Coronavírus

“Não vamos pensar que isto é uma escola a sério, porque não é”

Uma professora, uma mãe e dois alunos. A Máxima reuniu quatro depoimentos sobre o regresso às aulas durante a pandemia do novo coronavírus.
Por Aline Fernandez, 28.04.2020

MARIANA DUARTE SILVA
Empresária e mãe, 41 anos

"Tem sido divertido para não dizer caótico. Estamos a adaptar-nos a todo este novo modelo. Quando entrámos em quarentena, a escola dos meus filhos não adotou logo o Zoom. Tínhamos um plano semanal que chegava por e-mail e eles tinham que o fazer ao longo do dia. Não havia interação com a professora, era só mesmo fazer umas fichas e enviar por e-mail. Foi assim a primeira experiência diferente da escola. Depois tiveram duas semanas de férias e hoje voltaram à escola através do Zoom. Então foi tudo um pouco mais complicado, porque eu tenho dois filhos, tenho um computador e eles estão na mesma escola, se atrasa o Zoom de um, entra logo o outro e fica assim um bocado confuso de entrar num e sair de outro, etc. A escola conseguiu fazer horários diferentes e, se não houvesse essa possibilidade, provavelmente teria que pedir um computador emprestado a alguém.

Eu sou uma mãe muito descomplicada, eu não fico ansiosa, stressada com o facto de os meus filhos não estarem a aprender da melhor forma. Eu tenho pensado um pouco nisso e eu acho até que não devia haver aulas. Nós estamos a passar por um momento muito diferente e o facto de eles terem que continuar a aprender através do Zoom é mais um fator de ansiedade para eles, para os professores e para os pais. Eu até acho que no fundo nós estamos todos a ser um pouco hipócritas, porque os professores acham que eles estão a aprender e nós achamos que eles estão a aprender e no fundo, eu acho que não está acontecer muito isso.

Há uma coisa boa: claro que eles não podem quebrar muito o ritmo da escola, ou seja, claro que eles não podem estar o tempo inteiro em casa a inventar coisas e muitas vezes vão parar ao ecrã ou à Playstation ou à televisão. Claro que isso não é bom. E o Zoom e a escola deviam ser — e eu acho que em algumas escolas isso está a acontecer — deveriam ser para relembrar o que foi aprendido ao longo do ano em vez de se dar matéria nova, porque eles vão estar todos na mesma situação. Quando começar o novo ano letivo, todos os professores vão ter em atenção que tudo está diferente, portanto vão estar todos no mesmo barco, vão ter todos de partir do mesmo ponto. E eu acho que ter uma escola com muitas atividades ao mesmo tempo é mais um fator de stress para todos.

A escola não está a ser assim tão exigente, eles têm meia-hora de manhã e meia-hora à tarde e depois têm fichas para completar — eu quero que eles façam as fichas, mas eu não vou estar sempre em cima deles, ou seja, não vou regular tudo à volta da escola, porque têm muita coisa para fazer em casa e eles estão a aprender muita coisa. Os meus filhos nunca tinham ido para a cozinha, não ajudavam muito em casa, hoje em dia ajudam, fazem a cama, limpam o quarto, limpam a casa de banho, ajudam-me a arrumar a roupa, põem a mesa, levantam a mesa. O meu filho está agora na cozinha a fazer panquecas, coisa que nunca tinha feito.

Por acaso, nós estamos a ter uma quarentena junto dos meus pais, dos avós, já estamos juntos há um mês. Ou seja eles estão há um mês inteiro a ouvir histórias dos avós, a fazerem companhia aos avós, a fazerem-se companhia uns aos outros, a jogarem jogos e a aprenderem coisas que nunca tinham tido tempo para aprender, portanto eu acho que há muito que eles podem aprender com os pais e avós e essa é outra camada muito importante que eles também estão a absorver.

