Comportamento

Em busca do desejo perdido

As parangonas de um jornal anunciaram que mais de metade das mulheres portuguesas tem orgasmos sempre ou quase sempre que têm relações sexuais. E apesar de 75% se queixarem de que andam exaustas, sem tempo para si e insatisfeitas com o corpo e, muitas vezes, com o companheiro, aparentemente nada disto influi na sua performance, afirmando que fazem amor mais de duas vezes por semana, mesmo nas ligações amorosas que já levam 15 ou 20 anos.

Leu bem? Sim, estamos mesmo a escrever que a fazer fé nas respostas ao mais recente estudo sobre as mulheres portuguesas da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a maioria das que têm entre os 18 e os 60 anos (com acesso à Internet) usufrui de "sexo cinco estrelas" para usar a designação do estudo. Aliás, apenas uma minoria (mesmo mínima) admite não ter orgasmos (menos de 10%). Mas como é que isto joga com as outras informações do mesmo estudo e com os resultados das investigações nesta área? Será que quando se trata de orgasmos e de prazer continuamos a mentir? Às estatísticas, aos homens e, pior, a nós próprias? Na Máxima quisemos tirar a questão a limpo e fomos investigar. Os especialistas temem que sim, que as mulheres continuem a fingir orgasmos e a aceitar relações sexuais que não desejam porque têm medo de perder o "seu homem", e a inflacionar os números porque acreditam que é o que se espera delas. Mas a realidade é bem menos animadora. Mas, convenhamos, também é bem mais de gente de carne e osso. Dois estudos recentes do Sex Lab, o primeiro laboratório de investigação em Sexualidade Humana, em Portugal, e que resulta de uma parceria da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto com a Universidade de Aveiro, indicam que 40% dos portugueses têm dificuldades sexuais, sendo que, no caso das mulheres, a primeira é mesmo a questão do desejo. Ou da falta dele. Numa entrevista ao jornal El País, Pedro Nobre, presidente da Associação Mundial de Saúde Sexual e investigador responsável pelo Sex Lab, não tem dúvidas: "É preciso retirar pressão do homem que se sente obrigado a não falhar nunca e também às mulheres que sentem a pressão de terem orgasmos em série e de satisfazer o companheiro. O sexo é bem-estar e prazer, não é uma obrigação." As mulheres agradecem que alguém o diga em voz alta. 

A verdade é que o desejo, o prazer sexual e o caminho para o orgasmo estão longe de ser simples ou lineares, mudando ao longo da vida e sendo condicionados por fatores vários. E como se tudo isto não bastasse, há toda uma legião de obstáculos que nos afastam de uma vida sexual plena e realizada. E de mitos sobre nós, mas também sobre eles. O primeiro é o de que ter ou não ter orgasmos funciona como que um barómetro do sucesso de uma relação, como diz o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz. Mas não o único. O prazer é, em primeiro lugar, uma conquista individual e depois um dos pilares da relação e, nessa medida, um trabalho a dois. Por isso, leia tudo até ao fim ? e também não vem mal ao mundo se deixar esta revista "esquecida" na mesa de cabeceira do seu parceiro.

OBSTÁCULO 1
A Cabeça
"Quando eu estou muito preocupada com qualquer coisa, não consigo entregar-me", conta Joana. Já Patrícia não podia estar mais de acordo e diz que no seu caso precisa sempre de ajuda para "desligar": "Eu não me estou a referir só às festas e ao toque, mas de ‘conversa’ que me leve a sintonizar-me com ele e a esvaziar a cabeça, pelo menos até ao ponto em que o desejo toma conta do meu cérebro lógico e depois, então sim, estou ali de corpo e alma."

Os estudiosos destas coisas não estranham que assim seja ou não fosse o cérebro o órgão sexual mais importante nesta história toda. Ao ponto de, comprovadamente, ser possível um orgasmo só com o poder da mente.

