Moda

O fato de banho e o biquíni: uma história que mete muita água

Não existe uma peça do vestuário feminino tão pequena e com tanto para contar como o fato de banho ou o biquíni. A história das roupas que usamos na praia e na piscina cruza-se com as conquistas de libertação das mulheres, percorreu todo o século XX e continua a surpreender.
Por Carolina Carvalho, 27.06.2019

As restrições, as obrigações, os tabus e tantas interrogações a que as mulheres estão sujeitas, desde sempre, tiveram muita influência na evolução da roupa de banho feminina. De fatos que cobriam quase totalmente o corpo ao monoquíni, escolher o que vestir à beira-mar tem sido uma verdadeira saga para as mulheres com tentativas arriscadas, retrocessos, glamour e muita criatividade. Por isso o fato de banho e o biquíni estão intrinsecamente ligados à história da libertação e das conquistas femininas. Hoje, tudo é permitido e uma simples ida à praia prova-nos que a liberdade flui ao sabor das tendências de moda e das preferências pessoais.

Em Portugal, uma privilegiada linha costeira e um sol quente pedem um leque de opções quando chega a altura do ano em que se inicia a época balnear. Segundo a marca Calzedonia, em Portugal as mulheres usam mais biquíni do que fato de banho, mas confirma que nos últimos três anos o fato de banho tem sido uma tendência, o que se reflete nas vendas desta peça (em 2017, aquela marca registou um aumento de 100% e, em 2018, um novo aumento de 51%). No entanto, o biquíni continua a dominar a escolha no vestuário de praia, de acordo com a marca italiana com uma forte presença no nosso país.

As atletas Helene Madison (à direita) dos Estados Unidos da América e Williemijntje Den Ouden (à esquerda) da Holanda depois da prova de 100, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932. Ficaram, respetivamente, em 1º e 2º lugar na prova.
As três vencedoras da prova salto de prancha nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim. Da esquerda para a direita: Kaethe Koehler (Alemanha), Velma Dunn (Estados Unidos da América) e Dorothy Poynton Hill (Estados Unidos da América). Ficaram, respetivamente, em 3º, 2º e 1º lugar.
© Getty Images
Prova de natação feminina nos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio.
Partida para a prova feminina de 100 metros livres em natação, nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles.
© Getty Images
A equipa de nadadoras americanas qeu participou na prova de 400 metros en natação, nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta.
© Getty Images
A apresentação das roupas de natação, feitas pela Speedo, da equipa olímpica Australiana para os Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney.
© Getty Images
Apresentação dos equipamentos da equipa olímpica e paralímpica da Grâ-Bretanha, desenhados por Stella McCartney e realizados pela Adidas, para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
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As atletas Helene Madison (à direita) dos Estados Unidos da América e Williemijntje Den Ouden (à esquerda) da Holanda depois da prova de 100, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932. Ficaram, respetivamente, em 1º e 2º lugar na prova.
As três vencedoras da prova salto de prancha nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim. Da esquerda para a direita: Kaethe Koehler (Alemanha), Velma Dunn (Estados Unidos da América) e Dorothy Poynton Hill (Estados Unidos da América). Ficaram, respetivamente, em 3º, 2º e 1º lugar.
Prova de natação feminina nos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio.
Partida para a prova feminina de 100 metros livres em natação, nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles.
A equipa de nadadoras americanas qeu participou na prova de 400 metros en natação, nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta.
A apresentação das roupas de natação, feitas pela Speedo, da equipa olímpica Australiana para os Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney.
Apresentação dos equipamentos da equipa olímpica e paralímpica da Grâ-Bretanha, desenhados por Stella McCartney e realizados pela Adidas, para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
As atletas Helene Madison (à direita) dos Estados Unidos da América e Williemijntje Den Ouden (à esquerda) da Holanda depois da prova de 100, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932. Ficaram, respetivamente, em 1º e 2º lugar na prova.
O fato de banho e o biquíni: uma história que mete muita água