Eu não estou contra — obviamente que eles têm que continuar a aprender —, mas eu quero que seja uma coisa que faça parte da rotina e da quarentena, não que seja mais uma camada de ansiedade. Então eu estou a levar um pouco na descontração no bom sentido, ou seja, eles estão no Zoom, estão "na escola", estão ligados com a professora e fazem as fichas, mas podem demorar o tempo que quiserem, porque não há aquele horário rígido. E porque depois eu trabalho também, não é? Eu e o meu marido temos um negócio, que é nosso e está parado — é o Village Underground, um espaço onde se fazem eventos e, portanto, tivemos que parar —, mas nós os dois estamos a repensar todo o nosso modelo de negócio, ao mesmo tempo que isto está a acontecer.

É preciso jogar nas duas frentes, eu não posso deixar de pensar no meu negócio só para estar o dia inteiro a fazer as fichas com os meus filhos, não dá. É impossível achar que se vai conseguir trabalhar e fazer a escola com os miúdos. É impossível, porque há sempre um apoio que se tem que dar às crianças, eles não conseguem ligar sozinhos o computador, por a senha, por o link, por o áudio, por o vídeo, depois tirar… Não dá, tem que haver sempre um acompanhamento, e eles pedem isso e é normal, para eles também é tudo novo. Eu estou a fazer os dois e a tentar não ser muito dura comigo própria.

No outro dia estava no telefone com uma pessoa do trabalho e fiquei mais tempo do que devia e, quando acabei, tinha uma mensagem da professora de piano a dizer: ‘Então, esqueceu-se do Zoom do piano?’ Oh! Esqueci-me completamente, mas eu também não ia deixar a chamada que eu estava a ter por causa do piano, não dava. Então também houve a flexibilidade da professora de piano — graças a Deus! —, também as pessoas estão em casa, é tudo mais flexível, e houve essa abertura dela para dizer: ‘Não se preocupe, vamos fazer agora o piano.’

As professoras também estavam um bocadinho com medo de como é que isto ia ser, é tudo novo para todas, não é? Umas professoras mexem melhor na Internet do que outras, outras estão mais habituadas do que outras, está tudo com níveis diferentes. E ninguém está a cobrar nada uns aos outros, que é uma coisa boa. Ninguém está a avaliar se um está a fazer melhor do que o outro, está tudo no mesmo barco, está tudo numa de ‘não vamos parar por completo’, mas também não vamos pensar que isso é uma escola a sério, porque não é. A realidade é outra, portanto vamos viver a realidade que está a acontecer neste momento, que é diferente. Deus queira que não se volte a repetir, mas é esta que estamos a viver e é esta que temos que encarar agora.

Nuno Rodrigues
© unDraw

NUNO RODRIGUES 
Filho de Mariana Duarte Silva e Gustavo Rodrigues, aluno, 6 anos

Máxima: Como estão a ser as aulas virtuais?

Nuno: Um bocado mau, prefiro ao vivo, as aulas são melhores. Eu gosto mais, tenho mais amigos e vejo os meus amigos.

Máxima: E o que é que aprendeu hoje?

Nuno: Estou a fazer um projeto da Branca de Neve e eles mostraram-me marionetes que eles fizeram.

Mariana: Antes disso tudo, ele estava a fazer um projeto na aula de Expressão Dramática, um musical sobre a Branca de Neve.

Nuno: Não é um musical, é um teatro.

Mariana: Ah, um teatro. Tu vais fazer o quê?

Nuno: O chefe anão.

Máxima: Então na aula de hoje o que fizeram?

Nuno: Há pessoas que fizeram marionetes e mostraram. Nós também temos que fazer, mãe.

Mariana: Oh meu Deus! A mãe é muito má em trabalhos manuais.

Nuno: Tenho que fazer a minha personagem.

Máxima: A professora disse quais os materiais precisa para fazer a marionete?

Nuno: Não, não disse.

Mariana: Como é que tu sabes como vais fazer?

Nuno: Pomos num pau, desenhamos, pomos mais ou menos o cartão atrás e colocamos o pau no desenho.

Máxima: E tem tudo o que precisa em casa?

Nuno: Sim, tenho. Só falta comprar o pau.