Aliás, desde que é possível "fotografar" o cérebro durante um orgasmo, ficou a perceber-se que o clímax só é possível quando as áreas do cérebro mais analíticas fazem como que um "apagão", permitindo essa sensação de euforia e abandono total. Sem excitação, a dança do sexo pode ser uma dança crua, provocando na pior das hipóteses repugnância e, na melhor, a impressão de se participar de um ritual mecânico. Mas o desejo necessita de uma predisposição dificilmente compatível com o estado de espírito de quem gasta dois terços do seu dia a correr entre o emprego, as tarefas domésticas e o cuidado dos filhos, num stress e numa privação de sono permanente que, como afirma o médico urologista José Reis Santos, não têm como não alterar a química cerebral que conduz ao apetite sexual.

Não admira que muitas mulheres se sintam como a Catarina, que confessa: "O meu marido encontra sempre maneira de chegar a casa só quando os miúdos já estão deitados, a loiça lavada e arrumada, e eu sinto-me capaz de o matar. E depois admira-se que não tenha vontade de fazer amor?" Enfurecidas ou não, numa relação que as realiza ou em que davam tudo para se libertarem, são poucas as mulheres que não continuam a pôr o desejo dele acima do seu. Soraia Coelho, fisioterapeuta especialista em reabilitação pélvica e uroginecológica, e que ajuda muitas mulheres a recuperarem de disfunções sexuais, confirma: "A própria família pressiona a mulher. No caso do pós-parto, muitas sentem-no muito. E mesmo em casos de baixa de libido por questões de saúde, têm de ouvir: ‘Olha que ele vai procurar outra.’" Não tem dúvidas de que se continua a pensar que "a mulher deve ser a condutora da vida sexual do casal, independentemente da sua vontade". Contudo, se para muitas mulheres os dias de sexo pouco ou nada gratificante são recompensados por outros de enorme satisfação, há cabeças atoladas com obstáculos complicados de ultrapassar e que tornam a vivência sexual em qualquer coisa mais próxima do pesadelo.

O psicólogo Robert Firestone, autor de Sex and love in intimate relationships [Sexo e amor nas relações íntimas], lembra que "por culpa de uma educação muito castradora há mulheres que se sentem culpadas por desejarem, procurarem ou experimentarem prazer sexual e que mesmo quando o conseguem, ficam cheias de escrúpulos e esperam castigo." Frequentemente, diz, "moldaram-se numa mãe que tem uma relação muito complicada com a sexualidade e o prazer e acabam por se anular". Soraia Coelho sabe que para algumas prevalece a ideia de que o sexo é uma coisa vergonhosa. Não esquece o desabafo de uma das suas doentes que lhe confessava: "Uma mulher de bem não se toca. E existem coisas que os maridos fazem com as mulheres e outras com as amantes." Sim, ainda hoje, e em Lisboa.

OBSTÁCULO 2
O Corpo
Sentirmo-nos desejáveis é meio caminho andado para sentirmos desejo. E é assim que deve ser. Mas para muitas de nós ainda é sinónimo de vaidade ou de egocentrismo. Sílvia sorri e concorda. Quem a vê, francamente bonita e à vontade, imagina que a falta de libido não é tema que lhe interesse. Mas aceitou partilhar a sua história porque sabe como a objetividade falha quando temos dentro de nós um "grilo falante" que não sossega enquanto não destrói a autoconfiança do seu hóspede. "Eu não tenho dificuldade alguma na fase do enamoramento. Sei que sou sedutora, divertida e até segura de mim. Desde que esteja vestida! Quando me dispo, tudo começa a mudar de figura. Sinto desejo, mas depois começo a pensar ‘Agora ele já reparou que tens muito pouco peito’ ou ‘Essa tua barriga é um nojo’ e, zás, só me apetece fugir dali!"