As conquistas no desporto

A história dos Jogos Olímpicos pode ter começado na Antiga Grécia, mas a primeira vez que as mulheres participaram neste evento desportivo aconteceu em Paris, em 1900. Eram 22 mulheres e 975 homens e dividiram-se em cinco modalidades (nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016, foi batido um recorde de participação feminina em que 45% dos atletas eram mulheres). Só em 1912 é que as representantes do sexo feminino tiveram acesso às provas aquáticas (e só 16 anos mais tarde viriam a ter acesso ao atletismo e à ginástica). Isto levou a que, em 1913, fosse criado um fato de banho de duas peças que consistia em calções e em T-shirts para ajudar na performance das atletas. O criador foi Carl Jantzen. Na década seguinte, os fatos de banho desportivos ganharam a forma de minivestido para não se parecerem tanto com a roupa interior e no final dos anos 40 homens e mulheres tinham fatos de banho de competição muito semelhantes. Além do design, também houve evoluções de materiais que permitiram novas experiências, como a introdução do nylon pela Speedo, em 1956, e a chegada do elastano na década de 1970. O desporto e a moda cruzam-se, por exemplo, na equipa da Grã-Bretanha para a qual a designer de moda Stella McCartney, em parceria com a Adidas, criou os fatos de competição (incluindo os fatos de desportos aquáticos) dos atletas olímpicos nos Jogos de 2012 e de 2016.

Painel de mosaicos descoberto na Sicília, adornava o chão de uma villa e é hoje património mundial da UNESCO, que remonta à Roma Antiga, no final do século IV. Em 1947 o engenheiro mecânico Louis Réardcriou um fato de banho de duas peças a que chamou biquíni. Em 1953, Brigitte Bardot foi a sensação do Festival de Cinema de Cannes por ter sido fotografada de biquíni nas praias do sul de França e ajudou a popularizar esta roupa de banho.

O biquíni nasceu e "cresceu" na Europa

Foi na Europa que o biquíni nasceu durante o Império Romano. Enquanto os gregos da Antiguidade Clássica faziam exercício nus nos ginásios, os romanos decidiram criar roupas especiais para essa atividade, as quais se caracterizavam por serem bem reduzidas. Na Sicília, foi descoberto um painel de mosaicos (que é património mundial da UNESCO) no chão de uma villa que remonta à Roma Antiga, no final do século IV, e que mostra uma série de mulheres a praticar exercício físico e a usar umas peças de roupa que se assemelham aos biquínis atuais.

Séculos mais tarde, a Europa foi cenário da II Guerra Mundial e entre várias restrições que as populações sofreram esteve o racionamento de tecido. Não se sabe se este facto teve influência ou não, mas em 1947, dois anos depois da guerra ter terminado, o engenheiro mecânico Louis Réard, que na década de 1930 herdou a loja parisiense de roupa de banho dos pais, criou um fato de banho de duas peças a que chamou biquíni. O nome foi inspirado no atol de Bikini no Oceano Pacífico, onde tiveram lugar os primeiros testes da bomba atómica, em 1946, porque Réard acreditava que a sua criação ia ser "explosiva". O biquíni foi apresentado num desfile realizado na piscina Molitor, em Paris, e coube à "bailarina exótica" Micheline Bernardini desfilar a escandalosa criação para a época porque as modelos recusaram usar o duas-peças que revelava o umbigo. Embora a invenção não tenha sido bem aceite nas praias mediterrânicas dos países católicos, houve milhares de fãs que adoraram a ideia. Quando, em 1953, Brigitte Bardot foi a sensação do Festival de Cinema de Cannes por ter sido fotografada de biquíni nas praias do sul de França, a imagem dessa roupa de praia ganhou uma nova vida. No ano anterior, a atriz tinha protagonizado o filme The Girl in a Bikini e dez anos depois BB voltou a ser sensação em biquíni no filme A Very Private Affair, de 1962.

