Gourmet

O novo poke de Lisboa que tem de provar

O Big Fish Poke Bar é o novo restaurante do chef Luís Gaspar que acaba de abrir ao lado da Praça Dom Luís, no Cais do Sodré.
Por Aline Fernandez, 24.04.2019

O Cais do Sodré, em Lisboa, acaba de ganhar um novo conceito gastronómico, ideal para os dias mais quentes que se aproximam e para satisfazer o desejo por comidas frescas, saudáveis, mas sempre com muito sabor e diversidade de ingredientes. O Big Fish Poke Bar é o novo restaurante do chef Luís Gaspar com o conceito de porções havaiano, mas com forte influência japonesa (e, claro, portuguesa).

O novo espaço em nada se assemelha à Sala de Corte, a steakhouse do chef, contudo traz-nos a possibilidade de provar e comprovar a habilidade de Gaspar em se aventurar por outras gastronomias. "Já tinha um fascínio pela cozinha asiática e achei importante mostrar a minha versatilidade enquanto cozinheiro. Um cozinheiro é como um jogador de futebol, quando sabe jogar a bola, joga em qualquer clube, não é?", conta com um brilho nos olhos, e completa: "Está a dar-me muito gosto pelo conhecimento técnico e pelo conhecimento do produto, pela cultura do próprio país, portanto é sempre muito enriquecedor."

E a riqueza também está nos detalhes de decoração minimalista do restaurante. Ao chegarmos à rua da Moeda, vemos a fachada com vidro martelado que remete para as escamas dos peixes, tal como o puxador da porta. Lá dentro, os nossos olhos brilharam com a imensa diversidade de garrafas de sake e fixaram-se em dois objetos especiais. O primeiro foi o hangiri, um grande recipiente de madeira usado para preparar o arroz. No Big Fish Poke Bar o arroz usado é o super premium japonês, que é cozido em água e depois temperado no molho Su, típico molho japonês com vinagre de arroz, Sake Mirin e alga Kombu, no qual o arroz é envolvido dentro do hangiri. O segundo foi o taiko decorado com símbolos japoneses. "Antigamente nas grandes festas e nas grandes cerimónias levava-se esses taikos com sake e fazia parte rasgar-se o taiko e as pessoas servirem-se com sake [de dentro dele]. No fundo é um tambor que era usado como barril nas festividades", explica-nos Fernão Gonçalves, responsável pelos cocktails e pelas sugestões das oito opções de sakes servidos aqui.

O ambiente intimista do restaurante divide-se entre as duas mesas com quatro lugares e o atraente balcão com 20, onde é possível assistir aos pratos a serem finalizados. Todos os dias, o chef Luís Gaspar recebe os clientes com um snack de oferta. As boas-vindas são uma maneira inteligente de aproveitar as sobras dos peixes que são cortados em cubos perfeitos para os pokes, deixando de lado as aparas, servidas sobre um crocante de arroz desidratado.

Como entrada, há três propostas: o suculento Sashimi Scallops XO (€15), vieiras braseadas, Dynamite aioli (picante), molho de sésamo e lima Kaffir; a reconfortante sopa Miso (€4), com dashi de shitake, alga Kombu, óleo de sésamo tostado e cogumelos enoki; e, para partilhar, o Tuna Musubi (€10), inspirado na sanduíche rápida, típica da comida de rua havaiana, feita com atum Yellowfin, dip de wasabi e tobiko.

As grandes estrelas da carta são os nove opções de poke, duas delas vegetarianas – e destas uma com base em noodle de curgete e não de arroz. Sugerimos o Tako (€17), feito com polvo, kyuri (o pepino japonês), cebola roxa, creme de abacate, coentros, alga Nori, lima, molho Kimchi e milho crocante, ou o guloso Blue Ocean (€14), com cavala, edamame, abacate, cebola roxa, muxama, molho Sweet Chili e cebola crocante – que também é o preferido do chef.

Para as sobremesas, terá de escolher entre a imperdível e saborosa Malasada (€6), uma homenagem às famosas bolas de Berlin, com creme de batata-doce e macadâmia; o Coconut Creamed Rice (€5), um arroz-doce de coco, com manga e gelado de matcha, e o Chocolate Kilauea (€6), com chocolate 70% de cacau do Equador, wasabi, iogurte e o toque diferenciado do sal negro do Hawaii, num tributo ao vulcão havaiano em atividade há 29 anos.

Para acompanhar tantas delícias, o bar oferece opções irresistíveis também. Não há palhinhas de plástico, mas sim de bambu, para beber um dos cocktails (três com álcool e um sem álcool). E para finalizar em grande a experiência, não saia sem pedir um dos chás. São três gelados, três quentes e outros três quentes para acompanhar as sobremesas. O Big Fish Poke Bar fez consultoria com a Companhia Portugueza do Chá e criou até o próprio Lapsang (aqui, este chá preto vem dos Açores).

Para reforçar que o novo restaurante foi mesmo um projeto especial, Rui Sanches, CEO do grupo Multifood, que gere o espaço, convidou o americano Andrew Mayer, fundador do Poke OG em Miami e que trabalhou 15 anos com o conceituado chef meio havaiano e meio japonês Roy Yamaguchi, um dos membros fundadores do movimento Hawaii Regional Cuisine. Andrew veio a Portugal e desenvolveu grande parte da carta como consultor ao lado do chef Luís Gaspar.

Onde? Rua da Moeda 1G 1200-275 Lisboa. Quando? De domingo a quinta-feira das 12h às 24h, sexta-feira, sábado e vésperas de feriado das 12h à 1h. Contacto: bigfish@bigfishpokebar.pt ou +351 210 522 842.
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