Cinema&TV

O que não perder nos cinemas este mês

Na viragem da estação, setembro traz uma nova vaga de filmes que prometem uma ida valorosa às salas de cinema.
Por Rita Silva Avelar, 12.09.2018

Um aprazível filme de sentimentos que merece ser visto pelo elenco feminino, o Book Club reúne Vivian (Jane Fonda), Diane (Diane Keaton), Sharon (Candice Bergen) e Carol (Mary Steenburgen), quatro amigas de longa data, na casa dos 60 anos, que vivem nos arredores da Califórnia e que decidem ler, no clube do livro mensal, o romance 50 Sombras de Grey. A comédia romântica, que reúne neste elenco quatro atrizes exímias, é realizada por Bill Holderman (estreia a 13 de setembro). O reencontro de três irmãos (Ariane Ascaride, Jean-Pierre Darroussin e Gérard Meylan) numa pitoresca vila, em Marselha, onde nasceram, para passar os últimos dias com o pai e aferir heranças é o argumento do novo filme do francês Robert Guédiguian. No filme A Casa Junto ao Mar (La Villa), cruzam-se as vidas de Angela, uma atriz a viver em Paris, Joseph, que está noivo de uma jovem com metade da sua idade, e Armand, o único que nunca saiu de Marselha e que gere o pequeno restaurante da família. A inesperada chegada de um grupo de refugiados à baía da vila transforma este momento familiar num pé de vento de emoções (estreia a 13). Em O Grande Circo Místico, apresentado no Festival de Cinema de Cannes, o realizador Carlos Diegues conta um século da história da família austríaca circense, os Knieps. O filme parte do poema Circus, do ativista político brasileiro Jorge de Lima, que nos anos 80 acabou por inspirar Chico Buarque e Edu Lobo a criar um musical. Vincent Cassel é o patriarca desta família de talentosos e artistas, mas também de saltimbancos, de malfeitores e, até, de assassinos – um elenco que conta com Nuno Lopes, Mariana Ximenes e Jesuíta Barbosa (estreia a 13). Escrito e realizado por Dominic Savage e aclamado pela crítica, The Escape coloca a atriz britânica Gemma Arterton no papel de Tara, uma mãe que enfrenta uma depressão. Depois de se confessar profundamente infeliz ao marido, Mark (Dominic Copper), Tara está prestes a tomar a decisão mais importante da sua vida: partir para Paris e começar uma nova vida ou ficar e lutar pela felicidade junto da família (estreia a 20 de setembro).

Igualdade de género no cinema

O Queer Lisboa e o Queer Porto são os únicos festivais nacionais com o propósito específico de exibir filmes de temática LGBT que abordem assuntos ou estéticas como as das questões de género, de identidades ou de corpos. Esta edição, que decorre de 14 a 22 de setembro, volta a exibir novos projetos cinematográficos de temática gay, lésbica, bissexual, transgénero e transexual. Da programação há filmes como (In) Visible Women (1991), de Ellen Spiroou, sobre as respostas heroicas de três mulheres seropositivas no contexto das suas respetivas comunidades, ou L’Amour Debout (2018), de Michaël Dacheux, sobre a descoberta do amor entre dois rapazes durante a adolescência. Destacamos a exibição do documentário We Margiela (2017) em que, pela primeira vez, a cofundadora da marca Maison Margiela, Jenny Meirens, e os membros da equipa criativa que trabalhavam no coração da marca falam extensivamente sobre o criador, Martin Margiela, e os processos criativos e as filosofias exclusivas da Casa. Fundado em 1997, o Queer Lisboa é o mais antigo festival de cinema de Lisboa (só em 2015 é que começou a acontecer no Porto). As exibições decorrem na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no Cinema São Jorge, em Lisboa, e no Teatro Municipal Rivoli, na Mala Voadora e nos Maus Hábitos, no Porto. Os bilhetes (para sessões únicas) variam entre €1,35 e €5.

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