Máxima: As aulas têm demorado muito tempo, Nuno?

Nuno: É bom, são só 20 minutos, acho eu.

Mariana: Meia-hora.

Mariana: E o Nuno também tem aulas de piano através do Zoom. Ele adora e, por acaso, corre muito bem. Como é só uma professora para ele, não tem mais alunos, é mais fácil.

Máxima: E como é essa aula?

Nuno: Ela toca primeiro e depois eu imito. Ou também posso ver pela folha.

Máxima: Quais músicas o Nuno toca?

Nuno: Aquela francesa…

Mariana: Au clair de la lune. E que mais?

Nuno: O índio alegre!

Madalena Silva Henriques
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MADALENA SILVA HENRIQUES
Aluna do décimo segundo ano, 17 anos

Eu tinha aulas todos os dias, de segunda a sexta-feira, das oito e meia da manhã até à uma da tarde. Eram aulas presenciais, depois tinha os meus trabalhos para fazer. Eu acabei de ter aulas na sexta-feira, dia 20 de março, uma semana antes daquilo que estava estipulado para as férias do segundo período. Viemos para casa todos — a minha escola vai do quinto ao décimo segundo ano — e os professores continuavam a mandar e-mails e nós também temos uma plataforma no site da escola, em que os professores conseguem pedir trabalhos, portanto íamos fazendo. Fizemos testes também, óbvio com consulta e os professores sabiam disso, e fomos também acabando alguns trabalhos que tínhamos para fazer. Conseguimos gravar apresentações que estavam já marcadas.

Já todos conhecíamos esta plataforma, todos os alunos da escola utilizam, porque os professores vão enviando para lá sempre alguns assuntos ou fichas que sejam para resolver. Atualmente, com esta situação, é que mudámos de plataforma. Nas semanas que ficaram das férias da Páscoa na escola, os professores foram nos enviando alguns vídeos — estamos a utilizar o Google Classroom — e foram nos ensinando e mandando alguns vídeos para aprendermos como é que havia de ser e para planearmos como seriam as aulas no início do terceiro período, que começámos dia 15 de abril.

Eu tenho duas horas, já que as aulas duram cerca de uma hora, portanto tenho duas horas de manhã, de disciplinas diferentes. A escola fez um horário novo para nós, do décimo segundo ano. Nós vamos tendo as disciplinas com as várias turmas do décimo segundo ano. Por exemplo, Português temos várias turmas que estão a ter aula ao mesmo tempo. Estamos a avançar com os estudos, especialmente nas disciplinas que vamos ter exame, no meu caso Português e História.

Igual não é igual, porque lá nós sentimos que estamos a ser mais apoiados pelos professores e mesmo pelos colegas. Como estamos na aula, é claro que estamos mais concentrados, mas como estamos em casa há o telemóvel ou a televisão… Acaba por ser um pouco mais difícil. Mas, de certa forma, eu acho que os professores, sobretudo os meus, têm tentado manter-nos concentrados, vão nos mandando muitos trabalhos, coisa para completarmos e, durante as aulas, vão lendo as coisas connosco e fazendo resumos. E isso permite-nos, de certa forma, continuarmos atentos e termos alguma normalidade, que não é possível com esta pandemia, mas de certa forma tentamos fazer as coisas como fazíamos na escola, nas aulas presenciais.

No meu caso, eu não tenho precisado muito de esclarecer dúvidas, mas há pessoas que sim. Agora com estas questões dos exames nós temos muitas mais dúvidas, porque está a ser tudo alterado, estão a alterar muito a lei e nós temos muitas dúvidas e, sobretudo, sobre as matérias que vão sair. Portanto, continuamos a colocar sempre dúvidas aos professores. Neste momento agora não sabemos como vai ser em relação aos testes, porque como o décimo segundo ano está a ser estudada a possibilidade de regressar às aulas presenciais — com todas as medidas de segurança, é óbvio — os professores ainda não marcaram testes, nem falámos em testes, porque estamos a espera de saber ou não se vamos ter aulas presenciais e se vamos fazer os testes na escola.