Não está sozinha. O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela que as portuguesas quando falam de felicidade valorizam, em primeiro lugar, a pessoa com quem partilham a vida amorosa e, em segundo lugar, a sua própria imagem física. O que não seria mau se mais de metade (56%) não se manifestasse claramente insatisfeita com o seu corpo e, cereja em cima do bolo, quase 70% não se descrevessem como pessoas altamente críticas e exigentes consigo mesmas. Decididamente não são boas notícias para a libido. Mas acredite que há piores. Como, por exemplo, a forma assética como muitas olham o corpo, como se o mesmo fosse sujo e impuro. Soraia Coelho confirma: "Perdemos o contacto mais íntimo e natural com o corpo. Usamos pensos diários todos os dias, pois o corrimento é algo sujo. Não percebemos que a nossa menstruação nos diz muito sobre a nossa saúde hormonal e pélvica. Usamos mil e um sabonetes com aromas artificiais e tóxicos numa área tão sensível como a vulva." Afastamo-nos de nós mesmas. E com esse desconhecimento do corpo, essa dificuldade de o tocar e sentir, cresce também a dificuldade em aprender o que dá ou não dá prazer e a liberdade de partilhar essa informação com o parceiro que, tantas vezes, convenhamos, se espera que seja adivinho.

Mas por vezes é um parto traumático que instala o desconforto e a dor. O bebé de Leonor era grande e o médico optou por fazer um corte - uma episiotomia - para que nascesse sem rasgar a mãe, mas a verdade é que em consequência dessa cicatriz as relações sexuais passaram a ser muito dolorosas. O mesmo aconteceu a Margarida depois de duas cesarianas: "Cada relação sexual era mais difícil do que a anterior e eu já tinha medo da dor, e ele tinha medo de me magoar e, a certa altura, nem queríamos começar porque sabíamos que acabaria em desconforto emocional e físico. Passámos assim muito tempo mesmo, até que uma amiga me contou que havia uma especialidade inteira dedicada a esta área." Soraia Coelho sabe que habitualmente as pessoas só a procuram quando tudo o mais falhou, em média dois a três anos depois da disfunção sexual se ter instalado: "Chegam com queixas de dor pélvica, de dor durante a relação sexual, de cicatrizes que deixaram marcas tanto físicas como psicológicas, de dores que não conseguem explicar e que ninguém quer ouvir." Num primeiro momento, conta a fisioterapeuta, o mais importante é fazer com que se sinta o mais à-vontade possível: "Existe sempre muita abertura nas minhas consultas. Nada é feito sem permissão e sem explicação detalhada sobre o que vamos fazer." E com o tempo e a confiança vão avançando e superando limites que a princípio pareciam impossíveis. O que acontece nestas consultas? Cada caso é um caso, mas "se existe uma disfunção pélvica, venha ela de uma incontinência urinária ou fecal, dor relacionada com vulvodinia, vaginismo, dor na relação sexual ou endometriose, é necessária uma reabilitação pélvica e uroginecológica".

Já se a causa do desconforto é provocada pela cicatriz de uma cesariana ou de uma episiotomia ajuda-se a mulher a recuperar com massagem pélvica, reeducação muscular, trabalho corporal e a diastasis abdominal. Soraia tranquiliza: existe uma panóplia de instrumentos e de técnicas que as mulheres depressa aceitam, sobretudo quando sentem os resultados. Leonor ri ao recordar: "Quando, a morrer de vergonha, partilhei com o meu marido os ‘trabalhos de casa’ que implicavam umas massagens, ele também estranhou. Mas na realidade aproximou-nos, obrigou-nos a falar sobre este assunto e a descoberta que veio daí superou todas as expectativas." Para a fisioterapeuta, no entanto, o grande choque é a ignorância que prevalece, mesmo entre os médicos, acerca das consequências de uma cicatriz mal tratada. Aliás, a sua tese de mestrado, publicada no Journal of Sexual Medicine, é exatamente sobre isto: "Por falta de conhecimento e de ensino às mulheres no pós-parto, muitas não massajam, nem mobilizam a cicatriz da episiotomia, levando a aderências profundas. Estas podem mesmo lacerar aquando da penetração, levando a casos de dor aguda durante a relação." Constata também, com visível indignação, que alguns obstetras continuam a dar aquilo a que chamam o "Ponto do Marido", um ponto extra na sutura da episiotomia com o objetivo de apertar a entrada vaginal. A consideração pelo marido revela-se assim bem superior à consideração pela mulher, sem entenderem que a dor consequente prejudicará muito mais o relacionamento sexual do casal do que uma vagina mais larga... As cesarianas, avisa, são as que "deixam mais alterações na mulher". E elucida: "Acima de tudo necessitamos de entender que o que é cortado não é só a pele ou uma estrutura. Corta-se também a gordura, a fáscia, o peritoneu e o útero…. E a interceção das mesmas com o nosso sistema corporal é significativo com influência na postura, na dor pélvica, provocando alterações do padrão respiratório, enxaquecas…"

