Gourmet

O encanto do renovado Oficina do Duque

Sentámo-nos à mesa com o chef Rui Rebelo para conhecer o novo conceito do espaço e da gastronomia do restaurante lisboeta Oficina do Duque, em Lisboa.
Por Rita Silva Avelar, 21.02.2018

Uma das mais bonitas calçadas lisboetas, sobretudo porque é de lá que conseguimos ver parte da Baixa pombalina e da Ponte 25 de Abril, a Calçada do Duque tem um segredo bem guardado no número 43: chama-se Oficina do Duque. Um espaço a cargo do chef Rui Rebelo e que é inspirado numa antiga oficina. A decoração não deixa margem para dúvidas: mal entramos, descobrimos uma parede onde figuram os mais variados objetos artesanais, como facas, peneiras, foices, martelos, tachos ou alicates – não há limite para a criatividade deste painel. A luz do espaço é baixa, o que confere ao ambiente uma tranquilidade ideal para quem procura um jantar sossegado. Da zona onde são servidos os deliciosos pratos confecionados pelo chef e a sua equipa, podemos vê-los a trabalhar, já que a cozinha tem um vidro transparente.

"Reformulámos esta imagem para ir ao encontro do conceito que eu tenho de viver que é tornar uma coisa banal uma coisa extraordinária, por isso é que damos técnica, carinho e atenção aos produtos para fazer esse salto para o extraordinário. Tudo isto é baseado numa cozinha de sensações, tem a ver com o meu próprio crescimento", explica à Máxima o chef Rui Rebelo, em relação à redefinição do conceito do espaço. A trabalhar deste os 17 anos, Rui Rebelo já conta com duas décadas de experiência na restauração, que agora aplica com irreverência e sumptuosidade nos pratos. Antes de chegar à oficina, viajou por vários cantos do mundo, estudou no Brasil e em Barcelona e trabalhou em restaurantes com estrelas Michelin, como o Alkymia e o Abac, e com chefs de renome como Ferran Adrià e Ramon Morató.

Para já, podemos encontrar na cozinha de Rebelo recriações deliciosas de pratos portugueses como polvo cozido com batata a murro, porco confitado com puré de aipo e toranja ou frango de piripiri com molho de cerveja. Dos pratos preferidos de quem entra e sai (pela primeira vez, ou não) no Oficina do Duque, são várias as vezes que os pedidos são sarrajão braseado com puré de raízes e soja, borrego com cuscuz e hortelã ou rabo de boi com puré de pêra-rocha e chícharos. Nas sobremesas, bastam duas para nos convencer a pedir sempre o mesmo de cada vez que lá formos: a mousse de chocolate com azeite frutado e flor de sal e a gema de ovo com citrinos e açúcar que é uma espécie de leite-creme são mais do que motivos para regressar a um dos icónicos espaços da Calçada do Duque. "Em maio faremos uma mudança mais forte na ementa (…), mas neste momento foco-me não só numa cozinha experimental mas sim de instinto, porque estou em fase de evolução. Somando a isto todas as viagens que tenho feito (estive agora 22 dias na Índia e vou arrancar para o Dubai), esta reinvenção é como uma sopa na panela (…) e todas essas aprendizagens em viagens vou querer refletir na próxima ementa", conta o chef em relação à próxima ementa que, para já, ainda está no segredo dos deuses.

Onde? Calçada do Duque, 43, 1200-155 Lisboa Quando? Das às 15h30 às 23h30. Não encerra Como reservar? 21 099 63 54 ou http://oficinadoduque.pt/

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