatas são disputadas junto a terra por dois barcos com características idênticas. Tática e destreza são essenciais. Tornou-se classe olímpica este ano pela primeira vez.

Rita Gonçalves, 30 anos

Engenheira civil de profissão, a mulher do leme na Equipa Tacking to London começou a praticar vela aos 9 anos. Ser uma das 12 selecionadas para os Jogos Olímpicos já é uma vitória para a equipa, que está motivada para chegar ao pódio. “Estamos a treinar para isso e uma medalha de ouro seria espetacular.” Até ao ano passado, a velejadora conseguiu conciliar a modalidade com o trabalho em regime de part-time numa empresa de consultoria e projetos, mas a proximidade da competição e dos apuramentos levou-a a pedir licença sem vencimento e a dedicar-se cem por cento à vela.

Mariana Lobato, 24 anos

Acabou a licenciatura em Publicidade e Marketing precisamente na altura em que era necessário um maior empenhamento na vela, com os jogos da capital britânica no horizonte. “A parte mais difícil foi não termos barco olímpico para treinar em Portugal, pelo que passávamos muito tempo fora. Só em março último é que conseguimos superar este problema”, esclarece a trimmer da equipa. O apuramento para as Olimpíadas é uma vitória por si só, mas há ambição para chegar mais longe: “Um atleta precisa de ter motivação e acreditar que a vitória é possível.” Iniciou-se na vela aos 8 anos.

Diana Neves, 25 anos

O projeto Tacking to London 2012 levou-a a interromper o doutoramento sobre sistemas sustentáveis de energias em ilhas isoladas. “A nível académico é muito difícil tomar esta decisão”, comenta. Talvez por isso, durante muito tempo, organizou-se e disciplinou-se, conciliando estudo, trabalho e competição ao mais alto nível. “O desporto é uma área que requer força, mas a dureza não tem de ser só física.” A mulher da proa pratica vela desde os 12 anos.

GINÁSTICA

Ginástica artística

Força, flexibilidade e coordenação motora são essenciais. Praticada como modalidade desportiva na Grécia Antiga, surge com a organização que hoje lhe conhecemos, com regras e aparelhos específicos, em 1881, na Alemanha.

Zoï Lima, 20 anos

Vai estrear-se olimpicamente em Londres e representar Portugal depois de mais de uma década sem representação na modalidade. “Chegar aos jogos era o grande objetivo da minha carreira, agora tenho mais esta alegria”, admite. Treina muitas horas e é frequente abdicar de sair e divertir-se, mas sente-se recompensada por praticar o desporto de que mais gosta. De momento está cem por cento focada no treino da ginástica, pelo que teve de deixar os estudos para trás. Vive em Leça da Palmeira e começou na ginástica artística aos 6 anos.

Ginástica de trampolins

É uma variante da ginástica na qual a atleta executa saltos acrobáticos em trampolim. Foi criada nos Estados Unidos como modalidade, em 1936, por George Nissen, professor de Educação Física.

Ana Rente, 23 anos

Esteve nas Olimpíadas de Pequim, o que acredita ser uma vantagem para esta nova experiência em Londres. “A minha ambição passa primeiro pela realização das minhas duas séries, mas acredito numa final. E depois tudo é possível… Sonho com uma medalha”, sublinha. Vive em Lisboa e é estudante do 3.º ano de Medicina. Não é fácil conciliar os treinos e a faculdade, por isso a chave passa por “saber gerir bem as duas”. Umas vezes abdica de uma área, outras vezes de outra “e assim as duas parecem estar a resultar”, conclui.


ATLETISMO

Maratona

Prova sobretudo de resistência, é uma das mais longas, desgastantes e difíceis do atletismo olímpico. É disputada na distância de 42,195 metros e equivale ao percurso percorrido pelo soldado Fidípedes do campo de batalha até Atenas para anunciar a vitória sobre os persas. Foi instituída nos primeiros Jogos Olímpicos modernos.

Dulce Félix, 29 anos

No seu currículo constam, entre outras, duas medalhas individuais de prata no Europeu de Corta-Mato. Agora sonha vir a ganhar uma de ouro em competições internacionais. “É para isso que trabalho todos os dias”, afirma. É a primeira vez que participa numa competição olímpica e vai “lutar por um bom lugar.” Muito competitiva, acredita que essa é a sua “maior arma e qualidade’. Os outros concordam.