Deborah Kerr com Burt Lancaster no filme Até à Eternidade(1953).
© IMDB
Elizabeth Taylor num fato de banho branco à beira-mar no filme Subitamente no Verão Passado (1959).
© Getty Images
Joan Blackman (de fato de banho amarelo) e Elvis Presley no filme Blue Hawaii, (1961),
© IMDB
Ursula Andress no papel de Honey Ryder, a Bond Girl de Agente Secreto 007, o primeiro filme da saga Bond (1962).
© IMDB
Sue Lyon no filme Lolita (1962).
© IMDB
Duas modelos com o monoquini criado por Rudi Gernreich em 1964.
© Getty Images
Raquel Welch no filme Um Milhão de Anos Antes de Cristo (1969).
© IMDB
 No último no filme 10 – Uma Mulher de Sonho (1979).
© IMDB
Angelina Jolie no filme Lara Croft: Tomb Raider – O Berço da Vida (2001).
© IMDB
Halle Berry no filme 007 – Morre Noutro Dia (2002).
© IMDB
Demi Moore no filme Charlie’s Angels – Potência Máxima (2003).
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Deborah Kerr com Burt Lancaster no filme Até à Eternidade(1953).
Elizabeth Taylor num fato de banho branco à beira-mar no filme Subitamente no Verão Passado (1959).
Joan Blackman (de fato de banho amarelo) e Elvis Presley no filme Blue Hawaii, (1961),
Ursula Andress no papel de Honey Ryder, a Bond Girl de Agente Secreto 007, o primeiro filme da saga Bond (1962).
Sue Lyon no filme Lolita (1962).
Duas modelos com o monoquini criado por Rudi Gernreich em 1964.
Raquel Welch no filme Um Milhão de Anos Antes de Cristo (1969).
 No último no filme 10 – Uma Mulher de Sonho (1979).
Angelina Jolie no filme Lara Croft: Tomb Raider – O Berço da Vida (2001).
Halle Berry no filme 007 – Morre Noutro Dia (2002).
Demi Moore no filme Charlie’s Angels – Potência Máxima (2003).
Deborah Kerr com Burt Lancaster no filme Até à Eternidade(1953).
O fato de banho e o biquíni: uma história que mete muita água

O cinema e os seus marcos históricos

No início da década de 1960, através de Hollywood, o fato de banho e o biquíni começaram a assumir protagonismo nos guarda-roupas de filmes e dando origem a cenas icónicas. Elizabeth Taylor num fato de banho branco à beira-mar no filme Subitamente no Verão Passado (1959) ficou memorável. No filme Blue Hawaii, de 1961, a figurinista Edith Head criou um escultural fato de banho amarelo para Joan Blackman rivalizar com a popularidade de Elvis Presley numa cena em que contracenavam juntos. No filme Um Milhão de Anos Antes de Cristo, de 1969, Raquel Welch usou um biquíni de pelo e tornou-se uma das imagens de referência dos filmes dessa época. Há ainda o biquíni tropical que Sue Lyon revelou no filme Lolita, de 1962. Nesse mesmo ano, a Playboy publicou um biquíni na capa, pela primeira vez, mas o atrevimento de uma década marcada por movimentos feministas não ficou por aí. Dois anos mais tarde, Rudi Gernreich criou o monoquíni, sucessor do biquíni que viria a evoluir para o triquíni.

Em 1962, Ursula Andress interpretou Honey Ryder, a Bond Girl de Agente Secreto 007, o primeiro filme da saga Bond, e fez história – tanto no cinema como na moda – ao sair da água numa praia na Jamaica com um biquíni branco com um cinto para suster uma faca e perante o olhar deslumbrado de Sean Connery. A atriz explica que parte do fascínio pela sua personagem está relacionado com o facto de ter marcado a diferença no estilo de mulher da época baseado nas formas voluptuosas e Andress tinha um corpo atlético. Esse biquíni foi leiloado na Christie’s de Londres por 61.500 dólares, em 2001. No ano seguinte, em 007 – Morre Noutro Dia, foi feita uma homenagem a Ursula Andress e ao seu biquíni quando Halle Berry também emerge da água com um conjunto semelhante ao de Andress, mas cor de laranja. Mas o impacto não foi o mesmo…

