Viagens & Gourmet

A razão pela qual o Bairro Alto Hotel já é um clássico lisboeta

De portas novamente abertas desde o verão, o Bairro Alto Hotel não é apenas destino para passar uma noite. De referência gastronomia a refúgio de bem-estar, o luxo marca todas as experiências que aqui se vivem.
Por Rita Silva Avelar, 25.11.2019

A simpatia e as boas maneiras, hábitos esquecidos e em tantas vezes em desuso, antecipam, à chegada, a experiência que o Bairro Alto Hotel oferece aos seus hóspedes e visitantes. Não só pensado para oferecer uma estadia única a quem por lá passa, funciona, também, como um convite à descoberta desta nossa incrível cidade – mas dentro de portas. O hotel, que está aberto desde 2005, fechou para obras de requalificação em novembro de 2017, reabrindo este verão com maior capacidade de ocupação e novidades fresquíssimas no que toca à aos restaurantes.

O "novo" Bairro Alto Hotel tem agora vários recantos gastronómicos por descobrir, começando logo no piso térreo, onde fica a Pastelaria. Virada para a rua do Alecrim, é o lugar ideal para tomar um chá inglês acompanhado de um doce (há uma oferta igualmente forte de salgados). Num piso acima situa-se o Mezzanine (que, aliás, tem uma janela com vista para a Pastelaria), um bar informal onde qualquer hora é a certa para tomar um copo e provar as novidades desta carta que vai variando. Durante todo o dia, há sanduíches, snacks, sopas e saladas, com propostas tão irreverentes como folhagens e vegetais com húmus de ervilhas e menta (€7,50), sanduíche de puré de grão à alentejana com ovo escalfado e nabos servido em pão de trigo (€12) ou salada de lírio dos Açores curado, beterraba assada e endro ou iogurte fumado (€15).

Para uma refeição especial com direito a ver o acabamento dos pratos em tempo real, o melhor é subir ao 5º piso e ver com os próprios olhos a magia do Bahr. À frente da cozinha estão o chef Nuno Mendes, que retornou de Londres para abraçar este desafio, e o chef executivo Bruno Rocha, acompanhados por uma equipa criativa e minuciosa. O resultado são pratos esteticamente e gastronomicamente inesquecíveis. Falamos, precisamente de combinações surpreendentes tais como tostas de percebes fumados (€9), cogumelos de coentrada e nabos (€13), lula grelhada com feijão-verde, grelos e algas (17€) ou porco preto alentejano com puré de ervilhas e bivalves (€24). Sem esquecer as sobremesas, que aliam sabores tradicionais a ingredientes improváveis, como vemos na maçã gelada com creme miso, bolo de centeio e funcho (€8) ou no chocolate com trigo sarraceno e avelãs (€10). Quanto ao pairing de vinhos, há uma forte e igualmente surpreendente oferta, com a presença, na carta,  de exemplares tão especiais como o Rosé Vulcânico de 2018, o Giz Vinhas Velhas Branco de 2017 ou ainda o Julia Kemper Touriga Nacional Tinto de 2012. Se desejar terminar a experiência com um cocktail (que é também uma boa ideia no início) há uma carta variadíssima com estas sugestões, que vai do gin à vodka, passando pelo mezcal. E, quem sabe, fazê-lo ou ao balcão do bar do restaurante, ou no piso de cima, onde fica o terraço exclusivo para hóspedes, que conta com uma vista de suster a respiração sobre a Lisboa histórica. Em breve, também o bar 18.68, voltado para a rua das Flores, abre portas aos hóspedes e ao público. Além de trazer uma renovada animação a esta rua, terá uma carta própria, que promete fazer as honras ao espaço que aqui se erguia: o quartel dos bombeiros voluntários mais antigos de Portugal.

Além das novidades gastronómicas, também há novos espaços para relaxar. Com a aquisição de três novos edifícios, os 55 quartos originais passaram a 87, entre quartos e suites. Elisa Lino, diretora de Marketing e Vendas, explica à Máxima que "houve um salto qualitativo e quantitativo em termos de quartos, pois apenas havia uma suite. Agora temos 22 suites, das de formato júnior às de assinatura. No total, agora, temos quatro edifícios." Além dos quartos, no piso 4 encontra-se um segredo bem guardado: o Wellness and Fitness Center. Aqui, acontece magia. Entre a sauna, o ginásio, e o duche com jacto, haverá, com certeza, oportunidade para desfrutar dos tratamentos, como as massagens em que se usam os luxuosos produtos Susanne Kaufmann. Um dos especialistas e coordenadores da equipa é o osteopata Armando Faria, ele próprio especialista em combinar várias técnicas, da japonesa à tailandesa, para obter os melhores resultados.

O projeto arquitetónico é da autoria de Eduardo Souto de Moura e a decoração ficou nas mãos do bom gosto do Atelier Bastir - dupla formada pelo decorador José Pedro Vieira e pelo arquiteto Diogo Rosa Lã - à excepção do espaço do restaurante, cuja decoração ficou a cargo de Juan Carmona e André Ribeiro, do TheStudio. Além disso, a arte "invade" todos os recantos do hotel, que mantém peças originais, como as esculturas de Rui Chafes ou as fotografias do Rui Calçada Bastos, e conta agora com obras de artistas como Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis ou Pedro Calapez. Em destaque, há uma peça que une três pisos,  um gigante tapete feito com base de macramé, da autoria da Oficina 166 (Diana Menezes Cunha) cujo desenho faz lembrar as várias colinas da cidade.

Atualmente, o Bairro Alto Hotel, que tem como diretor João Prista von Bonhorst, pertence à cadeia internacional The Leading Hotels of the World, uma organização norte-americana que representa mais de 450 dos melhores hotéis, resorts e spas do mundo, presente em cerca de 80 países.

Onde? Praça Luís de Camões, 2, Lisboa Reservas info@bairroaltohotel.com e 21 340 82 88

Tags: bairro alto hotel restaurantes gastronomia hotel bem-estar experiências lisboa chef nuno mendes chef bruno rocha restaurante bahr pastelaria mezzanine
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