Decoração

Ikea Art Event: oito tapetes de edição limitada em parceria com artistas internacionais

A partir desta quinta-feira, 2, há apenas 150 exemplares de cada um destes tapetes, à venda em Portugal. Conheça a história de cada um.
Por Rita Silva Avelar, 02.05.2019

É a quinta edição consecutiva da Ikea Art Event, uma coleção limitada de tapetes que combina a arte de tapeçaria, celebra o artesanato, honra a cultura urbana e reaviva o design contemporâneo. Cada uma das oito personalidades criativas escolhidas para esta edição desenhou um tapete IKEA, único e distinto, que conta história. Em lã ou noutros materiais naturais, apenas um tapete foi tecido à máquina, os outros foram feitos à mão por artesãos indianos e egípcios, que materializaram a visão de cada um destes criadores.

Virgil Abloh, diretor artístico da linha masculina da Louis Vuitton e o fundador da Off-White fez uma abordagem irónica aos pais autoritários que protegem os móveis quase a qualquer custo – através de um tapete persa com estampado "keep off". A citação escrita e o motivo tradicional que serve de fundo mudam radicalmente a ideia que temos deste tapete, que para algumas famílias é sagrado.

Conhecido por Chiaozza, a dupla Adam Frezza e Terri Chiao inspiraram-se no cenário primaveril do deserto do sudoeste americano, desenhando um tapete que se distingue pelos blocos de cor, manchas e rabiscos estampados.

Por sua vez, o londrino Craig Green quis explorar a ideia de paraíso através do desenho de dois papagaios coloridos no seu tapete. Já a artista japonesa Misaki Kawai, conhecida pelas suas instalações feitas em papel, maché, madeira, tecido e outros materiais artesanais simples, como feltro e fio, concebeu um tapete original com a figura de um leão e de dois gatos.

Igualmente original, o tapete da artista coreana e francesa Seulgi Lee personifica a expressão "feliz como um peixe na água". É o peixe a figura central do seu tapete numa conjugação de bege, roxo e verde.

O artista Noah Lyon, de Brooklyn, E.U.A., desenhou um tapete inspirado num símbolo Navajo (em forma de cruz que parece rodopiar) que "expressa a história de um homem que encontra remoinhos e espíritos que lhe ensinam coisas de grande valor para o seu povo" – como se pode ler no comunicado de imprensa do Ikea.

Já o artista gráfico polaco Filip Pagowski apostou num tapete com padrão abstracto e geométrico a preto e branco, evidenciando a técnica em que é especialista - a tecelagem. Por fim, o reconhecido artista e tatuador francês SupaKitch inspirou-se na imagem e no conceito da cobra (como símbolo de metamorfose) para desenhar o seu tapete, que surge a preto, branco e amarelo numa forma abstrata.

Quanto a estes tapetes, pode pisá-los, dançar sobre eles ou deitar-se sobre eles... Quem disse que um tapete não pode ser uma obra de arte? Há apenas 150 exemplares à venda de cada um dos tapetes, sendo que há cinquenta de cada em cada uma das lojas: Ikea Alfragide, Ikea Loures e Ikea Matosinhos. O stock é limitado a uma compra por pessoa.

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