No último ano da década de 1970, o imaginário erótico masculino explodiu com a imagem de Bo Derek a correr na praia com um fato de banho em tom de carne que simulava a nudez no filme 10 – Uma Mulher de Sonho. Em 2001, Angelina Jolie deslumbrou num fato de banho preto em Lara Croft: Tomb Raider – O Berço da Vida e dois anos volvidos o biquíni fez sensação em Charlie’s Angels – Potência Máxima, revelando a plena forma física de Demi Moore aos 41 anos. Longe iam os tempos em que Deborah Kerr escandalizou o mundo, em 1953, não por ter usado um fato de banho fechado e com saiote que mais parecia um vestido muito curto, mas por ter dado com Burt Lancaster o até então beijo na boca mais longo da 7.ª Arte em Até à Eternidade.

O poster de Farrah Fawcett de 1976 (ano de lançamento da série Charlie's Angels, que se tornou um ícone da época. Carrie Fisher, no papel de princesa Leia na saga Guerra das Estrelas, num figurino do filme Star Wars: O Regresso do Jedi (1983). O elenco da série Marés Vivas.

Tons de vermelho escaldantes

Em 1976, quando a série Anjos de Charlie estava prestes a ser lançada e Farrah Fawcett não era ainda muito popular, a atriz posou para um poster que vendeu milhões de cópias e que atingiu uma popularidade inesperada. A ideia inicial era fazer uma fotografia em biquíni, mas como Farrah não tinha um procurou no seu armário e encontrou um fato de banho que apesar de ser conhecido como vermelho era na realidade num tom laranja muito escuro. A atriz tratou do próprio cabelo e maquilhagem e o padrão exótico que deu fundo à fotografia era apenas uma manta mexicana que o fotógrafo Bruce McBroom tinha na sua carrinha. A fotografia tornou-se um ícone daquela época e Farrah Fawcett tencionava doá-lo ao Museu Nacional da História Americana, da Smithsonian Institution, em Washington, mas o marido, Sam O’Neill, acabou por fazê-lo, em 2011, dois anos depois da morte da atriz.

Até aos anos 90 o cinema continuou a ser o "figurino" para a inspiração feminina nos looks de praia, até que nos finais dessa década a moda agarrou essa oportunidade com marcas que se dedicaram apenas ao vestuário para praia, piscina e iate, com destaque para fatos de banho e biquínis, consolidando um forte negócio que não é apenas sazonal e que se encontra distribuído pela Europa, pelos EUA, pelo Brasil e pela Austrália, e ao qual o comércio digital proporcionou um incremento imparável através de marcas criadas individualmente e, portanto, fora das grandes sociedades. Na saga Guerra das Estrelas, a princesa Leia, personagem interpretada por Carrie Fisher, usa um biquíni em metal dourado, criado pelo escultor Richard Miller, acompanhado de uma saia vermelha escura que se tornou um dos looks mais populares desta personagem. Por sua vez, a série Marés Vivas, que esteve no ar entre 1989 e 2001 e que foi uma das mais vistas da época, contribuiu para reavivar o fato de banho. Foi transmitida para 148 países e traduzida em 44 línguas com uma audiência semanal de mais de mil milhões de pessoas por cada episódio. De facto, a imagem de marca da série foi o fato de banho vermelho que se tornou icónico e que ainda é inspirador.

 

A última prova de roupa de banho do concurso Miss América, em 2018. A instituição decidiu começar uma nova era com a abolição desta prova na edição de 2019. A modelo Halima Aden tornou-se, assim, a primeira muçulmana na edição Swimsuit da revista Sports Illustrated  em 2019 (@sportsillustrated).


