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Livros de dezembro

Uma manta, um copo de vinho e um bom livro - cenário perfeito para o mês de dezembro. Para facilitar a escolha do livro que o vai acompanhar este mês, reunimos algumas das melhores sugestões.
Por Rita Lúcio Martins, 12.12.2018

The Wall
Quando questionado sobre os seus temas favoritos, Basquiat respondeu: "Realeza, heroísmo e as ruas." Figura incontornável da cena mais vanguardista da Nova Iorque dos anos 1980, Jean-Michel Basquiat acabou por se tornar uma referência artística, fazendo parte de um movimento cultural inspirador que gravitava em torno de expressões como o graffiti, o hip-hop, o pós-punk ou o cinema DIY. Nascido em Brooklyn, filho de uma porto-riquenha e de um haitiano, revelou desde cedo um talento especial que encontrou nas paredes de Manhattan o suporte perfeito: na década de 70 espalhava comentários cáusticos e fragmentos de poemas pela cidade que o viria a aclamar. Namorado de Madonna, parceiro de Vicent Gallo, amigo de Andy Warhol, foi capa do New York Times em 1985 e morreu de overdose três anos depois, com 27 anos e um espólio com mais de mil quadros, parte deles incluídos neste livro. Com autoria da historiadora de arte Eleanor Nairne, Brilliant Basquiat (Taschen) é uma monografia XXL que oferece uma vista privilegiada para a obra deste talento eternamente cativante.

Ao vivo e a cores
Para sentir de perto a energia que emana da obra de Basquiat, nada como visitar a Fondation Louis Vuitton, em Paris, até 14 de Janeiro. A exposição Jean-Michel Basquiat reúne 120 trabalhos do artista nova-iorquino, incluindo obras nunca antes expostas na Europa e algumas peças criadas em colaboração com Andy Warhol. 

Em boa companhia
Elas são artistas plásticas, artesãs, arquitetas, hoteleiras, tattoo artists, gurus dos media e tanto, tanto mais. Na verdade, é precisamente isso: elas são tanto mais. In The Company of Woman, de Grace Booney (Artisan Books), apresenta as histórias e desenha os perfis de 100 mulheres inspiradoras e excecionais que perseguiram os seus sonhos fazendo dos seus percursos exemplos de perseverança, determinação e talento. 

Berta Isla, de Javier Marías (Alfaguara)
O casamento é um dos territórios explorados pelo autor espanhol que a ele agora regressa para traçar o mapa amoroso de Berta e Tomás, um casal que cedo decidiu partilhar o futuro. O que ela não sabia é que ele escondia um segredo antigo, que pesou para sempre na relação e se abateu sobre a vida em comum. Ele assombrado, ela incompleta, fizeram do seu amor um lugar de contradições, preenchido pela proximidade e pela ausência. Considerado Livro do Ano pelo jornal El País, este romance foi ainda distinguido com o Prémio Nacional da Crítica espanhola.

A Morte do Comendador, de Haruki Murakami (Casa das Letras)
Há sempre música a tocar nos livros de Murakami. Agora, a arte junta-se à festa num novo romance que é, também, uma homenagem a O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. O escritor japonês, referência incontornável da literatura contemporânea, conta aqui a história de um retratista abandonado pela mulher que troca Tóquio por uma casa na montanha, onde descobre um quadro (com o nome do livro) que desencadeia uma série de acontecimentos misteriosos e que o levarão a descobrir mais sobre a sua própria vida.        

Luanda Lisboa Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida (Companhia das Letras)
A autora do muito elogiado livro de estreia Esse Cabelo (2015) regressa com um segundo romance em que conta a história de Cartola e Aquiles, pai e filho que trocam Luanda por uma Lisboa algo distante da cidade que tinham sonhado. Tudo muda quando uma amizade inesperada vem desequilibrar a balança da esperança e dos afetos: "Se o entendimento entre duas almas não muda o mundo, nenhuma ínfima parte do mundo é exatamente a mesma depois de duas almas se entenderem."

Estranhezas, de Maria Teresa Horta (D. Quixote)
No Espelho, Paixão, Da Beleza, Alteridades, Tumulto, Ferocidades e À Beira do Abismo.
São sete os capítulos do novo livro de poesia de Maria Teresa Horta, atravessado pela sensibilidade da autora e envolvidos pela asa que se estende da capa, criada a partir de uma gravura de Albrecht Dürer, à contracapa, onde se pode ler um poema com o mesmo tema.

 

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