Por acaso, eu tenho um irmão e cada um tem o seu computador. Portanto cada um está no seu a ter aulas ao mesmo tempo. Eu reservo algumas horas na parte da tarde para fazer os trabalhos que os professores vão mandando e para estudar, porque não posso deixar matéria para trás, como fazia quando estava na escola: de manhã ia para lá e a tarde fazia os meus trabalhos. De certa forma, continuo a fazer isso em casa, de manhã tenho as aulas online com os professores através de videoconferência e, à tarde, faço aquilo que eles mandam e estudo também.

Eu nunca pensei ter saudades da escola mas, de facto, tenho e estou a começar a ter cada vez mais. Porque isso de estar em casa é muito bom, temos a tecnologia, conseguimos ter as aulas todas, fazer os trabalhos todos, mas é sempre diferente do que estar na escola, porque estamos mais concentrados, temos aquele apoio dos professores e, depois também no lado social e emocional — é óbvio que já estamos fechados em casa há muito tempo — e as saudades dos colegas e de toda a rotina que tínhamos começa a aumentar e começa-se a sentir falta de estar com os amigos, porque tínhamos os intervalos, passávamos muito tempo a rir e, de certa forma, aliviava um bocadinho o nosso dia e agora não temos isso.

É óbvio que continuamos a falar por WhatsApp, grupos, a fazer vídeochamadas, mas começamos a sentir a saudade do abraço, do beijinho, do bom dia. Eu estive aquelas primeiras semanas em casa e, normalmente, nós falamos quase sempre com os amigos por mensagem, e uma colega minha mandou uma mensagem por áudio. Eu ouvi a sua voz, já não estava habituada, e soube muito bem porque eu estava há algum tempo sem estar com os meus amigos. Fez-me me sentir bem e, de certa forma, abstrair-me um bocado da realidade.

Teresa Cruz
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TERESA CRUZ
Professora do segundo ciclo, 42 anos

Eu falo como professora, mas também falo como mãe e não tem sido mesmo nada fácil. É claro que como professora tem sido uma adaptação brutal, porque de um momento para o outro todas as nossas aulas que são muito de proximidade, de repente, implicam estar do outro lado do monitor. Tivemos que no menor curto espaço de tempo aprender novas tecnologias, novos programas, novas adaptações para tentarmos estar mais próximos o possível dos alunos. É claro que depois temos o problema de falta de material informático, de falta de material técnico e prático.

Por exemplo, eu que sou professora de Artes, os meus alunos deixaram os materiais todos na escola, então quase que temos que reinventar o tipo de ensino e depois temos o problema do tempo, temos que pensar que se um professor tinha uma aula com os alunos quatro horas por semana, neste momento o aluno não vai ter disponibilidade para estar quatro horas por semana só para aquela disciplina. Se calhar, se tiver quatro horas por semana para todas as disciplinas vai ser muito, porque são poucos os alunos que têm um computador disponível para eles.

Eu também sou diretora de turma, neste momento estou em total comunicação com os pais da minha direção de turma, porque eles também merecem isso, porque coitados estão também completamente perdidos. Dei-lhes o meu número de telefone, estamos sempre a telefonarmo-nos uns aos outros, sempre a tentar ajudar e tento ter uma maior proximidade, só que, realmente, andamos todos perdidos neste momento quase, numa loucura de tentar dar a volta à situação.

Muitos alunos não têm computador, outros têm um computador em casa para cinco pessoas — na minha direção de turma há dois alunos em que os pais estão em teletrabalho, que também precisam desse mesmo computador —, então tentamos fazer trabalhos o mais espaçados possível para que as famílias se orientem.

