Livros

Ljubomir Stanisic partilha as melhores histórias da sua cozinha

Como o momento em que um dos mais antigos cozinheiros do Bistro 100 Maneiras cortou o próprio dedo. Falámos com o chef e com a mulher, Mónica Franco, sobre o seu novo livro em conjunto, onde contam alguns dos episódios passados no restaurante.
Por Aline Fernandez, 08.11.2018

Ljubomir Stanisic lançou o seu quinto livro, Bistromania – no Bistro Como em Casa (Casa das Letras), e dá todo o crédito à mulher, a jornalista Mónica Franco. É a quarta vez que os dois se juntam para escrever, desta vez relatando algumas das histórias dos bastidores do Bistro 100 Maneiras, em Lisboa, contadas por quem as viveu (e vive) todos os dias. Além da ação na cozinha, o livro conta ainda com mais de 100 receitas para picar, para partilhar, para comer com as mãos, para os corajosos, para os vegetarianos, para gente graúda e miúda, comida doce e salgada, alcoólica e probiótica. E fala-se de vinhos, claro.

Sentámo-nos para conversar com o chef jugoslavo, que também é a estrela do programa Pesadelo na Cozinha, e com a jornalista Mónica Franco.

Como surgiu a ideia para este livro?

Ljubomir Stanisic: "O bistrô tem oito anos e já se tornou um clássico, porque este restaurante já existia há cento e tal anos e achámos que devíamos homenagear esta zona de Lisboa, este espaço em si, as nossas histórias e as nossas receitas para partilhar com pessoas. Então decidimos fazer mais um livro, que é o quinto que estamos a editar."

O que gostou mais neste trabalho?

LS: "A minha mulher. A Mónica é coautora, autora praticamente para mim. Ela é que é o segredo do sucesso, da história e da escrita. Ela é a alma daquele livro. Sou um ótimo palhaço de corrida, mas ela é um treinador de bancada."

Mónica Franco: "O que eu costumo dizer desde que nós trabalhamos juntos e namoramos, em nove anos, é que não sei quem é o ovo e quem é a galinha, quem nasce primeiro. Connosco, é um bocadinho assim que funcionam as ideias. E este [livro] foi mais uma delas. Não é de todo um livro de receitas. Tem muitas receitas, mas não se restringe a isso. É mesmo para quem se quiser rir, rir. Tem histórias de bastidores que ninguém conhece se não as pessoas que trabalham aqui."

Conte-nos uma que ache particularmente engraçada.

"Um dos cozinheiros mais antigos [do restaurante], o Mateus, é um fanático do Sporting. E o Ljubo sempre proibiu que se ouvissem relatos de futebol na cozinha, porque depois há um que se chateia, porque é do Benfica… Só que houve um dia em que o Mateus pediu folga, como faz sempre que há um jogo do Sporting, e não podia, tinham muitos cozinheiros ausentes. Então o [Ljubomir] permitiu que nessa noite se ouvisse o relato – e era Benfica e Sporting, um dérbi. Só que o Ljubo também proíbe  gritos na cozinha. Então, de repente marca um, marca outro, está 2-2 e quando o Benfica marca o terceiro golo, o Mateus, que estava a cortar uma cebola e não queria gritar, acaba por cortar o próprio dedo… Tem-se um bocadinho de tudo neste livro. Já houve explosões, engates na casa de banho, copos partidos em cima das cabeças dos clientes…"

Para os curiosos, o chef João Mateus está bem, com o dedo recuperado, continua a ser fanático pelo Sporting e continua a trabalhar na cozinha do Bistro 100 Maneiras.
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