Saúde

Uma aspirina por dia para grávidas mais saudáveis?

Um novo estudo analisou mulheres em gestação e os efeitos deste comprimido nos nascimentos prematuros.
Por Aline Fernandez, 14.02.2020

Um novo estudo publicado pela revista médica The Lancet acompanhou 11976 mulheres grávidas em seis países com altas taxas de nascimento prematuro, nomeadamente a Índia, a República Democrática do Congo, a Guatemala, o Quénia, o Paquistão e o Zâmbia. A partir do primeiro trimestre da gravidez – de gestações pela primeira vez de bebés únicos –, metade das mulheres recebeu diariamente um comprimido de 81 miligramas de aspirina, uma dose mais fraca do que a normal, enquanto a outra metade tomou um placebo.

Os investigadores concluíram que as mulheres que ingeriram aspirina tiveram um risco relativo 11% menor de dar à luz antes das 37 semanas de gestação e um risco 25% menor de ter um parto antes das 34 semanas. Os resultados apontaram também que a taxa de morte fetal e infantil (de 20 semanas de gestação a sete dias após o parto) era 14% menor naqueles cujas mães tomaram aspirina.

Matthew K. Hoffman, presidente de obstetrícia e ginecologia da rede de hospitais privados sem fins lucrativos ChristianaCare em Newark, Delaware, nos Estados Unidos da América, e principal autor deste estudo, alerta na publicação que o nascimento prematuro é causado por reações inflamatórias, sintomas para as quais a aspirina é um tratamento eficaz, além de ser, segundo o médico, segura e barata e provavelmente útil em todos os países. "Isso significa tomar uma medicação diária, o que as mulheres estão compreensivelmente relutantes em fazer. Mas o nosso estudo mostra que a aspirina beneficiaria a maioria das crianças."

Já em 2007 a mesma publicação britânica publicou um estudo onde mostrava que a aspirina, ou qualquer outro medicamento, reduzia em cerca de 10% o risco de pré-eclampsia nas mulheres na gravidez.  

Grávidas (ou não-grávidas) que levarem em consideração a ingestão diária de um comprimido como aspirina devem realizar uma consulta médica e serem aconselhadas por profissionais especialistas, já que a aspirina pode causar sangramento e outros efeitos colaterais.

Tags: aspirina grávida gravidez comprimido bebé prematuro remédio medicamento saúde
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