Comportamento

Há um novo estudo que explica o que realmente põe fim às insónias

Não é raro conhecer pelo menos uma pessoa que sofra de insónias. Medicamentos? Almofadas com fragrâncias? Há um novo estudo que explica o que realmente pode terminar com este problema.
Por Marta Vieira, 01.08.2019

As insónias crónicas são um distúrbio do sono no qual os indivíduos têm dificuldade em adormecer ou manter-se a dormir, pelo menos três noites por semana, durante três meses ou mais. Afetam cerca de 10 a 15% dos adultos. Já foi para o trabalho, a seguir a uma noite de insónia, a sentir-se sonolento, com falta de energia e irritabilidade? Ou mesmo com falta de concentração e a sentir que não consegue absorver a informação à sua volta? É normal, nestes casos. Este distúrbio está ainda ligado a problemas de saúde como a depressão e pode, muitas vezes, resultar em acidentes. Por exemplo, acidentes rodoviários.

Um novo estudo da Universidade de Queen, em Ontário, no Canadá, aponta a terapia cognitivo-comportamental como uma possível solução. A terapia é uma solução que não envolve medicamentos, e pode mesmo beneficiar quem sofre de insónias crónicas. Os autores deste estudo, investigadores numa faculdade no Canadá, concluíram que a terapia cognitivo-comportamental tem efeitos benéficos neste problema. Para ficar a conhecer melhor este método, dentro da área da psicologia clínica existem diversas abordagens terapêuticas, entre elas a cognitivo comportamental. Pretende-se perceber a forma como os indivíduos percecionam os eventos à sua volta e não propriamente os acontecimentos em si. Identificam-se padrões de comportamento, crenças e hábitos e, através de técnicas específicas, pretende-se a alteração destas perceções de forma positiva. Neste caso, o programa cognitivo-comportamental para o tratamento da insónia crónica pretende alterar a forma como os indivíduos abordam e pensam o sono. As mudanças podem incluir ficar longe da cama enquanto se estiver acordado, praticar atitudes desafiadoras acerca a perda de sono, ou mesmo, restringir o número de horas dispensadas para dormir.

Segundo a médica Judith Davidson, co-autora do estudo, trata-se de um tratamento "muito efetivo" e que "deveria estar disponível no nosso serviço de cuidados primários."Segundo a mesma, embora esta terapia devesse ser prestada pelos serviços de psicologia, poderá ainda ser disponibilizada por outros profissionais, no serviço de cuidados primários, como por exemplo, enfermeiros. Esta poderá ser uma alternativa à medicação, que para além de não ser recomendada por um longo período de tempo, pode causar dependência. Durante o estudo, a equipa identificou serem necessárias entre quatro a oito sessões de terapia, para que haja uma melhoria do distúrbio.
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