Nas disfunções sexuais, o acompanhamento é feito sempre em parceria com uma sexóloga ou mesmo com uma equipa multidisciplinar - afinal, é quase impossível que a dor crónica não tenha deixado sequelas psicológicas que possam boicotar a recuperação. E um dos melhores indicadores de um bom prognóstico é quando o companheiro também vai às sessões. Tem mais um conselho a dar (guardem bem este): "Digo-lhes que vejam um site que se chama OMGYes [ver caixa: GPS do Corpo] e que ajuda mulher e casais a redescobrir o seu corpo e a sexualidade." 

OBSTÁCULO 3
Hormonas e Medicamentos
Nenhuma mulher duvida do poder das hormonas e não precisa de mais provas científicas da sua existência para lá daquelas que sente ao longo de um ciclo menstrual com os altos e os baixos de humor. Mas a Natureza pensou em tudo e compensou-nos, armadilhando o período fértil com um aumento do desejo sexual que corresponde a mais estrogénio no sangue até à ovulação, altura em que cai a pique. A pílula contracetiva veio libertar a vida sexual das mulheres da ameaça omnipresente de uma gravidez indesejada, mas a sua interferência no desejo sexual feminino e no corpo da mulher não é tão irrelevante como tantas vezes se imagina. José Reis Santos, médico urologista, explica como ninguém este processo: "As pílulas atuais têm uma menor quantidade de estrogénios para evitar a sua toxicidade, mas a sua eficácia pressupõe reduzir o ciclo menstrual a um ciclo monótono, sem variações, privando a mulher do estímulo que leva à ovulação e da lubrificação vaginal necessária a que não haja dor durante a relação. Admite-se que também baixa a testosterona, uma das hormonas mais motivadoras da libido." Aliás, se a toma da pílula correspondeu ao início da sua vida sexual, muitas vezes as mulheres só descobrem verdadeiramente o desejo quando decidem engravidar.

Mas para muitas mulheres a ausência direta de libido não é a única consequência porque a falta de estrogénio, explica Reis Santos, altera também "as paredes da bexiga que deixam de estar protegidas contra o ataque do ácido da urina". E prossegue: "Cria-se como que um ‘buraco do ozono’ que leva à irritação e à descamação do tecido, provocando a irritação do músculo e uma cascata de sintomas que vão desde a sensação de peso sobre o púbis, o ardor ao urinar, o espasmo e até o sangramento." Se o diagnóstico for confundido com o de uma infeção urinária - como muitas vezes é - e tratado com antibióticos - como regra geral acontece -, o problema só se vai agravar com um crescente de desconforto e de ansiedade num círculo vicioso que é tudo menos favorável a uma vida sexual feliz.  Situação que tende a ser mais grave se o início da contraceção se fez numa idade muito precoce. Reis Santos recorda que são cada vez mais as mulheres que começaram (e começam!) a usar a pílula com 12 ou 13 anos, ou um pouco mais velhas, a pretexto do acne ou de "regular" os ciclos menstruais, mesmo antes da sua fertilidade estar realmente instalada, e que depois a tomaram ininterruptamente ano após ano. As consequências podem ser gravíssimas, defende o urologista, porque é provável que aquela vagina, por falta do estímulo hormonal de que precisava para se desenvolver, esteja ou incipiente, ainda a de uma menina, ou precocemente envelhecida. "Por falta de estrogénios, uma vagina de 18 anos pode estar como uma vagina de 45 anos", confirma. O objetivo não é, obviamente, que as mulheres com uma vida sexualmente ativa deixem de utilizar um método contracetivo, mas que em conjunto com o médico (e não com o conselho de uma amiga) procurem a dosagem e a combinação mais adequadas ou um outro método não hormonal, mas igualmente eficaz. Quando o problema está instalado, usam-se pequenas doses das hormonas em falta através de uma aplicação local ou através da pele, permitindo que o corpo reencontre o equilíbrio perdido. Só assim será possível superar as barreiras psicológicas que uma associação entre sexo e dor inevitavelmente provocou. O mesmo vale para as mulheres na menopausa que frequentemente sofrem de sintomas semelhantes porque deixaram de produzir naturalmente essas substâncias. A pílula não é, no entanto, o único medicamento que interfere com a vida sexual e alguns têm um poder tão grande sobre o cérebro que a excitação se torna rigorosamente impossível, como acontece com os ansiolíticos, mas sobretudo com algumas categorias de antidepressivos, embora os especialistas façam questão de lembrar que é difícil saber com exatidão se a falta de desejo é consequência da doença em si (a depressão mata toda a forma de prazer) ou do tratamento. Em Portugal, onde os níveis de consumo destes medicamentos são dos mais elevados da Europa, com 22 mil embalagens por ano, e sabendo-se que são as mulheres as mais afetadas por esta doença, é fundamental estar atento a esta questão. Até porque quando o sofrimento é vivido em silêncio e sem apoio, os doentes tendem a abandonar a medicação, o que é tudo o que não deve acontecer.   