Dulce Félix, 29 anos

Jéssica Augusto, 30 anos

Esteve em Pequim em 2008, onde correu os 5 mil metros e os 3 mil metros obstáculos. Nos Jogos Olímpicos de Londres vai fazer a maratona, onde espera apresentar-se “na melhor das condições físicas”. Campeã europeia de corta-mato, tem vindo a arrecadar várias medalhas que vê como “fruto de muito trabalho, de muitas horas de treino e muita dedicação”. A recompensa de um trabalho árduo, que exige alguns sacrifícios, consiste em fazer todos os dias o que realmente gosta e alcançar objetivos.

3 mil metros obstáculos

Prova disputada numa pista de atletismo entre barreiras e valas de água. Faz parte do programa olímpico desde os Jogos de 1920, que ocorreram em Antuérpia.

5 mil metros

É uma prova de fundo em que o atleta dá 12 voltas e meia à pista. Foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912. A primeira edição feminina aconteceu em Atlanta, em 1996.

10 mil metros

Prova de fundo que exige sobretudo muita resistência. Consiste em completar 25 voltas à pista.

Vera Santos, 30 anos Parte para os Jogos Olímpicos de Londres com o objetivo de superar o nono lugar obtido nos de Pequim, em 2008. Tem prazer em competir, mas às vezes sente preguiça de treinar, “sobretudo quando está mau tempo”. Mas logo a vontade fala mais alto: para conseguir bons resultados é preciso suar. Congelou a matrícula na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, explicando que a sua “profissão é atleta”. Tem uma grande ambição: “Um dia, num Campeonato do Mundo ou da Europa, conseguir subir ao pódio.”

20 km marcha

A diferença relativamente às restantes provas de atletismo é que nesta o atleta não pode ter os dois pés fora do contacto com o chão simultaneamente. Exige, sobretudo, força e resistência.

Inês Henriques, 32 anos

Esteve nas Olimpíadas em 2004 onde conquistou a 24.ª posição. Percebeu que era pouco, quer ir mais longe. “Foi uma experiência que me fez crescer como atleta. Depois de Atenas passei a trabalhar para objetivos mais ambiciosos”, declara. Em Londres, a sua meta é ficar entre as 10 primeiras. Sente-se muito bem a nível psicológico e os treinos vão torná-la cada vez mais forte a nível físico. É estudante do último ano do curso de Enfermagem.


CANOAGEM

Competição que pode ter lugar tanto em águas calmas como em águas revoltas. Os eventos femininos incluem provas de K1 (individual), K2 (pares) e K4 (quatro atletas), todas de 500 metros.

Quarteto K4 500

Joana Vasconcelos, 21 anos

Ao tornar-se campeã do mundo júnior em K1 500, em 2009, realizou um sonho. Ao ficar apurada para estas olimpíadas, concretizou outro. Mas tem “muitos mais”, confessa. Conseguir um bom resultado na capital britânica é um deles. Entrou na canoagem com 15 anos, incentivada por uma colega que já praticava a modalidade. “Mas não foi fácil a adaptação, e estive várias vezes para desistir, não fosse o apoio da família que me encorajava dizendo que era tudo uma questão de tempo e prática”, conta. Vive em Montemor-o-Velho e estuda Ciências do Desporto, mas este ano teve de congelar a matrícula para se concentrar nos treinos. A atleta está, juntamente com os outros elementos do Quarteto K4, qualificada para as provas K1 e K2.

Estão ainda qualificadas…

. Atletismo: Maria Leonor Tavares (salto com vara); Marisa Barros (maratona); Naide Gomes (salto em comprimento); Patrícia Mamona (triplo salto); Irina Rodrigues (disco)

. Badmínton: Telma Santos

. Hipismo: Luciana Diniz

. Judo: Joana Ramos; Yahmina Ramirez

Beatriz Gomes, 32 anos

Chegou à canoagem pela mão do pai que era praticante da modalidade, começando a competir aos 10 anos. Possui no currículo duas medalhas de ouro e duas de prata, entre outras, em competições internacionais, mas não vê esta experiência como uma vantagem para a prova olímpica, nem para ganhar medalhas. “O primeiro passo será estar numa final dos Jogos Olímpicos, depois quem sabe?!”, acentua. Para isso, esclarece que a equipa está “a tentar otimizar todos os aspetos da preparação para chegar à competição na melhor forma”. É assistente da unidade curricular de Cinesiologia na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. A atleta está igualmente qualificada para as provas de K1 e K2.