Peça revolucionária no século XXI

O fato de banho tem sido um símbolo dos concursos de beleza, apesar da contestação feminista. Ainda assim, a 5 de junho de 2018, o concurso Miss América 2.0 anunciou no Twitter que ia abandonar a prova de fatos de banho e começar uma nova era com a hashtag #byebyebikini para a edição de 2019. Foram anunciadas grandes mudanças para a competição e declarou-se que as 51 mulheres que representam os seus estados não voltarão a ser julgadas pela aparência física externa. Isto significa o fim da prova em fato de banho que será substituída por um momento de interação entre a candidata ao título e o júri. A prova em vestido de noite também foi alterada, passando a dar oportunidade às candidatas de vestirem algo ao gosto próprio e anunciar quais irão ser as suas iniciativas sociais. "Não seremos mais um concurso. A Miss América representa uma nova geração de líderes femininas focadas em bolsas de estudo, impacto social, talento e empoderamento", disse Gretchen Carlson, da organização. Outro alvo da contestação feminista foi a edição Swimsuit da revista Sports Illustrated que todos os invernos publicava um número que revelava na capa uma mulher bonita em fato de banho. As vendas desse número especial disparavam. Consolidado o sucesso, as modelos mais importantes posaram para a capa e para o interior daqueles números, tais como Christie Brinkley, Tyra Banks e Elle Macpherson. A primeira edição Swimsuit foi publicada em janeiro de 1964 e, curiosamente, revelou uma modelo em biquíni. Neste ano aconteceram mudanças nessa política editorial, já que a referida edição foi transferida para a primavera, designadamente em maio, e apresentou, pela primeira vez, uma modelo a usar um hijab e um burquíni. A modelo Halima Aden tornou-se, assim, a primeira muçulmana na edição Swimsuit. Há duas certezas que se mantêm nesse número especial da Sports Illustrated: os cenários exóticos estão garantidos e a protagonista da capa usará um biquíni ou um fato de banho.

A princesa Diana de férias no Havai em 1990 com um fato de banho e uma saída de praia, ambos da marca Jantzen, relançou o padrão leopardo na moda. A influencer Chiara Ferragni com um fato de banho da sua marca (@chiaraferragni). A modelo e influencer Kendall Jenner numa fotografia da sua conta de Instagram (@kendalljenner). 

A indústria da moda e a cultura popular

Tudo o que as mulheres da realeza vestem está sujeito a um intenso escrutínio e o que usam em público torna-se viral. Foi o caso do fato de banho mostrado pela princesa Diana numas férias com os filhos e com a mãe na ilha de Necker, no Hawai, em 1990. A princesa, que já então era uma referência mundial e a mulher mais fotografada de sempre, foi revelada nas fotografias de paparazzi com aquele fato de banho e com uma saída de praia, ambos com o padrão leopardo da marca Jantzen. Como tudo o resto que Diana usava, o padrão exótico voltou imediatamente a ser moda.

Mas as redes sociais são, nos dias de hoje, o principal veículo de comunicação de tendências, de coleções e das denominadas "influencers". Enquanto os fatos de banho da marca de Chiara Ferragni esgotam, as fotografias de Kendall Jenner em roupa de banho no Instagram somam "likes" aos milhões. As coleções de roupa de banho são especialmente apelativas para parcerias entre marcas de moda e celebridades e o fato de banho e o biquíni tornaram-se peças tão comuns e versáteis que há quem arrisque usá-las como roupa exterior e, até, em passadeiras vermelhas. O que diriam as nossas bisavós e avós que iam às praias com o corpo coberto por maillots de bain (a diferença do burquíni é que isso não era imposto) e que após a I Guerra Mundial, nos loucos anos 20, viram surgir o fato de banho com as características de agora: justo e com as pernas e os braços a descoberto. Depois, foi apenas uma questão de ir mostrando cada vez mais a pele e sem constrangimentos de idade e de corpo. É uma conquista das mulheres e, a seu modo, uma revolução nos costumes que, quer as feministas gostem ou não, teve uma preciosa ajuda dos homens.

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