OBSTÁCULO 4
Intimidade e Tempo
A palavra intimidade lembra a palavra saudade - ninguém sabe encontrar um sinónimo, mas toda a gente sabe o que é. E o que não é. Sabemos que implica uma confiança que permite revelarmo-nos sem medo ao outro, que é qualquer coisa que se constrói aos poucos, vencendo tabus e preconceitos, heranças culturais e morais, criando um território livre de juízos críticos. Há pessoas para quem este exercício não é fácil. O psicólogo Robert Firestone descreve como para algumas mulheres os sentimentos de abandono da infância ou o sofrimento com ruturas anteriores podem voltar ao de cima durante a experiência de intimidade que a relação sexual representa. Mas a intimidade também não surge sem tempo e mesmo que tenha sido conquistada perde-se facilmente quando o casal não a cultiva. E se o tempo é o que mais parece faltar às mulheres portuguesas, sobretudo aquelas que têm filhos, não é de estranhar que tantas afirmem que o seu relacionamento se vai tornando mais triste com o passar dos anos. Esther Perel, a mais do que reconhecida terapeuta sexual, recomenda que os casais incluam a hora do sexo na sua agenda e que a cumpram religiosamente. Segundo diz, num primeiro momento as pessoas reagem negativamente à proposta porque estão agarradas à ideia de que o desejo sexual só vale quando é absolutamente espontâneo. Mas ironiza: que se desenganem as mulheres que imaginam que o vão sentir, caído do céu aos trambolhões, enquanto estendem a roupa para secar. Bem podem esperar porque para manter viva a paixão e o prazer é preciso criar tempos e espaços para que surja a oportunidade de se manifestarem. E criar essas clareiras é um compromisso a dois.

A verdade nos números

70% dos casais não fazem programas a dois todas as semanas.
O sexo vem em 6.º lugar na lista do que mais felicidade traz na relação.
Fonte: Fundação Francisco Manuel dos Santos

40% dos homens e mulheres portugueses apresentam algum tipo de problema sexual.
25,4% das mulheres queixam-se de baixo desejo sexual.
17% das mulheres não têm orgasmos.
15% das mulheres sentem dificuldade em excitar-se.
13% das mulheres têm dificuldade em lubrificar.
10% das mulheres têm dores durante as relações sexuais.
6,6% das mulheres sofrem de vaginismo.
Fonte: Sex Lab

GPS do corpo 

Não poupe euros nisto. Vale mesmo a pena. Em www.omgyes.com/pt encontramos um grupo de mulheres e de especialistas que partilham as várias formas de uma mulher ter prazer. Todas as mulheres são diferentes umas das outras e o caminho do prazer e do desejo é pessoal, mas aqui encontramos testemunhos (alguns bastante visuais) do que é preciso para nos conhecermos de dentro para fora e de fora para dentro. Pensem nisto como um GPS do corpo. E não, não é teórico. É bastante visual e, por isso, didático. É o fim dos tabus e – obrigada! – o fim dos mitos.

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