Helena Rodrigues, 27 anos

Conheceu o ambiente olímpico em Pequim, mas não considera que isso represente uma vantagem nos Jogos deste ano. “Cada prova é única e os objetivos são diferentes”, comenta. Mas ter participado nesse evento de alta competição é um marco importante da sua carreira. Outro igualmente relevante “foi ganhar a medalha de bronze no mundial de 2009 em K4 200 metros no Canadá”. Diz que o “sabor das vitórias” compensa todos os sacrifícios a que o desporto obriga, traduzidos essencialmente em muitas horas de treino. Iniciou-se na canoagem numas atividades de verão organizadas pelo Clube Naval do Funchal, em 1994. É licenciada em Fisioterapia. Está também qualificada para as provas de K1 e K2.

Teresa Portela, 24 anos

Tirou o curso de Fisioterapia, mas está dedicada à canoagem a tempo inteiro. Ganhou uma medalha de bronze nos últimos europeus e arrecadou a de ouro na Taça do Mundo de 2010. Em Pequim, foi a 14.ª classificada, em Londres quer “conseguir uma boa participação e fazer melhor do que em 2008”. Em competição, como nos treinos, garante que “a maior dificuldade é desafiar os limites uma vez e outra”. Mas logo vem a compensação “de sentir que demos o nosso máximo e a passo e passo vamo-nos aproximando dos nossos objetivos”. Está ainda qualificada para as provas de K1 e K2.


TIRO

Modalidade que envolve precisão e velocidade no manuseamento de arma de fogo ou de ar comprimido. Requer disciplina e muito treino.

Joana Castelão, 27 anos

É a primeira vez que participa nuns Jogos Olímpicos. “Era o grande sonho. Dediquei-me imenso à modalidade, trabalhei muito para conseguir esse objetivo”, confidencia. Inspirada pelo pai, que tem a caça como hobby, sentiu vontade de experimentar atirar com armas de fogo desde cedo. Começou a praticar tiro desportivo aos 16 anos. É farmacêutica.

JUDO

É um desporto praticado como arte marcial. Foi criado por Jigoro Kano, no Japão oitocentista. Reúne a essência dos principais estilos e escolas de Jiu Jitsu, a arte marcial praticada pelos cavaleiros do período feudal. Exige agilidade e flexibilidade.

Telma Monteiro, 26 anos

Começou no judo aos 14 anos, pela mão da irmã. As competições e as respetivas vitórias movem-na. “Dá-me prazer ganhar medalhas derrubando as adversárias e saber que fiz bons combates”, assegura. Esteve nos Jogos de Atenas em 2004, o que poderá ser uma vantagem para gerir melhor as emoções no dia da competição em Londres. Está no 3.º ano do curso de Educação Física, no ramo de treino desportivo, mas este ano fez uma paragem para se dedicar ao judo a cem por cento.

Realização de Joana Lestouquet

Maquilhagem e cabelos: Isabel Marcelino

Fotografias de Pedro Ferreira, assistido por Ana Viegas

Fotografias de Miguel Ângelo, assistido por Maria Vasconcelos

Maquilhagem e cabelos: Isabel Marcelino

Fotografias de Pedro Ferreira, assistido por Ana Viegas

Fotografia de Ricardo Lamego, assistido por Ana Viegas

Portuguesas nos Jogos Olímpicos
1 de 6 / Portuguesas nos Jogos Olímpicos
Rita Gon?alves, 30 anos, Mariana Lobato, 24 e Diana Neves, 25
2 de 6 / Rita Gon?alves, 30 anos, Mariana Lobato, 24 e Diana Neves, 25
Zo? Lima, 20 anos
3 de 6 / Zo? Lima, 20 anos
Ana Rente, 23 anos
4 de 6 / Ana Rente, 23 anos
Dulce F?lix, 29 anos
5 de 6 / Dulce F?lix, 29 anos
J?ssica Augusto, 30 anos
6 de 6 / J?ssica Augusto, 30 anos
As Mais Lidas