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Relatório Mueller: Investigação "não descobriu" provas de conluio entre Trump e a Rússia

Equipa do procurador-especial também não descobriu provas suficientes para provar que o presidente dos EUA cometeu obstrução à Justiça, mas também não o iliba de que ele tenha cometido o referido crime. Casa Branca fala em "total e completa exoneração de Trump".
Por Sábado, 25.03.2019

O secretário da Justiça norte-americano, William Barr, apresentou, este domingo, o primeiro resumo - apelidado de "carta muito breve" - do relatório da investigação sobre as suspeitas de conluio entre Moscovo e a direção da campanha presidencial de Donald Trump em 2016 elaborado pelo procurador-especial Robert Mueller. Segundo a CNN, Barr diz que a investigação "não descobriu que a campanha de Trump ou qualquer pessoa associada a ela conspirou ou coordenou com a Rússia para influenciar a eleição presidencial de 2016. 

Além disso, segundo o New York Times, a equipa de Mueller não descobriu provas suficientes para provar que Trump cometeu obstrução à Justiça, mas também não o iliba de que ele tenha cometido o referido crime. Em causa, podem estar as pressões verbais que Trump exerceu sobre o então secretário da Justiça, Jeff Sessions, e o seu adjunto, Rod Rosenstein, ou ainda por ter demitido o então diretor da polícia federal (FBI), James Comey, em maio de 2017. "Embora o relatório não conclua que o presidente cometeu um crime, também não o iliba", diz o documento, segundo os media norte-americanos. 

Antigo diretor do FBI durante as presidências de George W. Bush (republicano) e Barack Obama (democrata), Robert Mueller foi nomeado em maio de 2017 pelo Departamento de Justiça como "procurador especial" para garantir a independência das investigações sobre a alegada ingerência russa na campanha presidencial de 2016, devido a suspeitas de um acordo entre Moscovo e a equipa de Donald Trump para ajudar a elegê-lo e as suspeitas de obstrução à justiça por parte do magnata do imobiliário. A investigação levou à acusação formal de vários cidadãos russos e de norte-americanos ligados à campanha do atual residente norte-americano. Um deles foi Michael Cohen, ex-advogado de Trump, já condenado a três anos de prisão.

O presidente dos EUA está a passar o fim-de-semana no seu clube de golfe, Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Florida. Em declarações aos jornalistas antes de voar para Washington, Trump criticou a investigação: "É uma vergonha que o nosso país tenha tido de passar por isto. Para ser honesto, é uma vergonha que o vosso presidente tenha passado por isto".  "Não há conluio, não há obstrução. Completa e total ilibação", escreveu antes na rede social Twitter, concluindo: "Mantenham a América grandiosa".

O advogado do presidente dos EUA Rudy Giuliani também não deixou de demonstrar a sua satisfação com o resultado. "É melhor do que estava à espera", disse citado pela CNN. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, foi ainda mais efusiva na reação considerando que a apreciação de Barr representa uma "total e completa exoneração de Trump". O presidente dos EUA sempre apelidou a investigação, que começou em 2017, de "caça às bruxas".

Notícia atualizada às 21h08 com a reação de Trump, do seu advogado e da Casa Branca. 

Tags: secretário da justiça william barr moscovo jeff sessions donald trump palm beach robert mueller cnn rússia sarah sanders new york times
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