Rosto&Corpo

8 perguntas que deve fazer antes de comprar um creme

Comprar na farmácia, na perfumaria ou no supermercado? Que características são mais adequadas a cada tipo de pele? Podemos confiar em marcas brancas? Antes de tomar uma decisão (e voltar a comprar o produto errado) leia este guia.
Por Carlota Morais Pires, 24.07.2017

 

  1.    É mesmo necessário fazer um diagnóstico com um dermatologista?

"Seria o ideal, mas nem sempre é possível. Diria que é essencial para quem sofre de problemas de pele e, por isso, tem de ser acompanhado e recorrer a tratamentos com produtos específicos, indicados por um especialista", avança a dermatologista Cristina Martinez, médica na Clínica CUF e na Dr. Derme, no Estoril. Se tem uma pele saudável, também pode procurar aconselhamento numa farmácia ou com as especialistas em cosmética nas perfumarias ou beauty corners (como o do El Corte Inglés). Muitas marcas de Beleza já oferecem diagnósticos personalizados que determinam as necessidades da pele (desde as rugas e a sua profundidade aos níveis de hidratação e ao grau de oxidação cutâneo) e recomendam os cremes que vão dar melhor resposta a estes problemas.     

 

  1.    Qual é o meu tipo de pele?

Existem seis tipos de pele diferentes, que podem ser identificados num consultório de um dermatologista mas também num gabinete de estética – a pele pode ser normal, oleosa, seca, mista, sensível e madura. Claro que estas categorias não são estanques e podem mudar com a idade, principalmente no caso de estarem associadas a patologias da pele, como acne, rosácea, pigmentação ou atopia, que exigem tratamentos específicos e um acompanhamento médico regular.

 

  1.    Quais são os princípios ativos de que a minha pele precisa?

As peles oleosas devem ser controladas através de um regulador do excesso de sebo como a bardana (uma planta medicinal) e o biorretinol, que também é anti-inflamatório e estimula a produção de colagénio. Por outro lado, as peles muito secas querem hidratação e o ácido hialurónico é ideal para garantir bons resultados a médio e longo prazo, por atuar mais profundamente; os betaglucanos estimulam o colagénio e formam uma película protetora à superfície da pele que contribui para a retenção de água. Ingredientes como a manteiga de karité ou jojoba, a vitamina C e o resveratrol são ideais para as peles maduras, por serem ricos em antioxidantes e aminoácidos que neutralizam os radicais livres e ajudam a prevenir o envelhecimento cutâneo.

 

  1.    O que gostava de melhorar no aspeto da minha pele?

As manchas ou hiperpigmentação? As rídulas finas e primeiros sinais de idade? É importante perceber as necessidades da pele, independentemente da idade. Escreva as suas preocupações e apresente-as ao especialista, que vai saber interpretá-las. Claro que, além do creme, há outros fatores que interferem (e muito!) no aspeto da pele, como a exposição solar, o stress, o tabaco, o álcool e a alimentação.

 

  1.    Qual é a textura ideal para a minha pele?

Todas as características do creme, desde a sua textura aos princípios ativos e composição, devem ter em conta o nosso tipo de pele – as peles mais oleosas preferem texturas em gel a cremes mais densos, por exemplo. "Os séruns e as texturas fluidas são particularmente bons para as peles mais oleosas", explica Cristina Martinez. "As texturas espessas são indicadas para peles secas e o gel não é recomendado para a pele sensível", acrescenta a especialista.

 

  1.    Devo procurar um creme de dia ou de noite?

"Os cremes de tratamento e aqueles que são mais intensos, com ingredientes fotossensíveis como os ácidos, devem ser sempre usados à noite", explica Cristina Martinez. Por outro lado, também sabemos que durante a noite a pele está mais ativa e suscetível a processos de regeneração, pelo que é a melhor altura para aplicar um antirrugas ou creme antiacne, por exemplo. "Durante o dia devemos sempre procurar um produto com proteção solar", aconselha a dermatologista. Esta escolha também vai depender sempre dos nossos hábitos e rotinas e do que sentimos que resulta melhor na nossa pele – às vezes cremes diferentes fazem sentido em alturas diferentes, mas o ideal será aplicar o tratamento à noite e o hidratante com proteção solar de dia, sempre depois de limpar a pele e remover as células mortas.

 

  1.    Que fórmulas devo evitar?

"As peles oleosas toleram bem as fórmulas mais agressivas, como os ácidos, por exemplo", diz Cristina Martinez. Se tem a pele sensível, deve evitar estes produtos e investir em cremes com uma ótima qualidade, que não irritem a pele, criados especificamente para responder a este problema. "Se tiver uma pele sensível, deve procurar fórmulas simples, que sejam garantidamente bem toleradas", acrescenta a médica dermatologista.

 

  1.    Será que os melhores cremes são também os mais caros?

"A qualidade do creme não é proporcional ao preço", assegura Cristina Martinez. "No entanto, os grandes laboratórios que vendem cremes mais caros também são, normalmente, os que investiram em estudos científicos que testaram a sua eficácia", desmistifica. "Hoje existem produtos muito bons para todos os tipos de pele a preços razoáveis; não vale a pena comprar as marcas mais caras", garante a dermatologista. E em relação às marcas brancas? Os produtos de cosmética são submetidos a testes rigorosos que controlam todas as fórmulas lançadas no mercado, por isso são sempre de confiança. Podem ser ou não tão eficazes quanto outros mais caros.

 

 

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