Comportamento

Overthinking: aprenda a parar

Os nossos pensamentos são os nossos maiores companheiros. Se nos podemos treinar para ser mais prazeroso conviver connosco mesmos, porque não fazer um esforço? Aprenda a controlar os seus pensamentos e a relaxar a mente em 3 passos essenciais.
Por Máxima, 10.01.2017
1. Limite as questões
Uma pequena questão pode levantar mil e uma outras questões. Se tem de ter uma conversa séria com alguém, começa imediatamente a prever todos os cenários possíveis? O que vai dizer, como vai dizer, qual vai ser a resposta, como vai reagir a essa resposta? As possibilidades são infinitas e são capazes de nos atormentar durante dias a fio. 
Antecipar cenários prepara-nos para reagirmos de forma mais ponderada quando somos confrontados com situações que podiam ser inesperadas. Mas não deve atormentar-se com possibilidades infinitas e improváveis.
Um bom truque para saber até onde deve ir é limitar-se a três questões por assunto:
- o que vai acontecer na melhor das hipóteses,
- o que vai acontecer na pior das hipóteses,
- o que é mais provável de acontecer. 
Dado que os overthinkers substimam a sua capacidade de reação perante problemas, pensar no pior cenário possível pode ser tranquilizante, por fazer com que percebam que ainda assim teriam uma solução. 


2. Despeje a mente num diário
Assim que acordar, pegue num caderno e comece a escrever o que lhe vier à cabeça. Não precisa de demorar muito tempo, comece por 1 ou 2 minutos e vá aumentando o tempo quando quiser. E não precisa de escrever nada que faça sentido: é um rasgo de consciência ainda inconsciente, a única coisa que importa é exteriorizar os pensamentos, dos irracionais aos mais sérios.
Esta técnica impede os pensamentos mais persistentes de tomarem conta do seu dia, processando-os de uma forma mais física e, consequentemente, despejando-os da sua mente.
Não acredita? Experimente por 3 dias ou saiba mais sobre a técnica "morning pages".
3. Tome uma atitude
Uma das razões pelas quais pensamos demasiado num problema é querermos ter a solução perfeita para ele. Em vez de reagirmos de imediato, pensamos e pensamos e pensamos sobre o assunto, tornando o problema maior por o arrastarmos e criando um novo dilema: ainda não termos feito nada para o resolver.
O melhor que pode fazer é resumir a lista de soluções perfeitas a duas - que não têm que ser perfeitas mas sim rápidas. Há pelo menos duas coisas que pode fazer de imediato (ou até ao final do dia) que serão um passo (por mais pequeno que seja) no caminho certo.
Atuar rapidamente pode não solucionar o problema, mas vai dar-lhe mais controlo e vai fazê-lo sentir-se menos congelado.



Por Mariana Abreu Garcia
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