Entrevistas

Passageiro Frequente: Afonso Cruz

Filosofia e viagem são coordenadas essenciais para navegar em Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo (Companhia das Letras), o mais recente livro de Afonso Cruz. Pedimos ao autor, que também é ilustrador, cineasta e músico, que nos falasse das suas deambulações literárias.
Por Rita Lúcio Martins, 05.02.2018
Que livros tem atualmente entre mãos?
Um livro de uma escritora e realizador palestina que conheci há uns meses, Liana Badr, a Short History of Drunkenness de Mark Forsyth, e O Homem Que Escrevia Azulejos, de Laborinho Lúcio.

Como é que selecciona e prioriza as leituras?
Pelo prazer que me proporcionam e pelo tema que tratam. 

A sua mais recente "descoberta" literária?
Nos últimos anos, talvez os ensaios de Simon Leys.

Desistir de um livro a meio: sim ou não?
Sim - por vários motivos -, apesar de normalmente ter a esperança, por mais pequena que seja, de que mais adiante na leitura haverá uma reviravolta impressionante. Por vezes tenho algum receio de que ao desistir de um livro poder estar a perder alguma coisa genial e prolongo a leitura mais do que deveria. 

A que autores regressa sempre?
Volto com alguma frequência a Saint-Exupéry, Borges, Pavic, Vonnegut, Bruno Schulz, Hrabal, Lem, apesar de os meus retornos acontecerem mais com a poesia e a filosofia do que com a ficção. 

Um autor contemporâneo a não perder de vista?
Há vários e é difícil escolher um. Cá em Portugal há muita gente a escrever muito bem e de quem sou leitor assíduo. Além de alguns escritores que publicam com bastante regularidade, sei que a Dulce Maria Cardoso e a Joana Bértholo publicarão este ano, o que são muito boas notícias.
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