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Alexandre de Betak: “Agora é o início da próxima revolução”

Alexandre de Betak é a mente criativa por trás dos desfiles de algumas das marcas de moda mais conhecidas. Para celebrar 25 anos de carreira e mil desfiles realizados, foi lançado um livro assinado pelo próprio onde reúne o seu trabalho em imagens e anuncia a próxima revolução na moda. A Máxima entrevistou-o para um artigo que pode ler na edição de janeiro, já nas bancas.
Por Carolina Carvalho, 25.12.2017

Se os desfiles de moda têm hoje o estatuto de verdadeiros acontecimentos, muito se deve a Alexandre de Betak. É francês e descobriu na infância a paixão pela fotografia, "quando era criança comecei a tirar fotografias muito cedo. Acho que sempre me senti atraído e interessado por criar imagens e controlá-las, que é o que se faz numa passerelle. Acho que prolonguei isso da câmara para a vida para fazer o que faço hoje".

O que faz hoje é organizar desfiles, exposições e eventos através da empresa com o seu nome, que fundou em 1990, a Bureau Betak, em Paris. Passados três anos deu o salto para Nova Iorque e foi então que o seu trabalho ganhou notoriedade. Hoje, tem escritórios em Paris e também em Nova Iorque e Xangai, uma equipa de cerca de 60 pessoas espalhada pelo mundo e uma lista de clientes onde estão incluídas várias marcas de moda e do universo do luxo.

Alexandre de Betak deu uma entrevista à Máxima a propósito do lançamento do seu livro, Betak: Fashion Show Revolution (Phaidon, aproximadamente €80). Contou que este projeto surgiu para celebrar os cenários e conceitos dos desfiles que já imaginou e também porque marca "o início da próxima revolução", como o próprio explica. "Acho que quando comecei, há mais de 25 anos, participei na primeira revolução nos desfiles de moda que consistiu em torná-los ‘mediagénicos’, primeiro, e ‘webgénicos’, depois. Foi isso que tentei alcançar quando entrei. Agora, acho que está a começar uma segunda revolução que está relacionada com conteúdo digital ? não estritamente, mas maioritariamente." Betak explica que o desfile de moda não vai acabar, mas sim o sistema de semana de moda como o conhecemos. Disse-nos também que ainda não encontrou o maior desafio da sua carreira e espera que para ele não existam impossíveis. Do Louvre à Praça Vermelha de Moscovo, Betak já criou projetos incríveis e eventos que se tornaram experiências únicas. Os desfiles da casa Christian Dior, por exemplo, passam tanto por jardins encantados como por desafios à ilusão de ótica ou acampamentos no deserto. Hoje, os especialistas da área do espetáculo e da moda chamam-lhe "o Fellini dos desfiles". E o que é que o próprio Betak tem a dizer sobre isso? Saiba mais sobre esta entrevista e sobre o trabalho deste criativo na edição de janeiro, já nas bancas.

Veja aqui mais sobre o livro e aqui conheça melhor o trabalho da Bureau Betak. 

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