Desfiles

ModaLisboa: por um inverno com mais cor

Três dias e 18 desfiles depois, estas são as tendências que se destacaram entre as propostas dos criadores nacionais para a próxima estação fria.
Por Pureza Fleming, 12.03.2018

Os dias cinzentos que têm assolado a cidade e o País (para não falar na tão necessária chuva), ganharam novos tons no passado fim-de-semana. Os grandes responsáveis? Os criadores nacionais que passaram pelo Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, nos últimos três dias, e que fizeram questão de inundar de cor as salas de desfile. Muita cor e boa disposição foram palavra de ordem nesta 50ª edição da ModaLisboa.

Colorama

Esperava-se o Inverno do costume. O intermporal preto, os castanhos mais clássicos, o insubstituível camel, e ainda as 50 tonalidades de cinza, estampadas em materiais nobres e pesados, como a fazenda ou o tweed. A surpresa – que se estendeu pelos três dias – foi, assim, a vitória da cor. Logo no primeiro dia, Filipe Augusto – o designer vencedor do concurso Sangue Novo – combinou rosa claro com laranja forte que, por sua vez, se juntaram ao padrão xadrez. Mais longe ainda foi a Morecco, que transformou a sala de desfile numa espécie de rave, onde manequins, além da vivacidade dos tons vestidos, ostentaram originais tonalidades no cabelo – do rosa ao azul, passando ainda pelo laranja com direito a madeixas roxas. A cor alastrou-se aos restantes dias, tendo sido vista em Dino Alves, Ricardo Preto, Imauve ou Kolovrat (com um grande destaque na maquilhagem), para citar alguns.

Mistura de materiais e de padrões

No que diz respeito aos materiais, viu-se um pouco de tudo, e misturados entre si. As transparências estiveram à vista em quase todas as propostas: em Luís Carvalho, uma saia comprida transparente sobrepôs-se  a calças com padrão às bolinhas, fazendo-nos desejar que o método See Now Buy Now estivesse já instaurado. Também David Ferreira e Kolovrat sugeriram casacos entre a parka e o trench coat que deixavam o outfit à vista. Filipe Faísca arrojou, mantendo a elegância do seu nome e marca homónima, ao colocar na passerelle uma manequim com um vestido preto transparente. Ainda em destaque estiveram os puffer jackets, reinventados na versão de Gonçalo Peixoto que, na zona dos ombros optou por fazer um cut out; ou as versões futuristas de Ricardo Andrez e Lidija Kolovrat. Também os padrões jogaram entre si, sem espaço para conversas sérias: em Nuno Gama, por exemplo, destacamos a camisola de gola masculina e colorida, usada com um blusão de inspiração tropa e tons simultaneamente neutros e outonais. 

Bolsas (e acessórios no geral)

Destacaram-se as bolsas de cintura – que passaram também a ser usadas a tiracolo – e que mantém o primeiro lugar no universo das carteiras. Em Carolina Machado vimo-las nas duas versões, em Dino Alves a tiracolo, e, novamente nas duas versões, em Patrick de Pádua e Felipe Augusto. Ainda no campo dos acessórios, não passaram despercebidos os óculos de três lentes de Filipe Faísca, ou aqueles inspirados nos anos 50, impecavelmente combinados com um lenço na cabeça, qual Diva, com a assinatura de Dino Alves.

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