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Chanel vai deixar de usar peles exóticas

A marca francesa anunciou que vai deixar de produzir coleções com peles de animais, como crocodilo, lagarto, cobra e raia.
Por Sara Nascimento, 05.12.2018

Depois de Gucci, Versace, Michael Kors, Armani e Hugo Boss, entre outras, terem anunciado o fim do uso de pelo e pele animal, há mais uma marca de luxo a fazer o mesmo. A Chanel anunciou que vai deixar de usar tecidos com peles de animais exóticos na produção das suas peças.

O movimento tem vindo a crescer por parte das marcas de moda numa tentativa de tornar a indústria mais sustentável e amiga do planeta, lançando campanhas de sensibilização em relação aos direitos dos animais.

Segundo Karl Lagerfeld, a marca já usa muito pouco pelo e pele verdadeiros e tem como objetivo não produzir mais peças com materiais dessa origem. O designer disse ao site Women’s Wear Daily que a opção de abandonar este método de produção foi uma iniciativa que partiu da própria maison.

As malas da marca feitas em pele de cobra já foram retiradas do site, mas Bruno Pavlovsky, presidente da Chanel, disse ao Women’s Wear Daily que ainda iria demorar algum tempo até que os produtos existentes saíssem das lojas.

Marcas como Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Vivienne Westwood praticam esta política há mais de 10 anos, já para não falar da Stella McCartney que adotou esta filosofia desde início.

A PETA, organização não governamental que defende os direitos dos animais, referiu numa publicação da rede social Instagram que a medida surgiu depois de vários anos de pressão sobre a marca. Ainda assim, a ONG aplaudiu a iniciativa e referiu ainda no mesmo post que "2018 é o ano de os designers saírem da idade da pedra".

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