Eles [os seus cerca de 150 alunos] estão no quinto e sexto ano, têm várias disciplinas e vão estar sincronizados com o professor uma vez por semana em cada disciplina por uma hora. Vão ter uma hora de uma temática que vão combinar a hora certa com o professor e todo o resto da semana será um horário que o aluno tente, em casa, gerir o computador, aí já tem mais liberdade. Mas mesmo assim, sei que para certas famílias não é fácil de gerir tudo, principalmente quando se tem mais que um filho ou quando se tem diferentes níveis de ensino ou quando os pais, que além de estarem em teletrabalho tem que ajudar os filhos a tirar dúvidas. Isto é mesmo um caos.

É tentarmos neste momento pensarmos que são só dois meses até acabar o ano letivo e tentarmos ajudar-nos ao máximo uns aos outros, pronto. É claro que o telemóvel não para entre pais a pedirem ajudas, professores, colegas a pedirem ajuda uns aos outros — porque lá está, neste momento estamos com mil e uma dúvidas dos mil e um programas novos a que nos temos que adaptar de um momento para o outro — e tem que ser assim, temos que nos ajudar muito, uns aos outros, tantos os professores, como o diretor de turma com os pais. Tem que ser assim mesmo.

Os alunos estão com muitas saudades de voltar à escola. Eu já tenho feito algumas reuniões online com os alunos e eles estão cheios de vontade de voltar, só a mandarem beijinhos, só querem falar, a parte social faz muita, muita falta mesmo. Eles têm entre 10 e 12 anos, já têm muitos amigos, já ligam muito à importância dos grupos e é isso que eu vejo que faz muita falta. E por muito que haja tecnologias e grupos do WhatsApp e reuniões de Zoom e tudo, noto que eles sentem muita falta da parte social na própria escola, é muito notório mesmo.

Estamos a iniciar [as teleaulas] e, para já, eles têm muita vontade, o problema é que nem todos os alunos estão online, ou seja, há alguns alunos que nós não sabemos o que se passa com eles — ou porque não respondem aos e-mails ou porque não atendem telemóveis —, há alguns alunos que ainda andam "perdidos", ainda não sabemos mesmo o que se passa. Mas a maioria não, a maioria está cheia de vontade de trabalhar e demonstrar trabalho, alguns trabalham até mais do que os professores pedem. Neste momento estamos a pedir prazos muito alargados para dar tempo, lá está, para que se faça essa gestão familiar dos computadores e, mesmo assim, há alunos que no dia a seguir já estão logo a enviar o trabalho pronto.

Na minha disciplina não costumo fazer testes, mas os outros meus colegas que costumam fazer testes, neste momento, dizem que não vão fazer, vão avaliar tudo à base de trabalhos escritos, Power Points, não vai haver o tradicional teste escrito. Isso não faz muito sentido fazerem, então vão avaliar de outras formas, há várias formas de avaliar, sem ser através do teste de avaliação.

Como professora e como mãe é pior, porque não consigo. Neste momento estou a dar prioridade aos meus alunos e estou a deixar os meus filhos para trás, porque estou eu a querer aprender o programa — porque a escola onde eu estou adotou a plataforma do Office para trabalharmos com os alunos, e eu estou ainda a aprender o programa e tive que aprender ainda outra quando foi no final do segundo período para as reuniões de avaliação — e ainda não me dediquei ao programa do meu filho, que é o Classroom da Google e na escola da minha filha tenho que aprender outra plataforma. Isto é um caos mesmo.

Eu tenho a sorte de ter um computador, porque os professores têm que usar os seus computadores pessoais e há colegas meus que não tinham computadores e têm que usar telemóveis, porque alguns até tinham computador, mas sem câmara. Eu, por acaso, tenho computadores para todos, mas a maior parte das famílias não têm. E sei de colegas meus que não percebem nada de informática e vai ser complicado para eles darem aulas. Neste momento a hipótese que existe é online e online, e a realidade é que há professores já próximos dos 65 anos que fizeram todo um percurso como professores sem recorrem à informática. Mas neste momento tem que ser, só que também compreendo que a idade deles já não lhes permite – para quê agarrarem-se a um computador? Não é fácil.

Tags: coronavírus covid-19 isolamento confinamento casa educação escola estudo vídeo vídeoconferência skype zoom google classroom depoimento primeira pessoa
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